Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Correntes, mas sem algemas

E só porque alguém me lançou o desafio, aqui vai (correndo o risco de ser uma verdadeira baralhação, tão pouco é o tempo para pensar no que estou a escrever)

A Alcochete (nova e cada vez maior paixão), Animais (a maior parte da minha vida), Alfredo avô (sempre)
B Bruce e Boris (os meus gatos), Ben (do cão que ainda não tenho), Black e Betterman (incontornáveis)
C Cerveira (para onde hei-de fugir um dia), Cirurgia (o que mais me dá gozo fazer)
D de "Dai-me pachorra para aturar isto!"
E Egipto (ou A Viagem)
F de 2/3 da minha vida
G Gatos, não vivo sem eles
H de Henrique, ou o nome do filho que não tive
I Inês, a minha vida
J o meu nome do meio
K de NoKas, o nick da minha krida gorda
L de Ler
M Mesquinhice, Mentira e Medo(tudo coisitas janotas)
N de Nunca, a palavra que aprendi a não dizer (e dos desejos que não vou concretizar)
O de Oportunismo, que combina com pobreza de espírito
P de Pearl Jam, o ponto mais alto das férias e meus companheiros de todos os dias, de Paris (o eterno fascínio)
Q de Quim, o empregado ruivo da Pastelaria Chamel, que me dava beliscões nas bochechas
R de Renascer (o que mais gostava que me acontecesse)
S de Samouco, onde aprendi a saborear o tempo, de Swatch (no meu pulso agora e sempre)
T de Tiques que me irritam mas que não me largam (lavar a loiça, fazer a cama antes de sair, nem que esteja atrasada...)
U de U2, porque sim
W de meia meloa virada ao contrário
V de Veterinária
Y de NY (hei-de lá ir, ah pois hei-de)
X de Xavier, porque gosto tanto do nome, que tanto o poria a um filho como a um gato :)
Z de zás, trás, pás que já está!

E como isto das correntes já dura há bastante tempo, vou quebrá-la e não cumprir a tradição de "prender" outros.

Terça-feira, Setembro 26, 2006

Há mudança no ar...


... e, ou bem que me apresso, ou perco o comboio.

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

A vida como ela é, aos 11 anos

A I. resolveu, no 3º período do 5º ano, que queria mudar de escola. Depois de grande indecisão quanto à escolha, inscrevi-a numa escola de Odivelas, perto do meu emprego, dos avós e na mesma turma que uma amiguinha dela de há vários anos.
O papão da escola pública assustava-a periodicamente. Para alguém habituado à redoma do ensino privado, era algo de escuro, tenebroso até. De vez em quando perguntava-me coisas do género: "Achas que alguma das meninas da turma está grávida?"; "Será que me roubam as coisas?"; "E o que faço se me quiserem bater?"; "Eles fumam?". Tentava acalmá-la com argumentos muito lógicos para mim, mas difíceis de interiorizar por ela, como o facto de nem a gravidez, nem o tabaco, serem contagiosos.
Dia 15 foi a apresentação, que correu muito bem e excedeu todas as expectativas (dela e minhas). Que os colegas eram muito simpáticos, que as professoras também, que já não precisava de andar vestida à "betinha" (aliás, quanto mais rota, mais fixe).
Esta semana tem sido a doer. Anda cansada porque o ritmo mudou e a adaptação a um meio novo obviamente exige esforço.
Mas é giro vê-la entusiasmada a contar as peripécias que se passam na aula. E as personagens, umas mais marcantes que outras, que agora lhe preenchem os dias:
- O Eduardo, 2 anos mais velho porque já chumbou 2 vezes, à conta de uma família instável, que não o apoia e só lhe tem trazido dissabores; o mesmo que vive com os tios e que lhe disse, logo no 1º dia, que o irmão era toxicodependente (tipo cartão de visita);
- a Yana, menina-prodígio ucraniana que, segundo a I., fala português perfeito;
- o Elói, que é "monhé (desculpem-me o termo), mas muito sossegadinho";
- o Ladislau Estanislau (juro!!), africano com uma dose enorme de rebeldia misturada com humor, que faz que não o levem a sério quando diz que vive numa pocilga;
- a Beatriz, de pêlo na venta, respondona e refilona, que quando me conheceu perguntou logo "És a mãe da nova?" e "Que número calças?" LOL!
Ontem à noite bateram-lhe as saudades da escola antiga. Chorou pelos amiguinhos que ficaram para trás e que já conhecia desde os 3 anitos...
Mas hoje já estava recomposta. E é sempre bom começar o dia com a ajuda do Eduardo, que prontamente se ofereceu para lhe carregar a mochila.
Benvinda ao mundo real!

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Por falar em tempo


mais propriamente na falta dele, ali a área representada pela cama, está-me a parecer estreita demais (ou será que a cama de casal passou, sem aviso prévio, a cama de corpo e meio?). O sofá pura e simplesmente desapareceu.
Pelo contrário, a minha secretária esticou-se a pontos de parecer uma mesa de baptizado ou casamento.
O computador agigantou-se a ecran de cinema.
3 semanas de férias dão nisto.

Sábado, Setembro 02, 2006

Queria

agarrar os dias e prendê-los no tempo