Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Amanhã

Réveillon. Aqui.


See ya

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

Poucas mas boas

Há pessoas que não param de me surpreender.
Poucas pela positiva.
Poucas mas boas.

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Novas tecnologias

É costume perguntar aos donos dos cães que me visitam se as fezes e a urina estão normais. Faz parte do exame clínico habitual.
O que não é hábito é a resposta vir sob a forma de fotografia no telemóvel. Haja pachorra.

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Menos mal

Alguém me ouviu e me está a devolver os dias. 25 dias de Janeiro valem por todo o 2007.

Into the wild

"Eddie, you talked before about how much you have in common with McCandless. [Vedder has a famously difficult relationship with his stepfather, as McCandless did with his father.] Did doing the movie help you get over that pain at all?

VEDDER: Not enough. But it'll do for now. I don't think it's gonna go away. I think in the last 10 to 15 years, I've just been able to not let that person and that part of me be in charge--that guy is in the car, but we just don't let him drive. That's something Springsteen told me once, and it really works. He'll be talking in your ear in the backseat, but just don't let him get behind the wheel. And you can be proud of it. I've talked to the people that raised me, and I've thanked them for giving me a lifetime's worth of material. I was talking to Bono in Australia last year, and we mentioned something about family histories, and he was like, Wow, they really gave you some good stuff to write about. It was like he wanted to hug them and thank them." (in revista Time)
Viver, apesar da dor. Não contra ela, mas com ela. Não a deixando ganhar protagonismo. E aprender com ela, para que não se repita.

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

Obrigada 'migas

Há abraços que valem por uma vida inteira.

Natal


É quando quatro gajas quiserem.

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Pai

És uma fé.

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Toma lá

Toma lá uma carraspana, para não andares para aí aos pulinhos...
Assim sempre desaceleras...


(quanto mais não seja porque, não tarda, andas de cócoras à procura do nariz)

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Literalmente

Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

É fartar, vilanagem

Acho piada aos novos-chefes. Assim como acho aos novos-ricos.
Começaram como porteiros da organização (não empresarial, mas partidária), subiram a pulso (leia-se murro) e à custa de rasteiras pregadas subrepticiamente às pessoas certas e nos momentos-chave. Foram distribuindo palmadinhas nas costas das pessoas influentes, enquanto coleccionavam podres que usariam mais tarde como moeda de troca.
Finalmente chegados ao poleiro, começam por organizar o estaminé da forma que mais lhes convém. O que inclui arrumar pastas e pessoas em prateleiras estratégicas.
Pé ante pé, vão tomando conta do espaço físico. Estendem os seus tentáculos a áreas fora da sua competência, sob o pretexto de inovarem.
São minuciosos e preciosistas, embora compinchas de manhã e déspotas à tarde. Ameaçam com processos disciplinares quem ousa desviar a rota que traçaram a bem do serviço.
Quando finalmente impõem a sua maneira de estar e ser, e a engrenagem da chefia rola, dão a estocada final, estabelecendo um rol de normas, regras e procedimentos, que mais não asseguram que a sua própria continuidade na teia do poder e obrigam a obediência cega pelos subordinados. Nestas normas, obviamente, definem com precisão a hierarquia, sendo que o elo mais fraco não tem que se lhes dirigir, mas apenas reportar ao elo seguinte da cadeia, e assim sucessivamente.
Exercem vigilância extrema sobre cada acto e cada vírgula produzidos pelos subalternos, não vá a incompetência alheia manchar a sua autoridade.
Entretanto, a quem os topa, mas cuja área de intervenção é de tal modo técnica e específica que não conseguem controlar, dirigem falinhas mansas e passam a mão pelo pêlo, porque nunca se sabe quando irão precisar de supporters.
E ai de quem os enfrente... é puxar dos galões, vilanagem...

Terça-feira, Janeiro 15, 2008

Há malucos para tudo

Era capaz de apostar que os posts que escrevi sobre a Bimby atraem alguns curiosos e aumentam o nº de hits neste blogue. O que nunca adivinharia é que, em primeiro lugar, destacadíssimos, estivessem os visitantes que pesquisam no Google pela expressão "parada nupcial".

Ele há coisas...

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

A lógica da batata

O raciocício dos meus clientes: para evitarem as filas de espera, vêm 2 horas antes do início do atendimento.

É oficial

Sou virtualmente milionária:
"Vende-se moradia geminada, 5 assoalhadas, garagem para 3 carros, em condomínio privado, com piscina e court de ténis.
A 15 km do Aeroporto Internacional de Lisboa."
Leia-se campo de tiro de Alcochete.
Vamos ver se quero passar a realmente milionária. No dia em que tomar essa decisão, publicarei o anúncio.

Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

Blind date

Tão mais cego quanto maiores as inseguranças e as carências afectivas.

Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

Fora de época

Vem aí a minha festa de réveillon.
Faltam 22 dias.
Ou nem tanto (mas isso já seria pedir muito).

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Dor, amor e tempo em camadas

2007 não foi um ano bom. Aliás, 2006 já não o fora. Pensando bem, há dois anos que vivo num limbo de afectos e de hesitações profissionais, com algumas dores e uma certa imprevisibilidade à mistura. Acidentes, de percurso e não só, doenças, confrontos, desilusões. Nada disto interessa ao blogue, como é óbvio. Dizem que o sofrimento faz crescer, mas isso é uma grande treta: esta ideia (um mero mecanismo de compensação) é uma muleta, como deus, que nos ajuda a suportar a bordoada e a ultrapassar os estragos. A dor não nos amadurece; antes, torna-nos mais pungentes as fragilidades e inseguranças, definindo a carvão grosso o nosso sentido de mortalidade. Não seguimos em frente por causa da dor; seguimos em frente apesar dela. O que nos faz maiores e mais lúcidos, o que nos empurra pelas costas, é o amor, isso sim. Neste início de ano carrego comigo várias pendências, por isso não saltei da cadeira e aldrabei nas passas. Não vale a pena grandes resoluções, quando por dentro hesitamos no caminho e nos encruzilhamos o futuro. Alimento obviamente a esperança de que 2008 seja um ano melhor que os anteriores – o que também não será difícil. Quanto mais seja, porque mais um ano significa mais dias, semanas e meses, despejados por cima dos anteriores: o tempo em camadas sucessivas ajuda ao esquecimento. (...)

Só se justifica novo roubo descarado, porque esta senhora tem o dom de descrever o que sinto sem nada lhe ter pedido. E eu ficaria a anos-luz desta descrição se me abalançasse a fazê-la.

(Ah... e não comi passas, sequer. Não gosto e preferi ignorar os desejos que teria que formular por cada uma engolida.)

Nothingyear

Aninho.
Pequenino.
Encolhido.
Resumido a um punhado mal aviado de meses: Fevereiro, Junho, Julho, Novembro.
Todos os outros parece que desapareceram do calendário.
O que não fez de 2007 um ano que tenha passado rapidamente, bem pelo contrário.
Para 2008, desejo que lhe (me?) devolvam os 365 dias.