Segunda-feira, Maio 26, 2008

Fica comigo

Acalmei o choro e adormeci embalada por ti, pedindo-te, por tudo, que não me deixes por agora.

Terça-feira, Maio 20, 2008

Da I., com amor

"Mãe, estás assustadora..."

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Tenho saudades tuas

Valha-me quarta-feira à tarde.

Toma lá um ossinho

Bobby, deita.
Bobby, rebola.
Bobby, dá ao rabinho.
Bobby, senta.
Bobby, dá a patinha.
Bobby, faz de morto.

Muito bem, Bobby. Agora lambe o dono. Isso, aí.

Isso mesmo. Lindo menino. Toma lá um ossinho.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Lista de afazeres

Não tenho, mas preciso. Pintar os quartos, arrumar roupeiros, mudar móveis de sítio.
Arranjar o quintal-armado-em-jardim.
Quanto mais não seja para me convencer que existes. E enquanto posso.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

EDP

Parabéns. Conseguiram fazer um anúncio que dá vómitos. Literalmente.

(Nota: não abrir em caso de náuseas facilmente induzidas)

Terça-feira, Maio 13, 2008

De adjectivo(s) a advérbio

Felizmente.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Rui

Quando se é, é-se.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Em maré de adjectivos

Desconfortável
Acomodada
Apática
(In)feliz

Terça-feira, Maio 06, 2008

Respeitosa vénia

http://umamoratrevido.blogspot.com/

Viciante, doloroso, genial.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Desagradável

Se houvesse um adjectivo que simplesmente classificasse tudo isto, desde situações, pessoas e estados de alma, seria este.

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Não me apetece

Estranhamente, não me apetece que seja fim-de-semana.
Estes dias deviam servir para descansar, não para tomar grandes decisões.

Quem sai aos seus

Herdei do meu avô o vício pela leitura.
Se há coisa que associo à sua presença de final de dia era o livro no braço do cadeirão, enquanto ele cumpria o ritual de acender o cachimbo. Depois lia ininterruptamente, até ser chamado para jantar.
Ninguém estava autorizado a abrir a estante e retirar livros das prateleiras. Pelo menos até eu ser gente e mexer-me como tal. (essa estante continua cheia e intocável como ele a deixou para mim, ordens expressas antes de morrer)
Um dia, com 2 ou 3 anitos, estava deliciada no chão a rasgar folhas do livro que o meu avô tinha deixado esquecido. Fui avisada, muito a medo e baixinho, para ele não dar conta (como se fosse possível ele não reparar que o livro estava rasgado), pela minha avó: "Joaninha, larga o livrinho, 'tá bem? Olha que o avô zanga-se..."
Ao que ele responde, alto e bom som, da ombreira da porta: "Disparate! Deixa a menina!"
Só para dizer que me enche de orgulho ver a I. ler sucessivamente um livro atrás do outro. Basta ter um tempinho livre, senta-se onde calhar e lê. A pontos de já lhe terem elogiado o vício na escola (porque, até nas horas mortas das aulas, naquela altura em que os profs dão ordem para fazer o que se quiser, ela prefere ler a ouvir música, fazer desenhos ou entrar nas cenas dos colegas, como ela diz).

Essa voz...

Não sou da tua cor, nem nada que se pareça.
Mas se fosse, não teria dúvidas entre votar numa velha carcaça ou votar nessa Voz...(é giro como o aspecto muda em dez anos, mas a voz não)