Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

Engolir hipopótamos

De vários tamanhos e feitios.
Não há fio de sutura, desmarcam-se todas as cirurgias, com prejuízo para os bichos e para mim: vai ser tipo boomerang que me acertará em cheio algures em 2012. Desisto de improvisar; quando pagarem aos fornecedores, que venham os fios. Azar. Já bastaram meses e meses a encharcar luvas descartáveis com álcool para descansar a minha consciência e enganar as bactérias, à falta de luvas esterilizadas.
Hipopótamos com cara de sapo armado em príncipe, são os que se revelam quase dois meses depois da última vez que vi e falei com a minha mãe; contar de 1000 para trás, engolir em seco para o bicho passar na goela e avisá-la da festa de Natal do neto. Respirar fundo para não berrar que estou bem da mão, nem que a pergunta só tenha sido feita porque lhe telefonei e a própósito de passar a vida no FB, já que não tem mais nada para fazer.
Da-se

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