quinta-feira, abril 30, 2009

Eras o filho perfeito...

... se me deixasses dormir...
(nunca pensei que a adoração pelo meu peito, tivesse tal prejuízo)

terça-feira, abril 28, 2009

Defeito e feitio

Confesso que não suporto que me ignorem. E isto não tem nada a ver com o que (não) se passa neste blog, que até agradeço que se mantenha "caseirinho".

O problema são as pessoas a quem dou importância; as que significam algo para mim, ou porque se estabeleceram relações de proximidade e convívio, fruto da vizinhança, ou porque se criaram laços de amizade, ainda que virtual.

Depois de passado todo o ano de 2008 e todos estes meses de 2009, chego à conclusão de que não vale mesmo a pena "dar-me".

É um desperdício de energia e sentimentos da minha parte que raramente tem reciprocidade da outra parte. E isto tanto é válido para os vizinhos que se esqueceram que o meu filho nasceu, e vão tapando o sol com a peneira, dizendo que não querem incomodar e que todos os fins de semana pensam em ir lá a casa, mas surge sempre qualquer coisa... como vale para novos conhecimentos que se sumiram no ar, provavelmente de ouvidos cheios, não das minhas virtudes e qualidades, certamente.

Aos primeiros, voto o meu mais sincero e profundo desprezo, sempre com a esperança de um dia lhes dizer tudo o que penso, e o que decerto merecem, nas trombas (e quanto mais bruta, melhor); aos segundos, gostava apenas de dizer que lamento: quando gosto de alguém, magoa-me a sensação de descartável.

segunda-feira, abril 27, 2009

Tem piada

Alguém que andou a matar espanhóis como se não houvesse amanhã, foi proclamado Santo.
Qualquer dia, a moda pega e canoniza-se o Bush por serviços semelhantes prestados à Humanidade.

sexta-feira, abril 24, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Atrofio

Conduzir todas as manhãs na Ponte Vasco da Gama, dividida entre uma soneira desgraçada e a necessidade de me manter alerta e de "garras afiadas" para defender os 8 kg de ouro e pedras preciosas que transporto ao lado, é obra.
Chego a dar por mim a responder baixinho às investidas de traseira, com um simples "sim, sim, meu, estás cá com uma sorte...". Sem stress, mas altamente irritada por não saberem ler ou desconhecerem a tradução de "Baby on Board".
E 100 km/h passaram a corresponder à velocidade da luz. Tal é o atrofio da responsabilidade da carga.

quarta-feira, abril 22, 2009

De surpresa em surpresa

Por muito que já esteja habituada a manifestações mais ou menos carinhosas por parte dos donos dos cães e gatos que cá vêm, hoje houve uma velhota que se excedeu:
" - Dra., não nos deixe!"

??!

terça-feira, abril 21, 2009

Clique

E, no meio da conversa, sem vir nada a propósito, pede-me o número de telefone.
Bem que me avisaram que aquelas longas consultas tinham pouco a ver com o estado clínico do cão.

segunda-feira, abril 20, 2009

So what?

"Para o ano, já tens o cabelo todo branco."

Don't Want To Wait Anymore
The Tubes/Foster


We could be the last two on earth
to start a new world
Just you and me girl
Try and you can almost see
how it could be
Just you and me
Lost trapped in the freezing cold
Barely alive
Have to make love to survive
I’ll show you it’s done
We’ll take it as it comes
A rocket to the sun

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for

Stranded on a desert isle
with no one around
for thousands of miles
Imagine anyplace
This is what it takes
But don’t tell me to wait

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for


(...suspiro... com vinte e cinco anos em cima...)

domingo, abril 19, 2009

Coisas boas da vida

O primeiro dentinho do meu filho.

quinta-feira, abril 16, 2009

Difícil...

...lidar com alguém a quem os 83 anos de idade tiraram a liberdade de movimentos, mas mantiveram a lucidez.
Entre a calma e a paciência e a exasperação total.
Sempre com o terror de que palavras mal medidas (mal ditas/malditas) se tornem numa cruz de consciência, quando não houver a quem pedir desculpa.
E a antever uma enorme saudade. E uma cratera de afectos.

segunda-feira, abril 13, 2009

Páscoa


Regresso às origens e pitadinha de pontapé no passado.

quinta-feira, abril 09, 2009

Com 4 palavras apenas...

... se descreve a minha mãe:

De amarga a doce.

(milagre do Vasco)

quinta-feira, abril 02, 2009

Palitos

Para os olhos. Precisam-se.