quinta-feira, junho 30, 2011

quarta-feira, junho 29, 2011

A queda de um angélico

A I. não consegue reprimir a comoção quando recorda que, há mais de 5 anos, durante uma ressonância magnética pré-operatória, lhe cantei músicas dos D'ZRT, enquanto lhe fazia festinhas na cabeça para a acalmar.
E dez dias depois de tirar um "tarolo" de 8 cm do fígado, vibrava com as músicas deles no Pavilhão Atlântico, mas sentada, porque a resistência não dava para mais. E não convinha rebentar com a maravilhosa agrafadela de vinte e tal cm que lhe tinham feito na barriga.

A esta distância, só me lembro de um grande alívio. Do concerto, nem tanto.


terça-feira, junho 28, 2011

Estoiro

Dois dias depois de férias e já estou quase a estoirar.

quinta-feira, junho 23, 2011

Relógios e calendários

Avariem-se, destruam-se, enganem-se, mintam.

Preciso de mais tempo.

quinta-feira, junho 09, 2011

A transbordar

De tantos dias passados a ouvir falar do mesmo tema, ainda por cima levianamente, em relações superficiais de "queca e anda", a dor transbordou e foi o descalabro.

Algum dia teria que ser.

E é suposto que fique a sentir-me melhor agora que rebentei.

quarta-feira, junho 08, 2011

Words they will hurt you more

You secretly made
Castles of sand that you hide in the shade
But you cannot own the tides that break them
And you build them all over again

terça-feira, junho 07, 2011

The dice was loaded from the start



Juliet, when we made love, you used to cry.
You said, "I love you like the stars above, I'll love you 'til I die".
There's a place for us, you know the movie song.
When you gonna realize it was just that the time was wrong, Juliet?

domingo, junho 05, 2011

Na papeleira

Se, há 14 anos, a tua carinha laroca pespegada em autocolante de campanha autárquica, na papeleira à saída do meu local de trabalho, prenunciasse que irias ser o comandante dos destinos deste país...
... trocava a baba de te achar jeitoso por um valente vómito.

(mais uma deixa para me pôr a andar daqui)

sexta-feira, junho 03, 2011

Alien

Dou por mim a achar que pura e simplesmente não encaixo aqui. 

quinta-feira, junho 02, 2011

Compensador

Um velhote a quem eu trato dos bichos há vários anos, deu-se ao trabalho de escrever uma carta que me leu ontem, presencialmente, na consulta. Tinha medo de não conseguir organizar as ideias para se expressar verbalmente, achando melhor escrever para não se esquecer de nada do que me queria dizer. Sempre pedindo muita desculpa por estar a ocupar o meu tempo.
Resumindo, agradecia do fundo do coração a dedicação que eu demonstrava pelas cadelas dele, desejando que Deus me ajudasse como eu ajudava os animais. E acrescentava que, apesar de me saber menos bem de saúde, confiava que tudo ia melhorar porque rezava por mim.
Tive que me conter para não lhe dar um abraço, mas não consegui evitar as lágrimas nos olhos.
O filho do mesmo senhor, igualmente simpático, educado e grato, a propósito de uma cadela a quem eu tento resolver um problema há vários meses, optando hoje por uma cirurgia de risco, dizia-me que, corresse bem, ou corresse mal, me traria um terço benzido de Fátima, como forma de me proteger dos males da vida.


Valeram estes dois dias por todos os dias de merda que tenho tantas vezes que suportar nesta profissão dos diabos.

quarta-feira, junho 01, 2011