sexta-feira, julho 22, 2011

quarta-feira, julho 20, 2011

Dói porque não dói

Quando respondo "Não tenho nada que me prenda aqui" a quem quer saber "Porquê Toronto?" e "Como é que tens coragem?", dói-me a frieza natural com que as palavras saem.

segunda-feira, julho 18, 2011

Deusa com pés de barro

A mania de elevar tanto a fasquia para as pessoas de quem gosto. Ou, neste caso, adoro.

Gentinha

Há determinadas pessoas que, de tão desprezíveis, me fazem sentir Gulliver defronte de um lilliputiano.

sexta-feira, julho 15, 2011

Funcionária pública

Depois de vacinar mais de 80 cães, microchipando alguns pelo caminho, fazer duas cirurgias, atender tratamentos da bicheza marcados para os intervalos das tarefas e despachar as burocracias impostas pelo exercício da chefia, acabo o dia rosnando a quem se atrever a dizer que funcionário público não trabalha.

quinta-feira, julho 14, 2011

Obrigada, mãe

Pelo teu esforço sempre incansável de tornar esta altura do ano o inferno do costume.
Decerto em analogia com a parte final da tua imensa gravidez, o desconforto há-de ser crescente até ao ansiado clímax do parto. E, no dia seguinte, sentir-te-ás aliviada e obviamente feliz. Mas só depois de me teres massacrado q.b.
Obrigada mesmo.

terça-feira, julho 12, 2011

Adele - ''Someone Like You''



12 de Julho - a assinalar a minha efemeridezinha privada.

segunda-feira, julho 11, 2011

domingo, julho 10, 2011

I de "introvertida"; I de "independência"

São poucas as vezes em que me lembro de ver a minha filha exteriorizar emoções. Sempre contida, introvertida, só algumas pessoas conseguem perceber o que vai para lá da máscara. Chega a parecer insensível, distante, fria.
Em plena adolescência, essa introversão raia a má educação.
Só houve, até hoje, duas ou três situações em que a I. rebentou de emoção: a primeira, aos treze anos e meio, quando pegou no irmão recém-nascido ao colo, num misto de deslumbramento e estupefacção pelo sonho finalmente concretizado.
As outras duas relacionadas com os 30 STM: na tarde em que esteve com a banda no backstage do Pavilhão Atlântico e, à saída, tinha uma nítida aura de felicidade que lhe envolvia o sorriso e as palavras; e na sexta-feira passada, quando finalmente secou as lágrimas de susto e viu o triad a ser colocado em palco, depois de quatro horas de incerteza e espera da notícia do cancelamento do espectáculo.
Sei que na idade dela todas as paixões são intensas. Mas assusta-me esta fidelidade cega, que já dura há 3 anos e não há meio de acalmar. 
E deixo de ter argumentos quando ela me diz que precisa de uma nova data; de um concerto, de uma (outra) ida ao estrangeiro atrás deles, de qualquer coisa que lhe dê um objectivo.
As dependências assustam-me.

sexta-feira, julho 08, 2011

quinta-feira, julho 07, 2011

Cold...

...play


E, se há uns anos, o respeito pelo dinheiro gasto me impediu de sair a meio do concerto dos R.E.M., desta vez as pernas, a idade e a paciência (ou falta dela) puseram-me a andar durante o encore.



Se era para isto, ficava em casa a ouvir os CDs.

quarta-feira, julho 06, 2011

Alive!!

Quer as pernas deixem, quer não!

segunda-feira, julho 04, 2011

"A mãe vem? A vó vem?"

"Vem, filho. A mãe vem-te buscar mais logo."
Apertadinha que fico quando o vejo vestido de calções e t-shirt da creche, sentadinho na carrinha com os outros meninos, já devidamente ataviados com o chapéu, prontinhos para seguirem para a praia.
Tão pequenino, ainda...

sexta-feira, julho 01, 2011

Progressos

Há mais de uma semana que o puto dorme no quarto dele.
Mesmo a sesta, deixou de ser na minha cama.
Tudo isto seriam progressos, não fosse haver ainda tanta necessidade da mama.
Como não dorme mais que duas horas seguidas, mudei-me eu para a cama dele. Umas noites às 11, outras à 1, outras às 3 e tal da manhã...


Faz três anos dia 24 de Setembro. Vou-lhe oferecer uma boneca insuflável.

(e a mim, um balão de oxigénio...)