quinta-feira, dezembro 20, 2007

terça-feira, dezembro 18, 2007

Em caso de desespero


Sempre tenho o terraço.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Implantes (não, não são desses)

Desejo de ano novo: implantar uma falange extra nos dedos dos pés, para conseguir calçar 36, ou vá lá, 35 e meio, e encontrar botas à senhora...
Cansaaaaaaaaaada de botas da secção de criança.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Olha que dois

http://www.intimissimi.com/hearttango/english/

De babar. Sim, também babo por ela. A mulher mais bonita do Mundo.

There are many ways a woman's heart can beat.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Cheirete a vingança

Aquele anúncio em que a mocinha destrói propositadamente o brinquedinho do amigo que, dois dias antes, lhe deu um pontapé na porta do carro, é o paradigma da vingançazinha gelada que tanto desprezo.

Admito que quem tem esse tipo de atitude tenha mais sorte na vida porque, à falta de impulsividade, raramente mete a pata na poça e consegue assistir, de cadeira, ao resultado das suas elaboradas e mesquinhas manigâncias.

Não sou assim. O que tenho a dizer, digo, e na hora. Às vezes (muitas) falho. Por reagir "a quente", faço juízos de valor nem sempre correctos, mas também não me custa pedir desculpa.

O que não podem acusar-me é de cinismo.

E a sensação que tenho, é que alguém me anda a fazer o retrato (a metade, o terço ou a décima parte daquilo que realmente sou), realçando/inventando defeitos, denegrindo carácter e/ou actos, ou simplesmente contando a sua versão dos factos.

Nada que me espante, porque já o fez doutras vezes. Sempre com a melhor das intenções, evidentemente.

O que mais me custa, é sentir que me levam aos tombos nas bocas do Mundo e não me dão a hipótese de contra-argumentar.

Deveriam estar aqui dois parágrafos, bem mais negros que os anteriores, que optei por guardar nos rascunhos.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Saturday Night Fever

"(...) caracteriza-se por uma grande versatilidade e, em função da sua própria capacidade física e morfologia de espaço, proporciona uma área puramente de bar, com zona de estar e serviço exclusivo às mesas, e uma área de pista, marginada por dois balcões e limitada frontalmente pela cabina do DJ que, por sua vez, tem ainda um pequeno bar superior, que lhe fica contíguo(...) "

Tradução: se fores especialista em saltar ao eixo, o que, neste caso, implica um extraordinário poder de impulsão, ou se preferires a sensação de entalanço e esfreganço, na iminência de seres beijado na boca por uma gaja e teres a tua primeira experiência lésbica, ou ainda se quiseres pôr-te na pele de quem tem que usar coleira no pescoço para aguentar as dores na coluna, vem a esta (ou a qualquer outra) discoteca. Com a mais-valia de levares com a socialite de Cascais, desde cozinheiros famosos a tias-quarentonas-armadas-em-gajas de 27-não fossem os wonderbras... Tudo ao som da mais irritante batida estilo discosound, sendo que também podiam pôr música clássica, porque, para o que nos conseguimos mexer, o resultado seria o mesmo...

Sensações únicas... irrepetíveis.

(era de prever: da primeira vez que lá tínhamos estado, demos de caras com o Paulo Portas, o que não augurava nada de bom.)

E pergunto eu: qual é a graça de levar com música aos berros e ter que aprender linguagem gestual para conseguir comunicar?? Já sei, tenho quase 40 anos, não posso compreender...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Perdi o comboio

"Que pena não teres entregue... O Prof. L. ficou com muita pena; tinha grandes expectativas..."

Pois, temos pena. Fica para o próximo ano de 2004, quando for preciso fazer revoluções na minha vida com a ajuda de mestrados, drunfos e sessões de psicoterapia.

Por falar nisso, a revolução de 2007 está a ser feita a seco, sem bengalas de espécie nenhuma. Quem me viu aos caídos em 2004, deve estar de boca aberta (até eu...). Pode ser que um dia isto rebente. Há-de jorrar muita m$%&#.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Não era suposto

Tenho bolotas na árvore de Natal.

Boquiaberta

Quando entrei na faculdade, houve alguém que me atraiu instantaneamente pela determinação e força de vontade, aliadas à popularidade inevitável que uma cara bonita traz. A M. era a mais gira da turma, tinha tudo quanto era rapaz a suspirar por ela e fazia amizades a uma velocidade directamente proporcional ao meu bichomatismo. Logicamente, acabou por ser a namorada do O., quase tão bonito como ela e de certeza mais popular ainda.
Tornámo-nos unha com carne, ela sempre a apoiar-me quando havia crises em casa dos meus pais (o que era dia sim, dia sim) e eu, como marrona de serviço, a empurrá-la quando havia exames e subitamente lhe rebentava uma insegurança que lhe dava vontade de desistir das frequências e exames.
Costumávamos dizer que havíamos de abrir um negócio juntas, para aproveitar o feitio dela (de agarrar o touro pelos cornos e levar tudo à frente) e (dizia ela) o meu maior jeito para a coisa.
Acabámos por seguir rumos divergentes, quanto mais não seja porque tive pressa de casar quando terminei o curso. A M. seguiu desenfreada atrás de uma paixão: suspendeu a carreira até conseguir ficar com a pessoa que é pai dos 3 filhos que tem; de quem nunca esperou, nem teve, colaboração e a quem sustenta até hoje.
Passados mais de 20 anos de amizade sólida, que sobreviveu todo este tempo à distância que nos separa, descubro que a M. vive uma situação de filme, um misto de violência psicológica, humilhação e impotência, beco sem saída para quem tem a auto-estima destruída.
Não me saem da cabeça as palavras com que se despediu ao telefone: "Vê se me arranjas solução para isto, porque eu não valho nada."
porque é que não ficaste com o O., caraças? eu bem te avisei... (mas isto não lhe disse)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Roubo descarado

"Provaram a massa: ele achou-a boa de sal, ela, que estava insossa; juntaram-se as línguas por uma questão de tira-teimas; ele duvidou da consistência dos filhozes, achou-os massudos; ela, espalhou a massa entre as pernas e disse-lhe que experimentasse outra vez e que, por via das dúvidas e de caminho, visse se lhe faltava abóbora. Depois, como achasse os coscorões doces demais, sacudiu-lhes o açucar em excesso no peito dele e lambeu-o de cima a baixo, que na natureza nada se perde. Ele, mortinho por experimentar o recheio do peru (receava pelo excesso de aguardente e que pedisse mais pinhões), mas o papo do animal não fora devidamente trabalhado, faltava-lhe o debulho; então, ele recheou-a a ela e provou-a, rindo-se ambos à perspectiva de idêntico lambuzanço de outros orifícios (estes mais abençoados), por parte das tias velhas na noite da consoada, longe estas de imaginar o alcance das sessões de prova. Afinal, estava perfeito, o recheio, estava no ponto - aliás, estavam os três no ponto: ela, ele e o recheio. Nos entremeios, ela corria para o fogão, a mexer o grão misturado com o açúcar, o limão e o pau de canela, desconfiada da costumada excelência das azevias, com tanta interrupção delambida. Para mais, ele vinha-lhe por trás, levantava-lhe o avental, agarrava-a pela cintura e mordiscava-lhe, à vez, os lóbulos das orelhas, a curva enfarinhada do pescoço e os frutos cristalizados, com que ia coroando o bolo rei. Num outro bico do fogão, cozia a massa dos sonhos que ela tentava, em vão, descolar das paredes do tacho, quase esturro, culpa de um sorver mais prolongado num recanto da sua anatomia, para aferir da fluidez e do travo a laranja da calda de açucar. Chegou a vez de ele bater os ovos para as rabanadas; era sempre ele, nas rabanadas. Costumava dizer, a meter-se com o feminismo empinado dela (próprio de quem não tem razões de queixa), que fazer rabanadas era coisa de macho, porque isto de amaciar pão duro com açucar e gemas batidas, dando origem uma delícia comestível, era, no fundo, o que os homens faziam às mulheres. Ela fingiu-se ofendida e virou-lhe as costas, passando-lhe os tarecos e os ingredientes para trás, sem o olhar; depois, voltou-se, rodeou-lhe a cintura nua com o avental e deixou-o virar a cozinha do avesso (como fazia com ela), tendo o cuidado de se abster de brincadeiras de pele durante a fritura. Na noite aprazada, estava tudo delicioso, diziam-lhes, e eles sorriram-se, pois claro, como é que poderia não estar, afinal, o ingrediente secreto que nos faz a todos lamber os dedos, chorar por mais e ser felizes a espaços, não é, seguramente, um qualquer cardamomo da costa do Malabar. O ingrediente secreto é (o) outro."

Porque é bonito.
Porque é o meu ideal de amor.
Inatingível, portanto.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Há sempre uma primeira vez

Pela primeira vez, fui convocada para uma festa de anos surpresa. A surpresa não foi a festa propriamente dita, mas ter sido a aniversariante a organizá-la sem conhecimento dos convidados. Sendo que, caso a participação fosse voluntária, a festa ficava às moscas.
Se não tivesse dado pena, até era hilariante.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Las hay...

Um furo no pneu traseiro esquerdo, 18 horas depois de ter saído do stand...

É capaz de ser patológico

Estabelecer relações de afectividade com os carros que vou tendo e ficar triste quando deixo de os ter. Podendo, enquanto os tenho, não os lavar uma única vez.

(adeus boguinhas)

quarta-feira, novembro 28, 2007

Boring

Quando o dia acaba, não consigo deixar de me sentir surpreendida pela ausência de impulsividade. Minha, bem entendido. (Quem diria)

Acho-me um verdadeiro... bocejo.

Se pusesse por escrito a rotina semanal, conseguiriam saber, ao minuto, onde estou a cada instante de cada dia da semana. Sem tirar nem pôr. A hora (madrugada) a que saio de casa, a hora de entrada no trabalho (antes de mim só os periquitos, mas esses dormem cá), a hora de almoço, onde almoço (ou é aqui, ou é ali, não há muita volta a dar), quando saio, a que horas chego a casa...

Sempre igual.


Estava a precisar de discutir com a minha mãe, contrair um empréstimo milionário, perder a carteira (ou deixar que ma roubassem para ter o gozo de gastar outra vez pipas de massa a renovar documentos e cartões bancários), tropeçar no passeio e partir a cabeça, sei lá.

Ou até, extremo dos extremos, passar a baldar-me alarvemente ao serviço. Mais ou menos como as pessoas normais.

Qualquer coisa.

1 ano

De plena felicidade.

segunda-feira, novembro 26, 2007

A Soma dos Dias

Estava precisamente a fazer contas de cabeça à soma dos meus dias e à evidente falta de sorte que me assombra os sonhos, quando, do outro lado da linha telefónica, o pai-adivinho me pergunta se já tenho o último da Isabel Allende.


"Não, pai."

"Então não compres."

Mais um ponto ganho no campeonato do mimo.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Dois dos meus amores

(há coisas muito boas na vida)

quinta-feira, novembro 15, 2007

Cromos

Estão cá todos. Aqueles mais difíceis e os que saem repetidamente.

A mocinha que tem um toque de telemóvel que imita (e mal) um bebé a rir, que chinela mesmo que não esteja de chinelos, que berra ao telefone, seja para a filha, seja para o marido (a diferença é que, neste caso, voam objectos) ...

O "encarregado" armado aos cucos, marialva gingão, que gosta de mostrar toda a sua "autoridade"(zinha) perante quem não lhe faz frente. E só a esses. Que canta o fado quando está bem disposto e que fala em "alhos" quando está mal disposto (coisa que acontece dia sim, dia sim).

Os irmãos "Forrest Gump", um, cujos lampejos de normalidade nos fazem desejar que ele nos largue a peúga, e outro com anormalidade e cheiro a cú mal lavado permanentes.

O Chefe (não meu, até ver, por muito que se ande a pôr em bicos de pés), com um complexo de autoridade tal, que até nos e-mails trocados entre colegas, faz questão de se lhes dirigir como Exmª e Exmº Sr. Dr. fulano de tal, e assina "O ora exponente, o Chefe de Secção, funcionário nº x".

Alguém, ainda não se sabe quem, que mija no bidé da casa de banho das mulheres e deixa lá a pocinha para toda a gente ver.

Sendo que, todos eles, sem excepção, falam uns largos decibéis acima do que consigo suportar. Geralmente, nos dias bons, temos ainda a mais-valia de sermos brindados com gargalhadas alarves em qualquer conversa que se desenrole entre eles.

Fora os cromos que, embora à distância, emanam elevação de carácter.

Antigamente, trabalhava noutra instituição onde se (mal) empregavam coxos e aleijados, como era hábito brincarmos.
Nesta são muito menos as deficiências físicas e muito mais as mentais. Eu incluída, claro. Quanto mais não seja por ainda estar a aturar isto.

quarta-feira, novembro 14, 2007

segunda-feira, novembro 12, 2007

Moda

Não sei se por hábito, moda ou mania, as mulheres da (minha) família andam a atirar-se todas para o chão...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Eddie Vedder - Long Nights

Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off than I was before

I've got this light
I'll be around to grow
Who I was beforeI cannot recall

Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...

I'll take this soul that's inside me now
Like a brand new friend
I'll forever know

I've got this light
And the will to show
I will always be better than before

Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground

Algo estranho se passa

Grilos a berrarem-me à porta em Novembro.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Don't drink and drive, just smoke and fly

Este é o novo slogan da I., desde o recente fascínio pela Jamaica, Bob Marley, rastas e afins.
Ontem dei com um cigarro inteirinho no meio do chão lá de casa, deixado cair da mochila da amiga.
Deixei passar umas horas e voltei a ter aquela conversa, a mesma que tiveram comigo há 25 anos.
"Se quiseres fumar, a escolha é tua. Não te vou proibir, mas não admito que fumes às escondidas. Pedes-me e eu compro-te tabaco. Fumas cá em casa, à vista de todos."
Ou o espanto era genuíno, ou a minha filha vai seguir uma bela carreira de actriz...

terça-feira, novembro 06, 2007

Estoirada

Os sonhos confundem-se com pesadelos e o final da noite é a chegada à meta depois da maratona.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Recado

Ainda bem que não perguntaste. Também não esperava outra coisa de ti...

quinta-feira, outubro 25, 2007

Badagaio reloaded

De vez em quando volta, para não me esquecer que existe. É sempre bom ter uma perspectiva do mundo de pernas para o ar...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Teletransporte

À falta de paraíso, pode ser para aqui.

A ver se me passa a dor de cabeça.

quarta-feira, outubro 17, 2007

O meu lado macho, num post altamente machista.

Neste preciso momento estou a ouvir o relato do Portugal - Cazaquistão.
Sim, gosto de ouvir relatos de futebol e muito mais, de ver jogos de futebol.
E discuto. Chamo nomes ao árbitro e falo com os jogadores, como se eles me pudessem ouvir.
Quase invariavelmente, qualquer jogo de futebol do meu clube, acaba em guerra lá em casa. Com insultos e tudo.
Este é um dos que está na minha lista de favoritos.
Quem sabe se começo a cuspir para o chão, a beber bejecas e a coçar os ditos.
(que, a propósito, me parece estarem a doer... mas são os ovários, mesmo.)

terça-feira, outubro 16, 2007

Idade do armário

E, no auge dos seus 12 anos, lançou uma cruzada contra a escola, que tem os tectos a cair, que está podre, enfim, que é uma porcaria... tudo porque está desertinha por mudar para a secundária de Alcochete.

Mesmo assim acha muita gracinha aos novos colegas de turma que, por serem repetentes ou simplesmente porque sim, se distraem a distrair os outros, das mais variadas formas e feitios. Um deles tira folhas dos livros, enrola e "mete lá ervinhas" para fumar... outro enche preservativos como se fossem balões e atira aos professores quando estão de costas...

E agora há regras para a merenda que lhe mando para o meio da manhã: não bebe pacotes de leite nem come determinadas bolachas, porque já não é pita. Se já não é pita, pode perfeitamente beber uma coca-cola a meio da manhã... se eu deixasse, o que não é o caso.

Tudo isto é explicado num misto de revolta, euforia e estardalhaço, a um nível de decibéis acima dos que o meu ouvido suporta.

Apesar de tudo, um bocadinho mais baixo do que a reacção explosiva que a minha proibição de estar no messenger até às tantas e/ou jogar Sims, aos dias de semana, lhe suscita.

E como é que faço se o argumento é "se me proíbes, fecho a porta do quarto à chave e nem dás conta"?

E qual é o método, se fui eu mesma que fiquei tão contente quando, por milagre, ela resolveu, de repente, que já não precisava da cama dos pais para nada e dormia de porta fechada, porque o quarto é dela e ninguém tem nada a ver com o que ela está a fazer?!


Qualquer dia, além da fama, fica com o proveito... fechada à chave, mas é no armário, até lhe passar a filoxera.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Facto

Dói mais baixar a guarda que segurar o muro.

sexta-feira, outubro 12, 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

Dia após dia

E afinal, estes dias que se arrastam pelo tempo, contando as horas e os minutos para a tão esperada meia-hora só comigo, sucedem-se ao ritmo estonteante da rotina, a tal que só pára ao fim-de-semana... para se mascarar de descanso e voltar a ser ela mesma, num instante.
E a tranquilidade tão esperada e desejada, foge-me, sem me dar tempo para a saborear.
E ainda ontem era quarta-feira...

segunda-feira, outubro 08, 2007

A pressa é inimiga

... dos precipitados, como eu.

Tanta pressa tive em comprar online o CD do Eddie Vedder, que agora desespero por lhe pegar: 4 a 8 semanas de entrega e ainda só passaram 3...

E bastava ir à Fnac...

(pensava eu: ao menos recebo uma t-shirt exclusiva... nem isso, que a Fnac também a oferecia... ai...)

Razões II

Se me perguntarem porque é que a noite passa a correr e eu me canso tanto como se estivesse a correr com ela... não sei.

Always look on the bright side of life

Em destaque:
- o rabinho de bebé do Bruno Nogueira

- o riso contagiante, inclusive para ele próprio, do Zé Pedro Gomes

- o sketch do trolha Jorge Mourato, que gosta de se vestir de gaja

- as historinhas do António Feio

- o Miguel Guilherme e a capacidade de se transfigurar em gaja, mafioso, anormal e turista (a "porra" dos ímans no frigorífico e o passeio por entre o público, foram de ir às lágrimas)

Pena que tenha sido no Casino de Lisboa e à saída se vejam algumas cenas tristes.


quinta-feira, outubro 04, 2007

Idade

Quando era miúda, tinha na porta do meu quarto um cartaz com as características da mulher do signo de Leão e nunca mais me esqueci de uma das frases: "Algo tímida perante a velhice ou a morte".
Se a timidez perante a velhice tem sido contrariada pelo meu cabelo que se amotina em madeixas brancas naturais, que nunca hei-de esconder, noto que a percepção do risco começa a ser cada vez maior com o avançar dos anos.
Deve ser por isso que a I. comentava certa manhã: "Ó mãe, ainda me lembro quando era mais pequenina e tu aceleravas bué a conduzir..."
"Porquê? Já não acelero?"
"Não. Agora andas bué devagar."
(Não é bem assim, filhota. Ando muito mais devagar quando vais comigo...)

quarta-feira, outubro 03, 2007

terça-feira, outubro 02, 2007

Blarghhhhhhhhhh

Há uns dias, na RTP 2, dissertava-se sobre alimentos, cheiros ou situações que interferissem na qualidade do esperma.
No programa, quatro ou cinco homens cujo fluido vital não era dos melhores, aceitaram submeter-se a uma série de testes, com o objectivo de conseguirem engravidar as respectivas companheiras.
Numa das experiências, em que participaram 3 casais, a cada um dos homens foi dado determinado tipo de alimentos: o primeiro tinha uma dieta rica em peixe e derivados; o segundo comia à base de frutas e vegetais; ao terceiro, só era permitido comer alimentos muito condimentados, essencialmente com alho.
A fase final da experiência consistia em saber qual... o sabor do esperma.
Ou seja, aquelas alminhas tinham que provar o esperma dos respectivos e pronunciar-se sobre a ... eventual alteração do sabor habitual...
E, pasme-se, não só o fizeram com toda a naturalidade, como duas delas acertaram em cheio no tipo de alimentos que os companheiros tinham ingerido e que, segundo elas, tinha dado um paladar diferente... àquilo.
Moral da história: não sirvo para experiências que contribuam para os avanços da ciência no campo da (in)fertilidade.

Isto faz-me lembrar determinada anedota sobre um assalto a um banco de esperma, em que o ladrão, encapuçado, apenas insistia para que a funcionária bebesse algumas amostras. E rematava: “Vês?? Não custa assim tanto, pois não??!”

sexta-feira, setembro 28, 2007

Razões

Podia desfiar aqui um rol de razões para me sentir irritada, mas não me apetece.
Às 20 horas já é noite e às 6 e 20 da manhã, ainda é...
Não consigo assistir a nenhum programa de televisão, que ao fim do primeiro minuto estou a dormir... mas acordo à 1 e 38 da manhã e fico a olhar para o tecto. Ou então, 20, 30 ou 40 minutos antes do despertador tocar, o que vai dar exactamente ao mesmo, porque dormir é mentira...
Saio de casa sem saber se vista casaco e, na dúvida, venho a "curar o sarampo".
Fico a vender água sem caneco desde que largo a I. na escola, às 8 da matina...
Todos os dias colecciono provas de que o mundo é dos espertos e dos incompetentes. Mesmo assim, insisto em escrever no livro de ponto, as horas rigorosas a que entro e saio... dã...
Amanhã vou ter que gramar um dia inteiro de trabalho (9 horas do meu precioso sábado) à conta da miragem de três dias de descanso, oferecidos de bandeja pela minha querida chefe.
Ainda agora é Setembro e tomara já o Natal...
Detesto o Natal, mas ao menos fico em casa...
De resto, estou irritada, mas não me apetece dizer porquê.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Procura-se


(eu disse ao senhor para acimentar o terreno, não para arrancar as ervas daninhas...)

Fim da "special one"

"És igual a todas as outras."

Boa. Sempre quis diluir-me na multidão.

quarta-feira, setembro 26, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

Mundos Mudos Da Weasel

Há partes da letra que até doem...

segunda-feira, setembro 24, 2007

Manhã de cão

Com tudo o que de pejorativo a expressão possa ter.

Depois de centenas de cirurgias, consegui ser surpreendida. Ao fim de 15 anos de trabalho, descobri que 100% de cuidado não são sinónimo de ausência de complicações.

Amanhã, cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Senhor do Bonfim

Em 2004, trouxeram-me da Baía uma fita do Senhor do Bonfim. Como é da praxe, dei os três nós correspondentes aos desejos que gostava que se concretizassem.
Continuo com a fita no pulso, teimosamente intacta, apesar de tão fininha que parece romper-se a qualquer momento.
Um dos desejos tinha a ver com o sucesso da cirurgia da I., felizmente realizado.
Faltam 2... um está à distância da minha força de vontade; o outro depende de pura sorte (não, não é o Euromilhões - vale muito mais que isso).

Não sei qual dos dois gostava mais de ver realizado. Mas pelo aspecto da fita, na iminência de me largar da mão, tenho que optar por rezar a outro santo... este já está a ficar cansado.

quarta-feira, setembro 19, 2007

30 anos mais tarde

O meu pai apercebeu-se finalmente, e sabe-se lá porque razão obscura, que não é protegendo em excesso uma criança de 12 anos, como me fez a mim, que se lhe reforça as defesas.
Se calhar é melhor deixá-la sair do ninho e voar, do que prendê-la debaixo da asa até que algum falcão a rapine.
Até porque, estando debaixo da asa, pode pôr a cabecita de fora e deixar-se levar pelo primeiro papagaio colorido que apareça, mesmo que seja de papel. E um papagaio multicores, anos a fio ao sol, perde o brilho e a pujança...

terça-feira, setembro 18, 2007

Vó Guida

Hoje (e sempre) será o teu dia.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Look Outono/Inverno da I.

Calças de ganga, rasgadas propositadamente para se ver bem a coxa.
Camisola descaída nos ombros, de tal forma comprida nas mangas que poderia perfeitamente pertencer à irmã mais velha, se a houvesse.
Camisola de alças por baixo, tão estreitinha que poderia ser da mana mais nova, se a houvesse.
Ténis da mãe (sim, que calça uns sofríveis 34), que já apertam um bocadinho.
Colar, piercing para o umbigo (mas colocado na orelha direita) e tereré pelo meio das costas, com as cores da Jamaica.
"Rasta" a apertar um rabo-de-cavalo, com mais cabelos soltos do que presos.
Piercing a sério na orelha esquerda, em pleno "courato", em forma de pico.
Camisola às riscas comprada nos índios da feira de Monte Gordo, "à hippie", segundo ela, embrulhada que nem uma trouxa à volta da cintura.

Só falta a ganza.

(começo a preocupar-me quando concordo com algumas das críticas que a minha mãe faz às roupas da neta... "ai filha, a que tribo é que pertences??")

Grande banhada

... ou a vida sexual dos bruxos.
Fiquei a saber que, além de deitarem faíscas pela pontas dos dedos, provocarem queda de raios e outras preciosidades, fazem amor com uma frequência invejável para o comum dos mortais (digo eu) e têm orgasmos em simultâneo com os respectivos parceiros, ao som de harpas a tocar e fogo de artifício.
Literatura de cordel, portanto.

quinta-feira, setembro 13, 2007

A face oculta

Já vou em seis rascunhos.
Com o tamanho dos desabafos de cada um, isto arrisca-se a ser um livro de várias páginas, destinadas a nunca serem lidas.
Tal e qual como alguns dos meus pensamentos; há um anãozinho, tipo grilo falante, que os calca (e também cala) de pés juntos.
Por falar em face oculta, gostava mesmo de conhecer a tua, Mr. Brooks.
(isto para aligeirar o lamento)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Não sou a única

Devíamos formar uma confraria de eternos insatisfeitos.
(e precisam-se de especialistas dream-erase, se é que isso existe)

terça-feira, setembro 11, 2007

Macho ou fêmea?

Como não sabemos se é macho ou fêmea, embora calculemos que seja gaja, chamámos-lhe Rémy, que é mais ou menos unisexo.

Em homenagem ao ratinho mais genial dos últimos tempos.
Este:
(Paris e boa comida... o que é que se pode querer mais?)

Data difícil, confesso

O que me lembro mais deste dia não tem nada a ver com aviões e arranha-céus do outro lado do mundo.
Assuntos bem mais terrenos e, à minha escala, igualmente devastadores. Embora, no momento, não me apercebesse disso, porque tinha os sentidos toldados.

E, passados seis anos, revivo cada sensação como se fosse hoje. Tipo sessões contínuas.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Não tarda, grito...

Mais uma passagem da mocinha a chinelar e grito mesmo

Bom de ouvir

"Tenho muito orgulho em ti"

Afinal

Não. Passaram apenas a ser penitências mais curtas.


Mas ela merece.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Finalmente

Acabou-se a romaria da hora de almoço.

Vamos ver se não és comida...


quinta-feira, setembro 06, 2007

Improvável



Sucede muitas vezes ir na faixa da esquerda da Ponte Vasco da Gama, atrás de maçaricos, que em vez de andarem, se recriam com a paisagem.

Achava improvável que me acontecesse isso, como ontem, atrás de um... Porsche Carrera.


(17 km a remoer entre dentes: "sacana, não tens unhas pra isso... vais aí a bater !"$&"#$% a grilos!")

Zen

Andava a açambarcar o i-Pod da I. Com muito jeitinho, ela lá me disse que gostava de andar com ele nas férias, uma vez que não a deixo levá-lo para a escola.
Claro que lho "cedi".
Aquilo deve ter-lhe lá ficado a "roer"... quase todos os dias me perguntava se me estava a fazer falta.
Ontem fui brindada com um brinquedinho novo quando cheguei a casa. Comprado com as poupanças dela.

Ainda me soube melhor.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Mais vale

Abrir barrigas de empreitada sempre é melhor que estar aqui a olhar para as paredes.
Tenho que arranjar uma perna partida para ficar em casa de molho...

Contingências da (senil)idade

Uma das companheiras de "camarata" da minha avó, gritava hoje a plenos pulmões:

"Ai, ai, ai! Estou cheia de dores! Levem-me ao hospital!!"

terça-feira, setembro 04, 2007

Até me esqueço

Afinal a hipótese ainda está de pé.
Fizeram questão de mo recordar hoje. Quase um ano depois.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Inversão de papéis

Escovei-lhe o cabelo.
Dei-lhe a sopa, colher a colher, devagar e pacientemente (só faltou dizer: "esta é para o pai, esta é para a mãe"...).
Inventei mil histórias por cada garfada de frango com batatas que lhe consegui enfiar.
Ajudei-a a beber nos intervalos da fatia de pão-de-ló, que comeu dos meus dedos.
Há uns anos, muitos, era ela quem me punha à varanda e acompanhava com histórias o pesadelo das minhas refeições. Ou que tentava fazer-me gostar de cozinhar, retirando da sopa que estava ao lume, uma cenoura, uma batata, uma folha de couve e um alho, que juntava à água da panelinha das bonecas e punha a ferver. Depois anunciava ao mundo que tinha sido a Janeca a fazer a sopa.
E não havia pó para limpar, casa por arrumar, comida por fazer, que a impedisse de se sentar comigo no chão a brincar. Primeiro estava a sua Janeca.
Mãe a dobrar.
Tomara eu dobrar o tempo que ainda vou ter com ela.

Mais uma solta e sem nexo (sobre as férias)

Continua a ser em mim que o meu pai confia para tirar o carro, novinho em folha, do stand.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Pelo sim, pelo não

Tentei fixar de memória cada ruga tua, enquanto te agarrava as mãos (e a vida?) e te afagava o cabelo.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Soltas e sem nexo (sobre as férias)

- o primeiro dia é o pior e o melhor: de tanto tempo que se tem, não se sabe o que fazer com ele
- o maior gozo é manter o despertador desprogramado
- lá houve mais um casal de "amigos" que meteu a pata na poça
- terracota é uma cor de que gosto, mas foi um choque quando, de imaginária, passou a real
- "À Procura de Nouf" foi uma boa surpresa
- as festas do Barrete Verde são sinónimo de quase: quase crescida, quase independente, quase namorada
- irrita-me a dependência, seja ela qual for (computador, pessoas, substâncias) e lá tive que abanar a I. para não cair nisso
- a minha sogra é divertida (pena que se esqueça habitualmente)
- só desta vez, não vou apontar os defeitos da senhora
- os meus bikinis encolheram escandalosamente
- não me lembro de uma semana inteira no Algarve com uma única ida ao mar, e apenas com água pela cintura
- não me lembro de bandeira amarela em Monte Gordo
- não me lembro de chuva torrencial e trovoada de Inverno na terra de Verão
- Cerveira há-de ser a minha morada; continua linda
- estou a ficar sem avó

terça-feira, julho 31, 2007

Checklist/checkpoint


Há uma lista de afazeres mentais que será revista no fim deste período de pausa.

Talvez aqui, talvez não.


Samouco

E a TVI iniciou ontem a reposição da série que há 3 anos mudou a minha vida. Por estranha coincidência, acabava de comentar com a minha filha que nunca tínhamos gravado nenhum episódio; não que a qualidade o exigisse, mas apenas para ficar como recordação.
(Achava que o Samouco nem existia, mas certa tabuleta à saída do Freeport de Alcochete espicaçou-me a curiosidade. Da visita à mudança de casa, foi um pulinho. 2004 foi mesmo um ano especial.)

segunda-feira, julho 30, 2007

Silly season

A avaliar pelo fim de semana, aproxima-se uma silly season privada, com a duração de 26 dias...

sexta-feira, julho 27, 2007

SIlence 4 - To Give

Socorro

E se um conhecido/amigo vos oferecer um perfume (?!) daqueles que se entranha narinas acima até se vos pôr uma valente dor de cabeça?
E se tudo em que se tocou entretanto, desde chaves do carro, volante, mala, e até o cabelo parecerem ter ficado para sempre impregnados de tal odor?
Será que ao fim da sétima lavagem de mãos posso ter alguma esperança? Então porque é que os meus dedos já me estão a cheirar àquilo outra vez??!!
(ai o saco do dito no carro... só se lhe pegar de luvas...)

quinta-feira, julho 26, 2007

Em êxtase

"A Rhino apresenta uma boxset dos Pearl Jam, com 7 CD’s que contêm actuações ao vivo, da banda de Seattle, durante a digressão de 2005/06 no The Gorge Amphitheatre, em Washington. “Live At The Gorge 05/06” inclui todos os grandes temas da banda de Eddie Vedder, que actuou recentemente no nosso país, no Festival ALIVE. Apresenta ainda algumas raridades que os Pearl Jam nunca tinham interpretado ao vivo, como “Hard To Imagine”, “Undone”, “Low Light”, “Sad”, entre outros. Com 17 anos de carreira, os Pearl Jam são uma das bandas rock mais importantes da década de 90 e “Live At The Gorge 05/06” é sem dúvida uma peça de colecção para os fãs de música."

(Mime-se, dizia ela. Foi o que fiz.)

Bem que queria evitar

Mas não dá. Lá vou ter que activar o piloto automático.

quarta-feira, julho 25, 2007

Toma lá, dá cá

"Que a vida te dê tudo o que desejas e que mereces. Dá-me a alegria de não esqueceres os que te amam. Beijinhos. Mãe."

Mesmo se quisesse, fazem questão de me lembrar...

terça-feira, julho 24, 2007

Buraco negro

As energias que as pessoas emanam tendem a nivelar-se. Alguém negativo faz com que a energia em seu redor baixe, arrastando quem se aproxime. Se a isso se somar atracção e/ou amor, dá-se a queda no abismo.
E não, não sei a definição cientificamente aceite para buraco negro.

Ainda dizem que parir dói

Então experimentem pôr-se nas mãos de uma depiladora brasileira, cujas únicas credenciais para o exercício da função são... ser brasileira.
( - Au! Mil filhos!... - digo eu
- Nossa! Avé Maria! - reza ela)

A falar com os meus botões

Porque não há mais ninguém com quem falar.
A não ser os pássaros. De tanto berrarem já não os posso ouvir.
(sim, tenho pássaros no meu emprego)

segunda-feira, julho 23, 2007

(A)Normalidade

Seria normal que num dia do ano, apenas num que fosse, pudesse escolher como e com quem estou.
Seria normal que me perguntassem o que quero fazer, em vez de me brindarem com choro e recriminações pela vida mal vivida.
Não é normal que se compare o que sinto no dia de aniversário da minha filha. Porque o que sinto é enorme. E a vontade que tenho é de a saber feliz e de tudo fazer para o conseguir. Nunca, mas nunca, lhe vou cobrar as minhas infelicidades.
Mas não tenho uma família normal.

Obrigada


(ao que uma pessoa chega...)

terça-feira, julho 17, 2007

Bruta, eu?

Tão engraçados são os "poços de sensibilidade"...
Evitam a frontalidade porque magoa, mas são os primeiros a magoar quando a frontalidade é de evitar.
Lançam toda a merda de dentro do poço e afogam em lama quem está de fora, aqueles que, de tão frontais, são considerados frios.
(os frios explodem à mínima, os sensíveis ruminam e remoem tiradas brilhantes de vingança gelada)

segunda-feira, julho 16, 2007

Frase feita

(A propósito)

As desculpas não se pedem, evitam-se.

Um dia

Um dia há-de chegar em que todos os drafts guardados e não publicados por falta de coragem, serão revelados.
Provavelmente nesse dia terei força suficiente para, expondo-me, deixar a bengala.
Nesse dia enfrentarei medos, monstros e fraquezas.
Olhos nos olhos. Segurando o olhar ("sim, esta sou eu, porquê?")
Por enquanto, desabafo nos bastidores. Por muita raiva que sinta, não sou capaz de ferir alguém "em público".
Por muito que sofra, não sou capaz de virar para mim os holofotes e esperar os aplausos vindos do público que chamei para a festa.
Por muito que doa, prefiro os apupos de quem não está a perceber nada do que está a ler.
E se dói...

sexta-feira, julho 13, 2007

On my knees to rise and fix my broken soul

Underneath this smile
Lies everything
All my hopes, anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the past
Just for today,...
I am free

I will not lose my faith
It's an inside job today
I know this one thing well,...

I used to try and kill love, it was the highest sin
Breathing insecurity out and in
Searching hope,
I'm shown the way to run straight
Pursuing the greater way for all,.. human light.

How I choose to feel,... is how I am.
How I choose to feel,... is how I am.
I will not lose my faith
It's an inside job today
Holding on, the light of the night
On my knees to rise and fix my broken soul
Again.

Let me run into the rain
To be a human light again
Let me run into the rain
To shine a human light today
Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within your heart and desire

"Inside Job" - Pearl Jam

sexta-feira, julho 06, 2007

Papões ou o medo do escuro

Nunca tive. Se há coisa que adoro é caminhar descalça em casa, completamente às escuras. Tanto faz que tropece, que bata com os dedos dos pés em alguma esquina, não importa. Não tenho medo.
Não é a escuridão que me assusta, mas vaguear nalgum lugar desconhecido. Imagino-me cega tacteando o ambiente, ultrapassando obstáculos e vencendo as dificuldades só com a ajuda da bengala e isso aterroriza-me.
Admito que a habituação nos faz perder o medo, à medida que nos sentimos cada vez mais seguras e crentes no que nos rodeia. Às tantas, a familiaridade vence o desconhecimento e a confiança vai ganhando terreno. Ao fim de meses ou anos, passa a ser total e absoluta. Absoluta não, minto. Há sempre umas campainhas no cérebro que nos alertam para a iminência de perigo, para papões à espreita. Chegamos a duvidar da nossa própria sanidade mental e tentamos a todo o custo afastar esses fantasmas. É um percurso duro. Mas compensador.
Até ao dia, muito tempo depois de iniciado o caminho, em que os fantasmas se tornam reais, monstros ameaçadores que se riem sarcasticamente da nossa inocente, mas vã tentativa.
Que afinal sempre lá estiveram, escondidos nos mais recônditos cantos, só à espera de uma oportunidade para dar a estocada final.
Morte à esperança.

quinta-feira, julho 05, 2007

Sim, sim, já a correr

Estimado(a) Cliente,
Com o intuito de melhor o servir, o Caixa Geral de Depositos, Millenium Bcp e Banif vem transmitir-lhe que está a proceder á verificação e actualização dos dados do cliente.Com vista a este fim, somos a pedir-lhe que verifique e actualize os seus dados. Para sua maior comodidade poderá fazê-lo através do endereço abaixo mencionado.
(...)
O cliente dispõe de 10 dias úteis para proceder á actualização de dados. Sendo que não o faça poderá ver o seu acesso restringido. O correcto preenchimento desta informação é fundamental para que as suas operações se façam sem prejuízo, para si.
Gratos pela sua preferência, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
**Por favor Não responda A Este Email Porque Você Não receberá Uma Resposta***
Podes crer que não respondo. Mas aposto que há por aí muito tanso que nem descansa...
(quando tentarem enganar o parceiro, ao menos esforcem-se por ser credíveis e, entre outras coisas, não dar erros de acentuação)

quarta-feira, julho 04, 2007

Brincas...

Isto não deve ser a minha previsão de Tarot para hoje:
This is a day full of happiness and nothing but happiness. The Star is pointing the way towards fulfillment, and the Chariot is taking you there! You're feeling on top of the world, you're full of enthusiasm, and the people close to you are responding with sincere affection. Whether you're single or are in a committed relationship, this is a day full of hope and emotional harmony... You're finding your work really fulfilling, and you enjoy many moments of satisfaction and opportunities to develop.
Só se li mal :

This is a day full of sadness and nothing but sadness. The Star is pointing the way towards desappointment and the Chariot is taking you there. You're feeling on the bottom of the world, you lack enthusiasm, and the people close to you don't give a dam. Whether you're single or are in a committed relationship, this is a day with nothing but despair... You're finding your work really dull, and you won't have many moments of satisfaction and opportunities to develop.

Ah! Much "better" now.

Óbvio

A solidão turva o discernimento.
Deixa de ser possível racionalizar.

terça-feira, julho 03, 2007

Adivinha

Qual é a coisa, qual é ela...

... tá aqui, tá a rebentar?

segunda-feira, julho 02, 2007

Pretexto


Não. "Pretexto" não é a palavra indicada, porque, por si só, o motivo seria mais que suficiente para me provocar uma reacção extrema.

Mas "a pretexto" da aflição que senti hoje, com o desaparecimento do meu gato de 14 anos, libertei dias, meses (anos?) de tensões.

Sobrou a sensação de papa açorda que me faz parecer que vem aí uma gripe.

Indescritível o alívio de voltar a tê-lo no colo, depois de uma noite passada ao relento.
Quem não entender, que se lixe.

domingo, julho 01, 2007

Desisto

A felicidade é um conceito tão abstracto e inatingível como Deus.
E, tal como ele, não existe.

quinta-feira, junho 28, 2007

Direitos perdidos

A ofensora não tem o direito de se sentir ofendida.

Agora estou indecisa entre a pele de capacho ou de submarino blindado...

sexta-feira, junho 22, 2007

Substituindo o "it" pelo "ea", como convém

Só uma semana.
Depois voltamos ao "it". Inevitavelmente.

quinta-feira, junho 21, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007

Quem não sai à raça...



"Ó mãe, bebés a sério, pareciam nenucos! Bué da giro!"

(ó pá, o meu "estômago" não chega para tanto...)

segunda-feira, junho 18, 2007

Mais do mesmo

"Considerando que os canídeos estão sobre a alçada de outro Departamento, coloca-se à consideração superior a aquisição deste material."

E, para que não restem dúvidas da elevada competência, está isto escarrapachado na aplicação de registo de documentos. Jurista, hein? Sim, senhora...


Travessia no deserto

Sempre desejei que me pusessem um carro nas mãos e me deixassem acelerar no deserto. Decerto por ingenuidade, achava que o deserto era uma enorme recta, onde nada poderia acontecer senão levantar pó.
Tenho descoberto à minha custa que afinal há dunas. Umas são reais, enormes, gigantescas, monumentais. Levam eternidades a subir.
Outras são quase virtuais; ameaçam-nos com a sua presença, mas desfazem-se mal lhes tocamos.
As primeiras têm-me dado trabalho. Chego ao cimo já esgotada e, quando penso que finalmente atingi o cume, caio a pique. Depois tenho o triplo do trabalho em levantar-me e retomar a subida.
E uma sede... um cansaço... e não há oásis à vista.

sexta-feira, junho 15, 2007

Euromilhões


Para animar um bocadinho e reverter estes pactos de silêncio, é preparar para o berro!

Toca a concentrar até à hora de almoço, porque a coisa tem que ser feita com alma!

É hoje e é nosso, 'miga!
Plano para segunda-feira: despejar um balde de bosta por cima de três secretárias que eu cá sei.

quinta-feira, junho 14, 2007

Se não é defeito...

... é feitio.
Ou me resigno, ou me chateio.
E farta de chatices ando eu.

Passa à frente.

quarta-feira, junho 13, 2007

Manjerico azedo



Dia de Santo António, feriado, só para alguns.

terça-feira, junho 12, 2007

A vida no "deserto"

Há quem goste.
Eu gosto.

Bonito, não?






Então larguem lá a ideia de construir aqui o aeroporto...

segunda-feira, junho 11, 2007

De papo cheio

http://www.youtube.com/watch?v=yV8smbhrFN4

Ainda gostava de saber o que é que o Youtube tem contra o meu blog, que não me deixa postar...

domingo, junho 10, 2007

Eddie Vedder dixit

"F&$@-#$!! Vocês são os maiores!!"
e
"Que se f%&@ Madrid!"
(e digo eu: que se f%&@ a organização: 50 min. na fila para trocar os passes por pulseiras pessoais e intransmissíveis... azar que tenho o pulso tão fino como o da minha filha...)

sexta-feira, junho 08, 2007

quarta-feira, junho 06, 2007

Boguinhas

...ou caixãozinho voador.

Nem a propósito, em dia de F grande, voltei ao meu boguinhas e ao pé no pedal. Um dia mato-me, ah pois é.





F grande

Se me perguntarem qual a razão deste post, nem eu sei.
À falta de confessionário e tendo alergia assumida a rezas, serve isto.
Em pleno local de trabalho é capaz de não ser muito ortodoxo mandar um valente berro e sou cobarde demais para usar o terraço, seja para que fim for.
Quem me manda a mim deixar-me afectar por merdices que já não me dizem respeito?? Não tenho que me cheguem?! Feitio do caraças!
Só para escrever que ESTOU MAL DISPOSTA.
Mais concretamente, lixada com F grande.

terça-feira, junho 05, 2007

Não sei se ria, não sei não...

A I. está mesmo crescida.
Ontem foi o dia D.
Estou tão contente! (mas ao mesmo tempo...)

segunda-feira, junho 04, 2007

Porta-aviões ao fundo

Nesta batalha interior que tem sido a possibilidade de concretização do objectivo 2007, que me afastaria daqui para prosseguir uma carreira por conta própria (mais uma vez), suspeito que o porta-aviões está para afundar.
Nada de concreto me foi dito, mas o tom em que me aconselharam a ter calma, que tudo estava para ser resolvido em breve, tiniu que nem campaínha no meu sexto sentido. Posso estar enganada, mas senti que me passavam a mão pelo pêlo.
E nem sei se isto me desilude ou se me alivia. Dúvidas já me causou que chegasse.

Quem sabe se não é por aí? Quem sabe não esqueço os bichos e o complexo de Deus e me dedico aos livros num franchisado da Bertrand ou aos cafés num Alessandro Nannini?

(até já sei qual é a loja ideal, em plena praça central de Alcochete...)

sexta-feira, junho 01, 2007

Eu

- quero que sejas feliz

- tenho medo de ficar só

- acho que sou boa pessoa

- odeio mentira

- sinto remorso(s)

- escuto a voz da consciência

- cheiro a éter(eo)

- imploro por paz

- arrependo-me de ter tido medo

- amo demais

- sinto dor com a dor de alguém

- sinto falta do meu avô e de cerejas brancas

- importo-me convosco

- sempre pensarei primeiro nela

- fico feliz quando a minha filha está feliz

- danço sempre só

- canto poucas vezes

- choro vezes demais

- falho constantemente

- escrevo por desabafo

- nunca mais repetirei certas dores (então porque nunca mais passam?)

- confundo-me quando sinto a tua falta

- estou esgotada

- sou fraca

- preciso de mimo

- deveria pensar mais (só?) em mim

- gostava de ser feliz



Alex, missão cumprida. Desculpa as cifras que tive que colocar em cada frase. É provável que nem tu nem ninguém as perceba.
E agora vou ali para o canto, porque esta introspecção abanou-me os alicerces.

sexta-feira, maio 25, 2007

Doentinha...

Como é que neste peitito, não tão avantajado quanto isso, há lugar para tanta expectoração??
(não, não vou ao médico... defeito profissional)

quinta-feira, maio 24, 2007

Oportunidade de negócio

No fim das castrações ou de qualquer outra cirurgia, pergunto sempre aos donos do animal se querem ver o que foi extraído. Não por qualquer tipo de sadismo, mas para precaver situações de dúvidas ou desconfianças posteriores.
No caso dos gatos, costumamos brincar com a situação e sugerir que levem os "tomatitos" para brincos ou porta-chaves.

Isto geralmente desencadeia a óbvia reacção de repulsa bem-disposta por parte dos clientes, que já me conhecem e percebem quando estou a brincar.

Até hoje:

- Quer ver os tintins dos bichanos? (eram 2)

- Sim, sim, quero! (grande entusiasmo...hummm)

- Estão aqui os quatro.

- Que giros! Vou levá-los para mostrar ao dono! Ou não posso?!

(Ó minha senhora, por quem sois...)

Estou mesmo a pensar em abrir aqui um estaminezinho de vendas online deste novo tipo de... bijuteria... ou... whatever.
(adenda do dia seguinte: já me perguntaram n vezes porque é que a foto tem tanto sangue... não sei. Aquilo não fui eu que fiz; retirei de um site brasileiro. Diga-se que as minhas castrações são "limpinhas". Isto para descansar alguém que se queira candidatar.)

E aguinha do cu lavado, não??!!

Este feitio de facilitar a vida aos clientes, dar abébias e cobrar aquilo que acho que é justo e não o que está tabelado, reduzir à insignificância o meu trabalho quando não levo nada por uma consulta que efectivamente fiz, mas que não implicou mais nada que não os meus olhos e mãos...
Estar sempre disponível para dar aquela espreitadela fora das horas de consultas; achar que, sendo um animal de rua, não vou sobrecarregar quem já cometeu a boa acção de o recolher...
... é a tal coisa: estende-se o dedinho e já estão a açambarcar o braço.
(Agora a senhora lembrou-se, passados 15 dias de eu ter visto a cadelita, que a limpeza de boca tinha, porque tinha, que ser feita hoje à tarde. Não interessa nada que já estejam outras coisas marcadas, não interessa nada que a marcação já devesse ter sido feita pelo telefone logo após a consulta, conforme combinámos; o que interessa é que a cadela até está em jejum comme il faut e eu, se não estou de perninha aberta, o problema é meu!)

quarta-feira, maio 23, 2007

Ponto de vista

Na prova de aferição de Português, que a I. teve que fazer como todos os alunos do 6º ano de escolaridade, à questão "O que quer dizer q.b., que aparece com frequência nas receitas culinárias?", responde ela...
... "quatro bocados" (!!!!)
É um ponto de vista...

terça-feira, maio 22, 2007

Para as faltas

A mostrar que vence nesta vida quem contorna as dificuldades, a I. não se deixou abater pela indiferença do J.P. que, mesmo depois das pitas do condomínio se terem chibado (sic), continua sem lhe ligar nenhuma.
Arranjou 2 suplentes: o J, lá da escola, e o F., amigo de uma amiga (só esteve com ele uma vez, mas já tem o nº do telemóvel e o endereço do messenger, e palpita-me que já houve troca de mensagens...).
Foi preciso arrancar-lhe a ferros quem era o F. e arranjar forma de não fazer uma ruga de expressão que fosse, quando ela me disse que era o loiro de 16 anos que tinha incendiado o liceu de Alcochete...

segunda-feira, maio 21, 2007

FDP SLB?

Ou talvez as dentadinhas nas canelas façam maior efeito quando dadas por benfiquistas*. Afinal de contas é o Benfica que é internacionalmente reconhecido e faz aquela sombra "dolorosa" aos títulos ganhos pelo FCP na última década e meia.

E melhor ainda é a indiferença a que se vota o segundo lugar. Aí estamos de acordo.

Ah! É verdade... parabéns? Não, obrigada. Não salto, sou benfiquista*.

*(benfiquistas, ouviram? lampiões?? o que é isso?)

sexta-feira, maio 18, 2007

Que nojo II

Ao telefone, com a minha chefe.

(ela) - Boa tarde. Diga.
- Boa tarde. Esqueceu-se.
- De?
- Ok, esqueceu-se.
(...)
(ela) - Foi o Sr. S. que se esqueceu...
- Não me diga. O que eu ouvi ontem pressupunha que vinham os dois às 2 e meia...
- Eu? Não. Eu não vou lá fazer nada... lá vou ter que dar na cabeça a alguém. Podia era ligar à senhora e pedir-lhe para ficar um bocadinho para além das 4, que ainda podia lá ir.
- Quê?! Então nós assumimos um compromisso com a sra. e, porque alguém se esqueceu, ela vai ter que ficar para além da hora de saída?? E eu não trato o cão a correr!

DASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Que nojo

Conversa com a minha chefe, muito esclarecedora da sua elevação de carácter.
Diz-me ela, tipo conversinha de pé de orelha:
- Precisava de falar consigo sobre as desinfestações.
- Sim?
- A ver se me indicava uns criteriozinhos de adjudicação que fizessem com que a empresa que cá está voltasse a ganhar o concurso...
- Desculpe??
- Gosto tanto deles... estão sempre disponíveis e são tão trabalhadores...
(nesta altura, enchi o peito com todo o desprezo que a personagem me suscita)
- Pois, mas sabe, é natural que goste muito deles porque também nunca contactou com mais nenhuma empresa. E lamento, mas eu não trabalho assim.
(a cara dela ficou como se tivesse acabado de levar um estalo)
- Ah pronto, desculpe, minha querida. Mas ainda bem que falei consigo.
Arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, maio 16, 2007

A vida a.B e d.B (antes da Bimby e depois da Bimby)

Antigamente costumava dizer que, fizesse peixe ou carne, sabia-me tudo ao mesmo, tal era a "mão" que tinha para a cozinha.
Aliado ao meu jeito natural, o stress com que habitualmente faço tudo em que me envolvo, não me deixava "apurar" fosse o que fosse: jantar que era jantar tinha que estar pronto em 15 min, comido noutros 15 (máximo) e cozinha arrumada em mais um quarto de hora.
A velha questão "o que vou fazer hoje para o jantar" nunca, mas nunca, me ocorria durante o dia a não ser no momento em que chegava a casa.
Havia pratos habituais, do género que se confeccionam sozinhos (meia hora no forno, enquanto se fazem dezenas de outras coisas, tipo "pôr a casa a funcionar").
Na era pós-Bimby, tudo mudou. Há certos ingredientes que passaram a fazer parte da lista de compras, quando antes nem sabia para o que serviam.
Cada dia é um prato diferente, à medida do que há em casa e das receitas que vou descobrindo aqui. Dou por mim espantada por fazer coisas que me habituei a ver em prateleiras de pastelarias (empadas, pão??).
Quase diariamente, a I. pergunta "Mãe, tens a certeza que foste tu que fizeste isto??"
O reverso da medalha é que 5 meses d.B. correspondem a 5 kg de peso a mais, e sei lá quantos cm de largura extra...

terça-feira, maio 15, 2007

Pé no pedal


Faz hoje 20 anos, cheguei a casa e encontrei, na mesa da entrada, as chaves e os documentos do carro do meu pai, à minha disposição.

O meu pai não podia adivinhar se eu tinha passado no exame de condução porque, como trabalhava por turnos, ainda estava a dormir.

Mas para ele não havia outra hipótese; daí as chaves para a primeira voltinha como encartada.

Aproveitei na hora o voto de confiança e fui.
(Garanto que conduzir sozinha no próprio dia do exame foi muito mais fácil do que os testes a que o meu pai me obrigava todas as manhãs: subir a Calçada de Carriche em plena hora de ponta, proibida de usar o travão de mão. Talvez seja por isso que não há embraiagem que me leve à certa.)

segunda-feira, maio 14, 2007

Porque não?

Quem lá está nem sequer pensa em regressar. Os dias têm "mais horas" do que aqui. Há calor e liberdade q.b.
E parece que em Luanda há 2 clínicas veterinárias...
A ver...

Gosto de ti

Bué

sexta-feira, maio 11, 2007

Cavalos e cavalgaduras

Quando comprei a casa onde vivo, há 2 anos, o primeiro facto surpreendente foi ver um cavalo a pastar nas traseiras. Descobri que a bosta que ele largava, aparentemente inútil, adubou e fertilizou o terreno (embora a Câmara deixe que só lá cresçam ervas daninhas e demais matagal).
Pouco a pouco, fui-me habituando à presença destes animais, geralmente deixados à sua sorte nos terrenos baldios (por enquanto) do Samouco.
Ontem começou a Feira do Cavalo em Alcochete. Hoje é dia de visita para assistirmos ao desfile. Só é pena que, em terra de tão grandes amantes destes bichos, que desfilam aprumados, escovados e reluzentes, se vibre tanto com as corridas de toiros. É que já não há paciência para os carros de som a anunciar a festa brava. E nunca vi uma terra onde nas papelarias se venda tanta revista sobre toiros e nos cafés, em vez de televisores a transmitir futebol, se vejam gravações de pegas de caras e a cavalo...

A matutar...

Mais uma dosesinha de introspecção diária, mas desta vez "imposta".
Não bastava ter ficado estu(pida)pefacta por alguém me ter nomeado para os "thinking blogger awards", ando de tal modo alheada de tudo que nem tinha percebido que me cabia nomear mais cinco nomes para a mesma categoria.
Para ser o mais sincera possível, nada como rever a rotina diária:
- chegar ao serviço, ligar o computador e sentar-me
- (des)esperar que arranque (porque quase funciona a carvão; basta dizer que é uma máquina de 1999...)
- ver os e-mails do outlook
- ligar à net
- aceder aos sites do costume (CGD - para ver o descalabro, horóscopo - sim, horóscopo, mail da vodafone, e, finalmente, blogs)
- depois de percorrer os da minha listinha lateral, de baixo para cima, deter-me naqueles que me fazem pensar e visitar outros que, não fazendo parte dessa lista, estão nos "Favoritos":

1º "The Blogger" (terceira vez que te linko neste post e palpita-me que não será a última) - o mocinho que resolveu visitar-me ainda tinha o primeiro b-good, foi deixando umas larachas, elogiando o blog e dizendo que gostava de blogs porque se passava logo a ser um "tu"; daí à minha assumida dependência, foi um pulinho. Já o disse várias vezes, inclusive ao próprio, que não pode haver alguém do mundo real que reúna tantas qualidades como ele (criatividade, bom senso, humor, generosidade - preocupa-se mais com quem o lê do que eu, decididamente). Só pode ter sido essa generosidade que o levou a nomear este muro das lamentações, que não interessa a ninguém a não ser a mim, pela necessidade quase diária de despejar baboseiras (e isto tem que ser dito antes que comentes qualquer coisa que me contradiga).
2º Ainda da lista lateral, aquela que troca os "vês" pelos "bês" e ainda por cima gosta. Raramente comento, mas leio-a diariamente. Por muito que me enerve o facto de ela ser tão ferrenhamente adepta do FCP, gosto de ler as perspectivas de uma "imigrante emigrada" em Lisboa e agradam-me os impulsos de escrita, que tanto lhe dão para escrever uma só linha, como um texto enorme, com igual qualidade.
3º Por razões pessoais e também pelo sarcasmo, ironia e humor, o grande pássaro negro que voou para outras bandas. Nomeio-o pelos mesmos motivos que o mantenho linkado.
4º Porque a curiosidade me levou a visitar uma vez e me fidelizou diariamente, controversa maresia e seu satélite; sobretudo este último, que me ensinou a rir perante situações que afinal toda a gente que tem filhos enfrenta, mas raramente sabe como lidar com elas.
5º Diário de uma princesa, porque entre filho, jornalismo, política e a "margem sul da vida", sobressai uma enorme sensibilidade.
E agora que conseguiste fazer-me postar mais que meia dúzia de linhas, toma lá a minha vingança: és Rei!

quarta-feira, maio 09, 2007

Mãe sofre

Agora, em vez de duas pernas para depilar, tenho quatro...

terça-feira, maio 08, 2007

Isco

Quando conhecemos tão bem uma pessoa como a nós próprios, adivinhamos com facilidade como vai reagir às situações.
Era de prever que mordesse o isco, como de facto mordi.
Tens habilidade de sobra para fazer as coisas de forma a que tudo corresse como querias, porque, sabendo ambos que "elas vêm no ar e eu já estou a apanhá-las", chegaria o dia em que me aprisionarias na rede.
Agora, todos os dias, tipo burro a quem acenam com a cenoura, mantenho e alimento comportamentos que mais não servem que para acalmar inquietações, das quais ainda não me consegui libertar... as tais que se colam a mim como uma segunda pele.
Dói arrancá-las à força, porque sangra.
Mas está quase. Garanto-te que está quase.

Ando-me a esquecer de cumprir certas promessas que fiz a mim mesma.

segunda-feira, maio 07, 2007

"Bandida!"

"Estou?"
"Bandida!"
"AHAHAHAAHAHAHAA!!!!!!!!"
"E ris-te!! Que é que fizeste aos teus telemóveis?? E porque é que não me disseste o novo número?"
"Mas eu não mudei de número, A., juro que não!"
"Pois, pois! Bandida! Quando é que vamos almoçar?"
Amigos assim precisam-se. 6 ou 7 meses sem falar e é como se não fosse nada. :)

Ó pra mim aos pulinhos

Para ver estes e estes


e, por miminho à "gorda", também estes:
"(...)
Para sempre teu depois da noite volvida
Um segundo ao teu lado já preenche uma vida
O conceito de tempo não entra na sensação
Aquilo que vivemos tá gravado no coração
Segura na minha mão e continua a canção
É a melhor que já ouvi reinventaste a paixão (...)"

sexta-feira, maio 04, 2007

Por falar em cirurgias

Acho que já te safaste de outra.
A ver se a médica acha o mesmo que eu.

Esplenectomia

Fiz ontem a minha primeira.

A diferença é que o baço estava fora do sítio, herniado com mais metade do intestino grosso...

Por um triz não dormi na rua

A casa tem 1 porta da rua, 12 janelas, 2 varandas, 1 terraço, 1 portão de garagem e 1 quintaleco aspirante a jardim.
Todos unidos ontem para não me deixarem entrar...
Salva pelo simulacro de assalto à garagem por uma das miúdas mais pequenas da vizinhança, que conseguiu esgueirar-se pela janel(inha) da casa das máquinas.
(lá se foi a marcha diária)

quinta-feira, maio 03, 2007

Regime diário

Todos os dias, ao fim da tarde, levar com o vento na cara, entre casa e a praia fluvial do Samouco.
4 km a pé, não em ritmo de passeio, mas de marcha.
(Alex, não me esqueci de ti. Um dia vens comigo.)

quarta-feira, maio 02, 2007

Encheu-me as medidas

Mais um tabu que se desfaz: afinal até gosto de romances históricos.