quarta-feira, novembro 28, 2007

Boring

Quando o dia acaba, não consigo deixar de me sentir surpreendida pela ausência de impulsividade. Minha, bem entendido. (Quem diria)

Acho-me um verdadeiro... bocejo.

Se pusesse por escrito a rotina semanal, conseguiriam saber, ao minuto, onde estou a cada instante de cada dia da semana. Sem tirar nem pôr. A hora (madrugada) a que saio de casa, a hora de entrada no trabalho (antes de mim só os periquitos, mas esses dormem cá), a hora de almoço, onde almoço (ou é aqui, ou é ali, não há muita volta a dar), quando saio, a que horas chego a casa...

Sempre igual.


Estava a precisar de discutir com a minha mãe, contrair um empréstimo milionário, perder a carteira (ou deixar que ma roubassem para ter o gozo de gastar outra vez pipas de massa a renovar documentos e cartões bancários), tropeçar no passeio e partir a cabeça, sei lá.

Ou até, extremo dos extremos, passar a baldar-me alarvemente ao serviço. Mais ou menos como as pessoas normais.

Qualquer coisa.

1 comentário:

gajo dos abraços disse...

Ui, o post anterior confirma este :-P

Por acaso hoje lembrei-me disso da rotina: há meses que a luz de aviso de combustível se acende sempre sensivelmente junto da mesma estação de serviço na auto-estrada. Depois de a passar, é claro, mas sempre mais ou menos no mesmo sítio.

Vidas...