sexta-feira, setembro 28, 2007

Razões

Podia desfiar aqui um rol de razões para me sentir irritada, mas não me apetece.
Às 20 horas já é noite e às 6 e 20 da manhã, ainda é...
Não consigo assistir a nenhum programa de televisão, que ao fim do primeiro minuto estou a dormir... mas acordo à 1 e 38 da manhã e fico a olhar para o tecto. Ou então, 20, 30 ou 40 minutos antes do despertador tocar, o que vai dar exactamente ao mesmo, porque dormir é mentira...
Saio de casa sem saber se vista casaco e, na dúvida, venho a "curar o sarampo".
Fico a vender água sem caneco desde que largo a I. na escola, às 8 da matina...
Todos os dias colecciono provas de que o mundo é dos espertos e dos incompetentes. Mesmo assim, insisto em escrever no livro de ponto, as horas rigorosas a que entro e saio... dã...
Amanhã vou ter que gramar um dia inteiro de trabalho (9 horas do meu precioso sábado) à conta da miragem de três dias de descanso, oferecidos de bandeja pela minha querida chefe.
Ainda agora é Setembro e tomara já o Natal...
Detesto o Natal, mas ao menos fico em casa...
De resto, estou irritada, mas não me apetece dizer porquê.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Procura-se


(eu disse ao senhor para acimentar o terreno, não para arrancar as ervas daninhas...)

Fim da "special one"

"És igual a todas as outras."

Boa. Sempre quis diluir-me na multidão.

quarta-feira, setembro 26, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

Mundos Mudos Da Weasel

Há partes da letra que até doem...

segunda-feira, setembro 24, 2007

Manhã de cão

Com tudo o que de pejorativo a expressão possa ter.

Depois de centenas de cirurgias, consegui ser surpreendida. Ao fim de 15 anos de trabalho, descobri que 100% de cuidado não são sinónimo de ausência de complicações.

Amanhã, cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Senhor do Bonfim

Em 2004, trouxeram-me da Baía uma fita do Senhor do Bonfim. Como é da praxe, dei os três nós correspondentes aos desejos que gostava que se concretizassem.
Continuo com a fita no pulso, teimosamente intacta, apesar de tão fininha que parece romper-se a qualquer momento.
Um dos desejos tinha a ver com o sucesso da cirurgia da I., felizmente realizado.
Faltam 2... um está à distância da minha força de vontade; o outro depende de pura sorte (não, não é o Euromilhões - vale muito mais que isso).

Não sei qual dos dois gostava mais de ver realizado. Mas pelo aspecto da fita, na iminência de me largar da mão, tenho que optar por rezar a outro santo... este já está a ficar cansado.

quarta-feira, setembro 19, 2007

30 anos mais tarde

O meu pai apercebeu-se finalmente, e sabe-se lá porque razão obscura, que não é protegendo em excesso uma criança de 12 anos, como me fez a mim, que se lhe reforça as defesas.
Se calhar é melhor deixá-la sair do ninho e voar, do que prendê-la debaixo da asa até que algum falcão a rapine.
Até porque, estando debaixo da asa, pode pôr a cabecita de fora e deixar-se levar pelo primeiro papagaio colorido que apareça, mesmo que seja de papel. E um papagaio multicores, anos a fio ao sol, perde o brilho e a pujança...

terça-feira, setembro 18, 2007

Vó Guida

Hoje (e sempre) será o teu dia.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Look Outono/Inverno da I.

Calças de ganga, rasgadas propositadamente para se ver bem a coxa.
Camisola descaída nos ombros, de tal forma comprida nas mangas que poderia perfeitamente pertencer à irmã mais velha, se a houvesse.
Camisola de alças por baixo, tão estreitinha que poderia ser da mana mais nova, se a houvesse.
Ténis da mãe (sim, que calça uns sofríveis 34), que já apertam um bocadinho.
Colar, piercing para o umbigo (mas colocado na orelha direita) e tereré pelo meio das costas, com as cores da Jamaica.
"Rasta" a apertar um rabo-de-cavalo, com mais cabelos soltos do que presos.
Piercing a sério na orelha esquerda, em pleno "courato", em forma de pico.
Camisola às riscas comprada nos índios da feira de Monte Gordo, "à hippie", segundo ela, embrulhada que nem uma trouxa à volta da cintura.

Só falta a ganza.

(começo a preocupar-me quando concordo com algumas das críticas que a minha mãe faz às roupas da neta... "ai filha, a que tribo é que pertences??")

Grande banhada

... ou a vida sexual dos bruxos.
Fiquei a saber que, além de deitarem faíscas pela pontas dos dedos, provocarem queda de raios e outras preciosidades, fazem amor com uma frequência invejável para o comum dos mortais (digo eu) e têm orgasmos em simultâneo com os respectivos parceiros, ao som de harpas a tocar e fogo de artifício.
Literatura de cordel, portanto.

quinta-feira, setembro 13, 2007

A face oculta

Já vou em seis rascunhos.
Com o tamanho dos desabafos de cada um, isto arrisca-se a ser um livro de várias páginas, destinadas a nunca serem lidas.
Tal e qual como alguns dos meus pensamentos; há um anãozinho, tipo grilo falante, que os calca (e também cala) de pés juntos.
Por falar em face oculta, gostava mesmo de conhecer a tua, Mr. Brooks.
(isto para aligeirar o lamento)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Não sou a única

Devíamos formar uma confraria de eternos insatisfeitos.
(e precisam-se de especialistas dream-erase, se é que isso existe)

terça-feira, setembro 11, 2007

Macho ou fêmea?

Como não sabemos se é macho ou fêmea, embora calculemos que seja gaja, chamámos-lhe Rémy, que é mais ou menos unisexo.

Em homenagem ao ratinho mais genial dos últimos tempos.
Este:
(Paris e boa comida... o que é que se pode querer mais?)

Data difícil, confesso

O que me lembro mais deste dia não tem nada a ver com aviões e arranha-céus do outro lado do mundo.
Assuntos bem mais terrenos e, à minha escala, igualmente devastadores. Embora, no momento, não me apercebesse disso, porque tinha os sentidos toldados.

E, passados seis anos, revivo cada sensação como se fosse hoje. Tipo sessões contínuas.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Não tarda, grito...

Mais uma passagem da mocinha a chinelar e grito mesmo

Bom de ouvir

"Tenho muito orgulho em ti"

Afinal

Não. Passaram apenas a ser penitências mais curtas.


Mas ela merece.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Finalmente

Acabou-se a romaria da hora de almoço.

Vamos ver se não és comida...


quinta-feira, setembro 06, 2007

Improvável



Sucede muitas vezes ir na faixa da esquerda da Ponte Vasco da Gama, atrás de maçaricos, que em vez de andarem, se recriam com a paisagem.

Achava improvável que me acontecesse isso, como ontem, atrás de um... Porsche Carrera.


(17 km a remoer entre dentes: "sacana, não tens unhas pra isso... vais aí a bater !"$&"#$% a grilos!")

Zen

Andava a açambarcar o i-Pod da I. Com muito jeitinho, ela lá me disse que gostava de andar com ele nas férias, uma vez que não a deixo levá-lo para a escola.
Claro que lho "cedi".
Aquilo deve ter-lhe lá ficado a "roer"... quase todos os dias me perguntava se me estava a fazer falta.
Ontem fui brindada com um brinquedinho novo quando cheguei a casa. Comprado com as poupanças dela.

Ainda me soube melhor.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Mais vale

Abrir barrigas de empreitada sempre é melhor que estar aqui a olhar para as paredes.
Tenho que arranjar uma perna partida para ficar em casa de molho...

Contingências da (senil)idade

Uma das companheiras de "camarata" da minha avó, gritava hoje a plenos pulmões:

"Ai, ai, ai! Estou cheia de dores! Levem-me ao hospital!!"

terça-feira, setembro 04, 2007

Até me esqueço

Afinal a hipótese ainda está de pé.
Fizeram questão de mo recordar hoje. Quase um ano depois.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Inversão de papéis

Escovei-lhe o cabelo.
Dei-lhe a sopa, colher a colher, devagar e pacientemente (só faltou dizer: "esta é para o pai, esta é para a mãe"...).
Inventei mil histórias por cada garfada de frango com batatas que lhe consegui enfiar.
Ajudei-a a beber nos intervalos da fatia de pão-de-ló, que comeu dos meus dedos.
Há uns anos, muitos, era ela quem me punha à varanda e acompanhava com histórias o pesadelo das minhas refeições. Ou que tentava fazer-me gostar de cozinhar, retirando da sopa que estava ao lume, uma cenoura, uma batata, uma folha de couve e um alho, que juntava à água da panelinha das bonecas e punha a ferver. Depois anunciava ao mundo que tinha sido a Janeca a fazer a sopa.
E não havia pó para limpar, casa por arrumar, comida por fazer, que a impedisse de se sentar comigo no chão a brincar. Primeiro estava a sua Janeca.
Mãe a dobrar.
Tomara eu dobrar o tempo que ainda vou ter com ela.

Mais uma solta e sem nexo (sobre as férias)

Continua a ser em mim que o meu pai confia para tirar o carro, novinho em folha, do stand.