segunda-feira, julho 16, 2007

Frase feita

(A propósito)

As desculpas não se pedem, evitam-se.

Um dia

Um dia há-de chegar em que todos os drafts guardados e não publicados por falta de coragem, serão revelados.
Provavelmente nesse dia terei força suficiente para, expondo-me, deixar a bengala.
Nesse dia enfrentarei medos, monstros e fraquezas.
Olhos nos olhos. Segurando o olhar ("sim, esta sou eu, porquê?")
Por enquanto, desabafo nos bastidores. Por muita raiva que sinta, não sou capaz de ferir alguém "em público".
Por muito que sofra, não sou capaz de virar para mim os holofotes e esperar os aplausos vindos do público que chamei para a festa.
Por muito que doa, prefiro os apupos de quem não está a perceber nada do que está a ler.
E se dói...

sexta-feira, julho 13, 2007

On my knees to rise and fix my broken soul

Underneath this smile
Lies everything
All my hopes, anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the past
Just for today,...
I am free

I will not lose my faith
It's an inside job today
I know this one thing well,...

I used to try and kill love, it was the highest sin
Breathing insecurity out and in
Searching hope,
I'm shown the way to run straight
Pursuing the greater way for all,.. human light.

How I choose to feel,... is how I am.
How I choose to feel,... is how I am.
I will not lose my faith
It's an inside job today
Holding on, the light of the night
On my knees to rise and fix my broken soul
Again.

Let me run into the rain
To be a human light again
Let me run into the rain
To shine a human light today
Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within your heart and desire

"Inside Job" - Pearl Jam

sexta-feira, julho 06, 2007

Papões ou o medo do escuro

Nunca tive. Se há coisa que adoro é caminhar descalça em casa, completamente às escuras. Tanto faz que tropece, que bata com os dedos dos pés em alguma esquina, não importa. Não tenho medo.
Não é a escuridão que me assusta, mas vaguear nalgum lugar desconhecido. Imagino-me cega tacteando o ambiente, ultrapassando obstáculos e vencendo as dificuldades só com a ajuda da bengala e isso aterroriza-me.
Admito que a habituação nos faz perder o medo, à medida que nos sentimos cada vez mais seguras e crentes no que nos rodeia. Às tantas, a familiaridade vence o desconhecimento e a confiança vai ganhando terreno. Ao fim de meses ou anos, passa a ser total e absoluta. Absoluta não, minto. Há sempre umas campainhas no cérebro que nos alertam para a iminência de perigo, para papões à espreita. Chegamos a duvidar da nossa própria sanidade mental e tentamos a todo o custo afastar esses fantasmas. É um percurso duro. Mas compensador.
Até ao dia, muito tempo depois de iniciado o caminho, em que os fantasmas se tornam reais, monstros ameaçadores que se riem sarcasticamente da nossa inocente, mas vã tentativa.
Que afinal sempre lá estiveram, escondidos nos mais recônditos cantos, só à espera de uma oportunidade para dar a estocada final.
Morte à esperança.

quinta-feira, julho 05, 2007

Sim, sim, já a correr

Estimado(a) Cliente,
Com o intuito de melhor o servir, o Caixa Geral de Depositos, Millenium Bcp e Banif vem transmitir-lhe que está a proceder á verificação e actualização dos dados do cliente.Com vista a este fim, somos a pedir-lhe que verifique e actualize os seus dados. Para sua maior comodidade poderá fazê-lo através do endereço abaixo mencionado.
(...)
O cliente dispõe de 10 dias úteis para proceder á actualização de dados. Sendo que não o faça poderá ver o seu acesso restringido. O correcto preenchimento desta informação é fundamental para que as suas operações se façam sem prejuízo, para si.
Gratos pela sua preferência, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
**Por favor Não responda A Este Email Porque Você Não receberá Uma Resposta***
Podes crer que não respondo. Mas aposto que há por aí muito tanso que nem descansa...
(quando tentarem enganar o parceiro, ao menos esforcem-se por ser credíveis e, entre outras coisas, não dar erros de acentuação)

quarta-feira, julho 04, 2007

Brincas...

Isto não deve ser a minha previsão de Tarot para hoje:
This is a day full of happiness and nothing but happiness. The Star is pointing the way towards fulfillment, and the Chariot is taking you there! You're feeling on top of the world, you're full of enthusiasm, and the people close to you are responding with sincere affection. Whether you're single or are in a committed relationship, this is a day full of hope and emotional harmony... You're finding your work really fulfilling, and you enjoy many moments of satisfaction and opportunities to develop.
Só se li mal :

This is a day full of sadness and nothing but sadness. The Star is pointing the way towards desappointment and the Chariot is taking you there. You're feeling on the bottom of the world, you lack enthusiasm, and the people close to you don't give a dam. Whether you're single or are in a committed relationship, this is a day with nothing but despair... You're finding your work really dull, and you won't have many moments of satisfaction and opportunities to develop.

Ah! Much "better" now.

Óbvio

A solidão turva o discernimento.
Deixa de ser possível racionalizar.

terça-feira, julho 03, 2007

Adivinha

Qual é a coisa, qual é ela...

... tá aqui, tá a rebentar?

segunda-feira, julho 02, 2007

Pretexto


Não. "Pretexto" não é a palavra indicada, porque, por si só, o motivo seria mais que suficiente para me provocar uma reacção extrema.

Mas "a pretexto" da aflição que senti hoje, com o desaparecimento do meu gato de 14 anos, libertei dias, meses (anos?) de tensões.

Sobrou a sensação de papa açorda que me faz parecer que vem aí uma gripe.

Indescritível o alívio de voltar a tê-lo no colo, depois de uma noite passada ao relento.
Quem não entender, que se lixe.

domingo, julho 01, 2007

Desisto

A felicidade é um conceito tão abstracto e inatingível como Deus.
E, tal como ele, não existe.

quinta-feira, junho 28, 2007

Direitos perdidos

A ofensora não tem o direito de se sentir ofendida.

Agora estou indecisa entre a pele de capacho ou de submarino blindado...

sexta-feira, junho 22, 2007

Substituindo o "it" pelo "ea", como convém

Só uma semana.
Depois voltamos ao "it". Inevitavelmente.

quinta-feira, junho 21, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007

Quem não sai à raça...



"Ó mãe, bebés a sério, pareciam nenucos! Bué da giro!"

(ó pá, o meu "estômago" não chega para tanto...)

segunda-feira, junho 18, 2007

Mais do mesmo

"Considerando que os canídeos estão sobre a alçada de outro Departamento, coloca-se à consideração superior a aquisição deste material."

E, para que não restem dúvidas da elevada competência, está isto escarrapachado na aplicação de registo de documentos. Jurista, hein? Sim, senhora...


Travessia no deserto

Sempre desejei que me pusessem um carro nas mãos e me deixassem acelerar no deserto. Decerto por ingenuidade, achava que o deserto era uma enorme recta, onde nada poderia acontecer senão levantar pó.
Tenho descoberto à minha custa que afinal há dunas. Umas são reais, enormes, gigantescas, monumentais. Levam eternidades a subir.
Outras são quase virtuais; ameaçam-nos com a sua presença, mas desfazem-se mal lhes tocamos.
As primeiras têm-me dado trabalho. Chego ao cimo já esgotada e, quando penso que finalmente atingi o cume, caio a pique. Depois tenho o triplo do trabalho em levantar-me e retomar a subida.
E uma sede... um cansaço... e não há oásis à vista.

sexta-feira, junho 15, 2007

Euromilhões


Para animar um bocadinho e reverter estes pactos de silêncio, é preparar para o berro!

Toca a concentrar até à hora de almoço, porque a coisa tem que ser feita com alma!

É hoje e é nosso, 'miga!
Plano para segunda-feira: despejar um balde de bosta por cima de três secretárias que eu cá sei.

quinta-feira, junho 14, 2007

Se não é defeito...

... é feitio.
Ou me resigno, ou me chateio.
E farta de chatices ando eu.

Passa à frente.

quarta-feira, junho 13, 2007

Manjerico azedo



Dia de Santo António, feriado, só para alguns.

terça-feira, junho 12, 2007

A vida no "deserto"

Há quem goste.
Eu gosto.

Bonito, não?






Então larguem lá a ideia de construir aqui o aeroporto...

segunda-feira, junho 11, 2007

De papo cheio

http://www.youtube.com/watch?v=yV8smbhrFN4

Ainda gostava de saber o que é que o Youtube tem contra o meu blog, que não me deixa postar...

domingo, junho 10, 2007

Eddie Vedder dixit

"F&$@-#$!! Vocês são os maiores!!"
e
"Que se f%&@ Madrid!"
(e digo eu: que se f%&@ a organização: 50 min. na fila para trocar os passes por pulseiras pessoais e intransmissíveis... azar que tenho o pulso tão fino como o da minha filha...)

sexta-feira, junho 08, 2007

quarta-feira, junho 06, 2007

Boguinhas

...ou caixãozinho voador.

Nem a propósito, em dia de F grande, voltei ao meu boguinhas e ao pé no pedal. Um dia mato-me, ah pois é.





F grande

Se me perguntarem qual a razão deste post, nem eu sei.
À falta de confessionário e tendo alergia assumida a rezas, serve isto.
Em pleno local de trabalho é capaz de não ser muito ortodoxo mandar um valente berro e sou cobarde demais para usar o terraço, seja para que fim for.
Quem me manda a mim deixar-me afectar por merdices que já não me dizem respeito?? Não tenho que me cheguem?! Feitio do caraças!
Só para escrever que ESTOU MAL DISPOSTA.
Mais concretamente, lixada com F grande.

terça-feira, junho 05, 2007

Não sei se ria, não sei não...

A I. está mesmo crescida.
Ontem foi o dia D.
Estou tão contente! (mas ao mesmo tempo...)

segunda-feira, junho 04, 2007

Porta-aviões ao fundo

Nesta batalha interior que tem sido a possibilidade de concretização do objectivo 2007, que me afastaria daqui para prosseguir uma carreira por conta própria (mais uma vez), suspeito que o porta-aviões está para afundar.
Nada de concreto me foi dito, mas o tom em que me aconselharam a ter calma, que tudo estava para ser resolvido em breve, tiniu que nem campaínha no meu sexto sentido. Posso estar enganada, mas senti que me passavam a mão pelo pêlo.
E nem sei se isto me desilude ou se me alivia. Dúvidas já me causou que chegasse.

Quem sabe se não é por aí? Quem sabe não esqueço os bichos e o complexo de Deus e me dedico aos livros num franchisado da Bertrand ou aos cafés num Alessandro Nannini?

(até já sei qual é a loja ideal, em plena praça central de Alcochete...)

sexta-feira, junho 01, 2007

Eu

- quero que sejas feliz

- tenho medo de ficar só

- acho que sou boa pessoa

- odeio mentira

- sinto remorso(s)

- escuto a voz da consciência

- cheiro a éter(eo)

- imploro por paz

- arrependo-me de ter tido medo

- amo demais

- sinto dor com a dor de alguém

- sinto falta do meu avô e de cerejas brancas

- importo-me convosco

- sempre pensarei primeiro nela

- fico feliz quando a minha filha está feliz

- danço sempre só

- canto poucas vezes

- choro vezes demais

- falho constantemente

- escrevo por desabafo

- nunca mais repetirei certas dores (então porque nunca mais passam?)

- confundo-me quando sinto a tua falta

- estou esgotada

- sou fraca

- preciso de mimo

- deveria pensar mais (só?) em mim

- gostava de ser feliz



Alex, missão cumprida. Desculpa as cifras que tive que colocar em cada frase. É provável que nem tu nem ninguém as perceba.
E agora vou ali para o canto, porque esta introspecção abanou-me os alicerces.

sexta-feira, maio 25, 2007

Doentinha...

Como é que neste peitito, não tão avantajado quanto isso, há lugar para tanta expectoração??
(não, não vou ao médico... defeito profissional)

quinta-feira, maio 24, 2007

Oportunidade de negócio

No fim das castrações ou de qualquer outra cirurgia, pergunto sempre aos donos do animal se querem ver o que foi extraído. Não por qualquer tipo de sadismo, mas para precaver situações de dúvidas ou desconfianças posteriores.
No caso dos gatos, costumamos brincar com a situação e sugerir que levem os "tomatitos" para brincos ou porta-chaves.

Isto geralmente desencadeia a óbvia reacção de repulsa bem-disposta por parte dos clientes, que já me conhecem e percebem quando estou a brincar.

Até hoje:

- Quer ver os tintins dos bichanos? (eram 2)

- Sim, sim, quero! (grande entusiasmo...hummm)

- Estão aqui os quatro.

- Que giros! Vou levá-los para mostrar ao dono! Ou não posso?!

(Ó minha senhora, por quem sois...)

Estou mesmo a pensar em abrir aqui um estaminezinho de vendas online deste novo tipo de... bijuteria... ou... whatever.
(adenda do dia seguinte: já me perguntaram n vezes porque é que a foto tem tanto sangue... não sei. Aquilo não fui eu que fiz; retirei de um site brasileiro. Diga-se que as minhas castrações são "limpinhas". Isto para descansar alguém que se queira candidatar.)

E aguinha do cu lavado, não??!!

Este feitio de facilitar a vida aos clientes, dar abébias e cobrar aquilo que acho que é justo e não o que está tabelado, reduzir à insignificância o meu trabalho quando não levo nada por uma consulta que efectivamente fiz, mas que não implicou mais nada que não os meus olhos e mãos...
Estar sempre disponível para dar aquela espreitadela fora das horas de consultas; achar que, sendo um animal de rua, não vou sobrecarregar quem já cometeu a boa acção de o recolher...
... é a tal coisa: estende-se o dedinho e já estão a açambarcar o braço.
(Agora a senhora lembrou-se, passados 15 dias de eu ter visto a cadelita, que a limpeza de boca tinha, porque tinha, que ser feita hoje à tarde. Não interessa nada que já estejam outras coisas marcadas, não interessa nada que a marcação já devesse ter sido feita pelo telefone logo após a consulta, conforme combinámos; o que interessa é que a cadela até está em jejum comme il faut e eu, se não estou de perninha aberta, o problema é meu!)

quarta-feira, maio 23, 2007

Ponto de vista

Na prova de aferição de Português, que a I. teve que fazer como todos os alunos do 6º ano de escolaridade, à questão "O que quer dizer q.b., que aparece com frequência nas receitas culinárias?", responde ela...
... "quatro bocados" (!!!!)
É um ponto de vista...

terça-feira, maio 22, 2007

Para as faltas

A mostrar que vence nesta vida quem contorna as dificuldades, a I. não se deixou abater pela indiferença do J.P. que, mesmo depois das pitas do condomínio se terem chibado (sic), continua sem lhe ligar nenhuma.
Arranjou 2 suplentes: o J, lá da escola, e o F., amigo de uma amiga (só esteve com ele uma vez, mas já tem o nº do telemóvel e o endereço do messenger, e palpita-me que já houve troca de mensagens...).
Foi preciso arrancar-lhe a ferros quem era o F. e arranjar forma de não fazer uma ruga de expressão que fosse, quando ela me disse que era o loiro de 16 anos que tinha incendiado o liceu de Alcochete...

segunda-feira, maio 21, 2007

FDP SLB?

Ou talvez as dentadinhas nas canelas façam maior efeito quando dadas por benfiquistas*. Afinal de contas é o Benfica que é internacionalmente reconhecido e faz aquela sombra "dolorosa" aos títulos ganhos pelo FCP na última década e meia.

E melhor ainda é a indiferença a que se vota o segundo lugar. Aí estamos de acordo.

Ah! É verdade... parabéns? Não, obrigada. Não salto, sou benfiquista*.

*(benfiquistas, ouviram? lampiões?? o que é isso?)

sexta-feira, maio 18, 2007

Que nojo II

Ao telefone, com a minha chefe.

(ela) - Boa tarde. Diga.
- Boa tarde. Esqueceu-se.
- De?
- Ok, esqueceu-se.
(...)
(ela) - Foi o Sr. S. que se esqueceu...
- Não me diga. O que eu ouvi ontem pressupunha que vinham os dois às 2 e meia...
- Eu? Não. Eu não vou lá fazer nada... lá vou ter que dar na cabeça a alguém. Podia era ligar à senhora e pedir-lhe para ficar um bocadinho para além das 4, que ainda podia lá ir.
- Quê?! Então nós assumimos um compromisso com a sra. e, porque alguém se esqueceu, ela vai ter que ficar para além da hora de saída?? E eu não trato o cão a correr!

DASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Que nojo

Conversa com a minha chefe, muito esclarecedora da sua elevação de carácter.
Diz-me ela, tipo conversinha de pé de orelha:
- Precisava de falar consigo sobre as desinfestações.
- Sim?
- A ver se me indicava uns criteriozinhos de adjudicação que fizessem com que a empresa que cá está voltasse a ganhar o concurso...
- Desculpe??
- Gosto tanto deles... estão sempre disponíveis e são tão trabalhadores...
(nesta altura, enchi o peito com todo o desprezo que a personagem me suscita)
- Pois, mas sabe, é natural que goste muito deles porque também nunca contactou com mais nenhuma empresa. E lamento, mas eu não trabalho assim.
(a cara dela ficou como se tivesse acabado de levar um estalo)
- Ah pronto, desculpe, minha querida. Mas ainda bem que falei consigo.
Arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, maio 16, 2007

A vida a.B e d.B (antes da Bimby e depois da Bimby)

Antigamente costumava dizer que, fizesse peixe ou carne, sabia-me tudo ao mesmo, tal era a "mão" que tinha para a cozinha.
Aliado ao meu jeito natural, o stress com que habitualmente faço tudo em que me envolvo, não me deixava "apurar" fosse o que fosse: jantar que era jantar tinha que estar pronto em 15 min, comido noutros 15 (máximo) e cozinha arrumada em mais um quarto de hora.
A velha questão "o que vou fazer hoje para o jantar" nunca, mas nunca, me ocorria durante o dia a não ser no momento em que chegava a casa.
Havia pratos habituais, do género que se confeccionam sozinhos (meia hora no forno, enquanto se fazem dezenas de outras coisas, tipo "pôr a casa a funcionar").
Na era pós-Bimby, tudo mudou. Há certos ingredientes que passaram a fazer parte da lista de compras, quando antes nem sabia para o que serviam.
Cada dia é um prato diferente, à medida do que há em casa e das receitas que vou descobrindo aqui. Dou por mim espantada por fazer coisas que me habituei a ver em prateleiras de pastelarias (empadas, pão??).
Quase diariamente, a I. pergunta "Mãe, tens a certeza que foste tu que fizeste isto??"
O reverso da medalha é que 5 meses d.B. correspondem a 5 kg de peso a mais, e sei lá quantos cm de largura extra...

terça-feira, maio 15, 2007

Pé no pedal


Faz hoje 20 anos, cheguei a casa e encontrei, na mesa da entrada, as chaves e os documentos do carro do meu pai, à minha disposição.

O meu pai não podia adivinhar se eu tinha passado no exame de condução porque, como trabalhava por turnos, ainda estava a dormir.

Mas para ele não havia outra hipótese; daí as chaves para a primeira voltinha como encartada.

Aproveitei na hora o voto de confiança e fui.
(Garanto que conduzir sozinha no próprio dia do exame foi muito mais fácil do que os testes a que o meu pai me obrigava todas as manhãs: subir a Calçada de Carriche em plena hora de ponta, proibida de usar o travão de mão. Talvez seja por isso que não há embraiagem que me leve à certa.)

segunda-feira, maio 14, 2007

Porque não?

Quem lá está nem sequer pensa em regressar. Os dias têm "mais horas" do que aqui. Há calor e liberdade q.b.
E parece que em Luanda há 2 clínicas veterinárias...
A ver...

Gosto de ti

Bué

sexta-feira, maio 11, 2007

Cavalos e cavalgaduras

Quando comprei a casa onde vivo, há 2 anos, o primeiro facto surpreendente foi ver um cavalo a pastar nas traseiras. Descobri que a bosta que ele largava, aparentemente inútil, adubou e fertilizou o terreno (embora a Câmara deixe que só lá cresçam ervas daninhas e demais matagal).
Pouco a pouco, fui-me habituando à presença destes animais, geralmente deixados à sua sorte nos terrenos baldios (por enquanto) do Samouco.
Ontem começou a Feira do Cavalo em Alcochete. Hoje é dia de visita para assistirmos ao desfile. Só é pena que, em terra de tão grandes amantes destes bichos, que desfilam aprumados, escovados e reluzentes, se vibre tanto com as corridas de toiros. É que já não há paciência para os carros de som a anunciar a festa brava. E nunca vi uma terra onde nas papelarias se venda tanta revista sobre toiros e nos cafés, em vez de televisores a transmitir futebol, se vejam gravações de pegas de caras e a cavalo...

A matutar...

Mais uma dosesinha de introspecção diária, mas desta vez "imposta".
Não bastava ter ficado estu(pida)pefacta por alguém me ter nomeado para os "thinking blogger awards", ando de tal modo alheada de tudo que nem tinha percebido que me cabia nomear mais cinco nomes para a mesma categoria.
Para ser o mais sincera possível, nada como rever a rotina diária:
- chegar ao serviço, ligar o computador e sentar-me
- (des)esperar que arranque (porque quase funciona a carvão; basta dizer que é uma máquina de 1999...)
- ver os e-mails do outlook
- ligar à net
- aceder aos sites do costume (CGD - para ver o descalabro, horóscopo - sim, horóscopo, mail da vodafone, e, finalmente, blogs)
- depois de percorrer os da minha listinha lateral, de baixo para cima, deter-me naqueles que me fazem pensar e visitar outros que, não fazendo parte dessa lista, estão nos "Favoritos":

"The Blogger" (terceira vez que te linko neste post e palpita-me que não será a última) - o mocinho que resolveu visitar-me ainda tinha o primeiro b-good, foi deixando umas larachas, elogiando o blog e dizendo que gostava de blogs porque se passava logo a ser um "tu"; daí à minha assumida dependência, foi um pulinho. Já o disse várias vezes, inclusive ao próprio, que não pode haver alguém do mundo real que reúna tantas qualidades como ele (criatividade, bom senso, humor, generosidade - preocupa-se mais com quem o lê do que eu, decididamente). Só pode ter sido essa generosidade que o levou a nomear este muro das lamentações, que não interessa a ninguém a não ser a mim, pela necessidade quase diária de despejar baboseiras (e isto tem que ser dito antes que comentes qualquer coisa que me contradiga).
2º Ainda da lista lateral, aquela que troca os "vês" pelos "bês" e ainda por cima gosta. Raramente comento, mas leio-a diariamente. Por muito que me enerve o facto de ela ser tão ferrenhamente adepta do FCP, gosto de ler as perspectivas de uma "imigrante emigrada" em Lisboa e agradam-me os impulsos de escrita, que tanto lhe dão para escrever uma só linha, como um texto enorme, com igual qualidade.
3º Por razões pessoais e também pelo sarcasmo, ironia e humor, o grande pássaro negro que voou para outras bandas. Nomeio-o pelos mesmos motivos que o mantenho linkado.
4º Porque a curiosidade me levou a visitar uma vez e me fidelizou diariamente, controversa maresia e seu satélite; sobretudo este último, que me ensinou a rir perante situações que afinal toda a gente que tem filhos enfrenta, mas raramente sabe como lidar com elas.
Diário de uma princesa, porque entre filho, jornalismo, política e a "margem sul da vida", sobressai uma enorme sensibilidade.
E agora que conseguiste fazer-me postar mais que meia dúzia de linhas, toma lá a minha vingança: és Rei!

quarta-feira, maio 09, 2007

Mãe sofre

Agora, em vez de duas pernas para depilar, tenho quatro...

terça-feira, maio 08, 2007

Isco

Quando conhecemos tão bem uma pessoa como a nós próprios, adivinhamos com facilidade como vai reagir às situações.
Era de prever que mordesse o isco, como de facto mordi.
Tens habilidade de sobra para fazer as coisas de forma a que tudo corresse como querias, porque, sabendo ambos que "elas vêm no ar e eu já estou a apanhá-las", chegaria o dia em que me aprisionarias na rede.
Agora, todos os dias, tipo burro a quem acenam com a cenoura, mantenho e alimento comportamentos que mais não servem que para acalmar inquietações, das quais ainda não me consegui libertar... as tais que se colam a mim como uma segunda pele.
Dói arrancá-las à força, porque sangra.
Mas está quase. Garanto-te que está quase.

Ando-me a esquecer de cumprir certas promessas que fiz a mim mesma.

segunda-feira, maio 07, 2007

"Bandida!"

"Estou?"
"Bandida!"
"AHAHAHAAHAHAHAA!!!!!!!!"
"E ris-te!! Que é que fizeste aos teus telemóveis?? E porque é que não me disseste o novo número?"
"Mas eu não mudei de número, A., juro que não!"
"Pois, pois! Bandida! Quando é que vamos almoçar?"
Amigos assim precisam-se. 6 ou 7 meses sem falar e é como se não fosse nada. :)

Ó pra mim aos pulinhos

Para ver estes e estes


e, por miminho à "gorda", também estes:
"(...)
Para sempre teu depois da noite volvida
Um segundo ao teu lado já preenche uma vida
O conceito de tempo não entra na sensação
Aquilo que vivemos tá gravado no coração
Segura na minha mão e continua a canção
É a melhor que já ouvi reinventaste a paixão (...)"

sexta-feira, maio 04, 2007

Por falar em cirurgias

Acho que já te safaste de outra.
A ver se a médica acha o mesmo que eu.

Esplenectomia

Fiz ontem a minha primeira.

A diferença é que o baço estava fora do sítio, herniado com mais metade do intestino grosso...

Por um triz não dormi na rua

A casa tem 1 porta da rua, 12 janelas, 2 varandas, 1 terraço, 1 portão de garagem e 1 quintaleco aspirante a jardim.
Todos unidos ontem para não me deixarem entrar...
Salva pelo simulacro de assalto à garagem por uma das miúdas mais pequenas da vizinhança, que conseguiu esgueirar-se pela janel(inha) da casa das máquinas.
(lá se foi a marcha diária)

quinta-feira, maio 03, 2007

Regime diário

Todos os dias, ao fim da tarde, levar com o vento na cara, entre casa e a praia fluvial do Samouco.
4 km a pé, não em ritmo de passeio, mas de marcha.
(Alex, não me esqueci de ti. Um dia vens comigo.)

quarta-feira, maio 02, 2007

Encheu-me as medidas

Mais um tabu que se desfaz: afinal até gosto de romances históricos.

segunda-feira, abril 30, 2007

Babuína

De tanto dar a outra face, às vezes fica-se com calo na cara.

sexta-feira, abril 20, 2007

Está de chuva

Volto quando e se o tempo melhorar.

quinta-feira, abril 19, 2007

Santa inocência

Benditas as idades em que se suspira vendo a fotografia, tirada à traição, do puto de catorze anos que mora 7 casas à frente.
(ó mãe, é bué da giro, não achas?)

Pontapés no estômago

" - Mãe, prometes que, se isso acontecer, nunca mais vais ficar triste?"

(gostava tanto de te poder prometer isso)


" - Mãe, não tenho ninguém com quem desabafar."

(começas cedo, filha, desculpa)

terça-feira, abril 17, 2007

Faltam 52 dias


Mas precisava disto hoje.

5:23 A.M.

Com uma certa música a ressoar na minha cabeça, penso:
- nas desilusões diárias que tenho que suportar
- nas expectativas que não tenho o direito de ter
- nas pequenas alegrias que gostava de reviver, mas a que tenho que dar pouca ou nenhuma importância
- nas mágoas que tenho que lembrar e recalcar para dar sentido a tudo isto
- na vida que não quero para mim

segunda-feira, abril 16, 2007

Bons tempos

Mestrado de Saúde Pública Veterinária - edição 2004/2006

(foi trabalho a potes, mas perdeu-se a pica e vai tudo por água abaixo)

Contas de cabeça

Uma semana inteira em frente a um computador ou com as mãos enfiadas num bicho qualquer.
Um fim de semana de boca fechada (ou quase), de olhos postos num livro, ou fechados, a tentar dormir.
Tempo útil? Quanto?

quarta-feira, abril 11, 2007

Sem nexo

Gelatina, Parkinson, Abalo sísmico, Batedeira
Qualquer coisa que trema, hoje é a minha cara.

Noia

O despertador toca às 6 e 20 da manhã, mas às 5 já eu estou a olhar para o tecto...

terça-feira, abril 10, 2007

Neura para durar

Hoje ia aqui parafrasear alguém que não visito regularmente, mas que li por intermédio de outro blog, esse sim de espreitadela diária, mas não me apetece. Aliás, não me apetece absolutamente nada. Quem quiser, que vá ver.
Não sei se isto é a ressaca de sonhos estranhos (incluindo férias em Teerão), de constatações de facto (que a idade, além de me fazer crescer para os lados, me faz conduzir absurdamente devagar) ou da neura que se instalou.
(E só não transcrevo o que estava no dito blog porque, apesar de concordar, na íntegra, custa ver-me assim reflectida. Além de que aqui não se usa a palavra "fodida". Ponto.)

segunda-feira, abril 09, 2007

Dia não

A sra. das sopas não foi com a minha cara, que hoje deve ser de cu, mais do que o costume. O menu salada passou de €4,90 para €6,40 só pelos meus "lindos olhos". Saiu peixeirada, claro. Mesmo a calhar, para quem estava com vontade de esmurrar um saco de boxe. A lógica não foi a da batata, mas sim a de se ter sujado outro recipiente, dado que pedi a salada de frutas à parte (é assim tão evidente que a quiche venha acompanhada de salada de frutas, na mesma travessa??).
Não sei se por lhe ter arreganhado os dentes, a mulher corrigiu-se logo e lá paguei o que estava no preçário.
A da caixa do supermercado falava comigo aos gritos... mesmo depois de lhe ter explicado com o meu sorriso nº 98 que os headphones não me impediam de a ouvir.
Para terminar a alegre hora de almoço, ia-me espetando com o carro. Verdade se diga que vinha quase a dormir e pelo menos acordei de vez.
Vá lá, nem um arranhão.

10,9,8,7,6,...

A técnica costuma resultar. Respiro fundo, racionalizo, repito para mim mesma "não vale a pena" as vezes que forem necessárias.
Mas é mais forte que do que eu. Costumo dizer que tenho um neurónio directamente ligado à língua: mal as penso, já estou a dizê-las.
Só é pena a forma como falo. Geralmente perco a razão. Tanta fúria, tanta raiva...
... e só queria não ter que fazer o jantar, afundar-me no sofá, fazer o mesmo que toda a gente quando a preguiça aperta. Ou não tenho direito a ter preguiça? Terei escrito na testa "Elemento fundamental para que a família funcione" ou "Elo de ligação entre filha e cozinha"?!
O pior é que no fim ainda me sinto egoísta; como se o facto de não me apetecer, obrigasse outros a fazer. Porque obriga.
Mas a bola acaba sempre no meu campo.

quinta-feira, abril 05, 2007

Here we go again...

Outra vez: opera, não opera, análises atrás de análises, talvez sim, mas há quem diga que não, esperemos para ver, se fossem alguns clínicos aconselhavam a que se removesse, afinal é uma cirurgia minor...
Da-s!!
Só espero que os pedregulhos acertem em cheio em quem nos anda a lançar maus olhados!

quarta-feira, abril 04, 2007

Piloto automático

O meu carro conseguiu fazer o trajecto sem desviar a rota.
Esqueci-me das palas para os olhos, mas activei o piloto automático.
E funcionou.
Agora haverá mais do mesmo lá para o mês que vem. A não ser que o possa evitar.

terça-feira, abril 03, 2007

Amiguinha da onça

Isto por acaso até teria graça, se não me irritasse a pontos de ficar nauseada.
Tive uma colega que trabalhou comigo cerca de 5 anos.
Desde que de cá saiu, foram poucas ou nenhumas as vezes que falámos.
Hoje telefona muito simpática, perguntando por mim, pela minha filha, pelo mestrado, enfim, falando de generalidades de circunstância.
Até que chega ao motivo real do telefonema. Que o Tico (o gato) já tem 17 anos, que está caquético, provavelmente diabético ou insuficiente renal, que a olha de tal forma que impressiona, que se arrasta, que já nem come, blá, blá, blá. Praticamente morto.
E pormenorzinho de somenos, que estão a pensar ir passar o fim de semana à terra...
Adivinhem para quem vai sobrar o trabalhinho sujo...

segunda-feira, abril 02, 2007

Esta semana

é decisiva.

(e só tem 3 dias)

sexta-feira, março 30, 2007

Fresquinha, de algodão

- A Sra. fez tudo pela minha cadelinha, queria agradecer-lhe.
- Deixe lá, não pense nisso agora e tente animar-se. O coração já estava muito fraquinho e era muito difícil ela sobreviver...
- Então eu faço umas batinhas frescas de algodão, com um franzidinho à frente, boas para andar por casa quando está muito calor... vou-lhe trazer uma. São tão fresquinhas... têm uma rachinha de lado... fresquinhas, de algodão.

Que bom


Já se vêem papoilas.


Hoje vou oferecer-me

Uma tarde passada com duas filhas (a verdadeira e a amiga do peito)
Uma sessão de cinema com o filme mais idiota que houver, para rir bastante e não pensar em nada
Compras de roupa, se conseguir encontrar calças que me caibam
Em suma, pôr um rio de distância entre a minha tarde e o meu trabalho.

quinta-feira, março 29, 2007

"All Those Yesterdays"

Don't you think you oughtta rest?
Don't you think you oughtta lay you head down?
Don't you think you want to sleep?
Don't you think you oughtta lay your head down tonight?
Don't you think you've done enough?
Oh, don't you think you've got enough, well maybe..
You don't think there's time to stop
There's time enough for you to lay your head down, tonight, tonight
Let it wash away
All those yesterdays
What are you running from?
Taking pills to get along
Creating walls to call your own
So no one catches you? drifting off and
Doing all the things that we all do
Let them wash away
All those yesterdays
All those yesterdays
All those paper plates
You've got time, you've got time to escape
There's still time, it's no crime to escape
It's no crime to escape, it's no crime to escape
There's still time, so escape
It's no crime, crime..

Pearl Jam

Pois

- Não gosto de te ver assim...
- Sim? E o que é que fizeste para o evitar?

quarta-feira, março 28, 2007

Arre

Que até à hora de almoço, com duas amigas, em pleno centro comercial, o tempo é passado a falar do mesmo.
Que ainda faltam dois anos e meio, que não aguentamos mais, que temos que arranjar um negócio e zarpar daqui...

terça-feira, março 27, 2007

Há muito tempo

que não me ria até às lágrimas

http://passeaiflores.blogspot.com

Serve

Qualquer coisa deste género.

segunda-feira, março 26, 2007

Lá se vai o "Excelente"...

Ias-me passando uma rasteira. Acenaste-me com a avaliação, pensavas que me embebedavas e esperavas que alterasse a minha auto-avaliação.
Mas não.
Ficou assim:
"Factores mais influentes na realização dos objectivos (escala de 1 a 5, do que mais dificultou para o que mais facilitou):
- Adaptação do próprio 5
- Direcção e orientação 1
- Formação 1
- Informação e meios informáticos 1
- Instalações e outros recursos materiais 3"
Agora quero ver se manténs a classificação.

sexta-feira, março 23, 2007

Azar

Não, não tenho as medidas da Monica Bellucci (nem medidas, nem nada).
E não é por olhares muito que as minhas ancas passam a ser de sonho...
Ai a merdinha

Inquietação

Há sensações que se colam a mim como uma segunda pele. Parece-me que desde sempre, embora saiba que não é assim. E parece-me que para sempre, por muito que me esforce por ultrapassá-las.
Que não se confunda inquietação com hesitação.

quinta-feira, março 22, 2007

Ontem as paredes falavam comigo

"Quem renuncia ao que está perto, ganha o que está longe."
Lao Tsé
"É preciso um grande caos interior, para parir uma estrela que dança."
Nietzsche

Estação de metro do Parque.

Não há unhas nem pêlos que resistam

"- Tou, Dra. A?"
"- Diga minha querida"
Nesta altura começam por se encarquilhar as minhas unhas dos pés...
"- Queria falar comigo?"
"- Sim, meu amor"
Pronto. Encarquilha-se-me tudo o que tenho de encarquilhável...

3 ou 4 frases depois, despede-se:
"- Um beijinho"

Que foi bater directamente na parede porque eu não lho devolvi.

Prendinha

Sentado no canto da minha secretária para me fazer companhia.

quarta-feira, março 21, 2007

Alternativa à Ota?!

Em 1994, um estudo da ANA considerou o Montijo a melhor localização para o novo aeroporto e a Ota a pior. O trabalho não foi divulgado pelo actual executivo. E nunca ficou clara a exclusão do Montijo nos estudos feitos posteriormente.
«Avaliada a hipótese de acidente na aproximação ou descolagem e hipotéticas consequências quer para passageiros quer para habitantes no enfiamento das pistas, Rio Frio é o que apresenta menor risco» a curto prazo. Seguido pelo Montijo B, Montijo A e Ota. Numa visão a «médio e longo prazo, a zona do Montijo será melhor pelas limitações de construção na envolvente» (??).
(Portugal Diário)
Ainda me cai um avião no prato da sopa...

terça-feira, março 20, 2007

Dentista

De tanto procurar um dentista que me fizesse esquecer as torturas passadas quando era criança, encontrei. Há mais de dez anos que frequento o mesmo consultório e consigo dizer que entro sem qualquer receio, porque deposito inteira confiança na médica, a única que, até hoje, não me fez doer uma única vez.
Só tenho medo de uma coisa: a este ritmo, vou acabar por ficar sem dentes.
Sim, por muito que, para quem me conhece, isso seja, no mínimo, surpreendente :)

Inválidos do Comércio

Ao contrário do que é habitual, os Inválidos do Comércio são uma instituição de apoio a idosos que os trata como pessoas e se recusa a assumir o papel de "depósito de velhos". Num terreno enorme em pleno coração do Lumiar e com umas instalações dignas de fazer inveja, desde sempre têm tido listas de espera enormes para a entrada de pessoas de idade, sós ou casais. Chegam a proporcionar uma estadia em família, para aqueles casais de idosos que, embora ainda lúcidos, se sentem incapazes de enfrentar o dia-a-dia sem o apoio de pessoal de enfermagem.
Quando era miúda costumava ir com o meu pai ao jardim dos Inválidos, apanhar folhas de amoreira para os bichos da seda. Foi nesses mesmos jardins que o meu pai me pôs ao volante de um Datsun 1200 e me ensinou a acelerar, tinha 9 ou 10 anos de idade. Mais tarde tive uma clínica mesmo em frente àquelas instalações e morei vinte metros acima.
O meu pai sempre foi sócio. Embora soubesse que a perspectiva era mais tarde ter um acesso facilitado à instituição, sempre encarei o facto como longínquo.
Até ontem. No meio de uma qualquer conversa, o meu pai diz-me que anda a tentar inscrever-se e que a lista de espera é grande.
Perspectivam-se visitas mais frequentes àqueles jardins... outro ciclo que se fecha.

segunda-feira, março 19, 2007

Distraída

Ando. Assumidamente.
Caso para perguntar em que mundo é que vivo, quando erro na pergunta "Quando é que Portugal assume a presidência do Conselho Europeu?" e aposto no 1º semestre de 2008...

Queria que fosse sábado outra vez

O pastel de nata morno e o sol a bater-me nas costas numa esplanada de Alcochete, a meio da manhã.

sexta-feira, março 16, 2007

É obra

Tardes a fio passadas sem abrir a boca.
Ver e rever todos os dias os mesmos sites vezes sem conta.
Contar cada minuto que passa e se arrasta no tempo como se fosse uma hora.
(isto começa a parecer o muro das lamentações)

Crime e castigo

É suposto que quem erra, pague por isso. "Cá se fazem, cá se pagam", porque não acredito em Deus nem no Diabo. Aliás, é nesta vida que passamos pelo Inferno, porque depois de mortos podemos enfim descansar.
Nunca frequentei a igreja, mas suponho que começo a parecer-me com quem cumpre a penitência imposta pelo padre, após confessar os seus pecados. Por muito que me pareça levezinho rezar não sei quantos padre-nossos e outras tantas avé-marias, consoante o pecado cometido, gostava que me pusessem um terço na mão e que algumas horas de ladaínha acabassem com isto.
Mas não é possível. Por isso, é preciso aguentar um dia após o outro, com maior ou menor arcaboiço.
Ou não.

quinta-feira, março 15, 2007

AAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!

TIREM-ME DAQUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(já que me tiraram tudo, desde motivação, paciência, gosto pelo que fazia, colegas, papelada, trabalho em geral, porque é que não levam também a secretária e o computador e me deixam ir para casa??!!)

Sonhos

Engraçado que o feitio de não conseguir dormir anda-me a passar. Posso até acordar, mas virando-me para o lado, facilmente retomo o sono, coisa que há muito não acontecia.
Pena que o preço a pagar seja ter sonhos tão marcantes, que mais parecem pesadelos. De manhã são tão nítidos que quase os consigo descrever ao pormenor.
Esta noite foi mesmo pesadelo. Acordei transpirada, o coração a saltar-me do peito... Pai, tu não, preciso de ti comigo por muitos mais anos...

quarta-feira, março 14, 2007

Bimbalhadas

Descobri há uns tempos que ando a comer compulsivamente. E a engordar proporcionalmente. O que, na realidade, não me interessa, porque gosto mesmo muito de comer e se alguém não gostar das minhas massas adiposas adicionais, que se lixe.
A Bimby veio viciar-me na cozinha (!!!). Passei a ser uma bimbólica.

Masoquismo

Tenho que parar de fazer coisas que sei que me fazem mal.
Gostar um bocadinho mais de mim.
Doa a quem doer.

Agora esforço-me por todos os dias fazer algo que me saiba bem: ontem comprei um presente para uma amiga especial, hoje há massagem, amanhã logo se vê.

terça-feira, março 13, 2007

30 e tal razões (mais coisa, menos coisa) para me aturarem (ou não)

Como me deram (ao de leve) com a luva branca, e não sou de virar as costas ao desafio, fique a saber, Sr. Asterisco ...


7 coisas que faço bem (esta é sem dúvida a que mais me custa desenvolver...será baixa auto-estima ou tenho andado distraída?)
- apesar das limitações de ordem logística e pessoal (porque me envolvo demasiado pelos meus "pacientes"), acho que faço bem o meu trabalho; o que me enche o peito de orgulho é a mais que frequente frase dos donos dos bichos "Tomáramos nós que no hospital nos tratassem com tanto carinho como a Sra. trata os nossos bichos"
- conduzir, que adoro
- tocar vários instrumentos ao mesmo tempo, ou, em linguagem de função pública, polivalência e flexibilidade: dêem-me uma boa resma de papéis para despachar ou problemas urgentes de índole prática para resolver, e estou como peixe na água
- de uma frase ou palavra, extraio habitualmente o significado total, sentimentos ou emoções: numa palavra, sou bastante perspicaz
- estudar: continuo a gostar e por mim fá-lo-ia até morrer (costela masoquista)
- dar (e detesto receber)
- decorar números de telefone, datas de nascimento, datas de não sei quê, números em geral que não interessam nem ao menino Jesus (só para exemplificar, ainda me lembro do nº de telefone da minha melhor amiga da primária, já lá vão 30 anos): as agendas não são mais que peso adicional na mala.

7 coisas que não posso/não sei fazer

- eu esforço-me, juro que me esforço, mas não cozinho nada de jeito (valha-me Nª Sra. Bimby)
- não sei conduzir devagar: até uma simples marcha-atrás é a abrir
- não sei viver sem música: em casa, no carro, no trabalho, há sempre música ambiente; e associo músicas específicas a fases concretas da vida, umas felizes, outras nem por isso
- dormir como as pessoas normais: a mínima luminosidade no quarto, um espirro da minha filha no quarto dela, os carros de recolha do lixo, um dos meus gatos a utilizar o WC, ou simplesmente virar-me na cama, são motivos para acordar
- vestir-me à senhora: hei-de ter 60 anos e não conseguir calçar saltos altos, usar fatos saia-casaco, pintar-me e arranjar o cabelo (vá lá, que ultimamente já me habituei a usar diariamente perfume, mas mesmo isso, só após descobrir algum que não me agredisse os sentidos)
- sair de casa com a cama por fazer ou a loiça por lavar (pancada, eu sei...)
- prescindir de um livro na mesa de cabeceira, nem que passem semanas sem lhe tocar.

7 coisas que habitualmente digo

- Tudo o que me dá na real gana: raramente meto os travões quando se trata de dizer o que penso
- "Valha-me um burro aos pinotes" é a expressão habitual qundo algo me surpreende
- "Pedaço de mau caminho" para aqueles gajos irresistíveis
- "Elas vêm no ar...", a propósito da tal perspicácia
- "Chorar baba e ranho" que é o que faço quando estou triste ou comovida
- "DA-S!!!!!!!!!"
- em casos de irritação extrema a conduzir, não só digo palavrões, como faço gestos muito "delicados"

7 pessoas para serem celebridades

Acho que não conheço ninguém que mereça tal destino. Até aquela pessoa especial que sempre achei que foi subestimada pela vida, o meu Avô, gosto mais de a recordar simples e discreta, do que badalada.

7 coisas que me atraem nos homens


- a Voz (uma voz que me toque cá dentro, vale por toda a figura)
- as mãos (não só a forma, como a sensibilidade)
- a inteligência, sobretudo se combinada com simpatia, sensibilidade, companheirismo, carácter, honestidade (estes homens não existem, mas tá bem)
- o cabelo revolto e a barba nem muito rapadinha, nem muito grande, tipo Eddie Vedder :)
- a quantidade certa de pelinhos no peito, tipo gajo da Lacoste
- umas boas calças de ganga ruças e descaídas no cu
- jeito para a cozinha (põe-te a pau, Asterisco!!)
Mais uma vez, a corrente vai ser quebrada, porque os meus links já estão quase todos comprometidos...
Depois disto, vão continuar a falar-me?

segunda-feira, março 12, 2007

Sobre a cultura geral

Depois de sexta-feira, fiquei a saber que a estátua do "Desterrado", de Soares dos Reis, se encontra em posição de sentada (e não deitada, como arrisquei) e que a autoria de um livro, cujo título sou incapaz de reproduzir, não é de Mia Couto, mas de José Eduardo Agualusa.
Assisti, incrédula, a quase um terço da plateia do "Um Contra Todos" não saber (!!) que a personagem cujo amigo era um tigre era o Calvin, que o primeiro grupo de Brian Eno antes da sua carreira a solo eram os Roxy Music e que a União Europeia já conta com 27 membros.
Espalhei-me ao comprido na pergunta mais escandalosamente óbvia para uma alfacinha de gema: a que distrito pertence a Serra de Montejunto (Lisboa e não Leiria...). Melhor: a esta mesma pergunta, da categoria de Geografia de Portugal, respondeu acertadamente o concorrente do meio, alemão a viver em Portugal há escassos anos...
E depois de constatar que cultura geral é um conceito absurdamente subjectivo, restou-me uma valente dor de pernas.

quinta-feira, março 08, 2007

Quem lhe manda armar-se aos cucos?!

Por falar em programas em directo, isto até daria vontade de rir se não fosse tão triste: o cuidado que a minha chefe tem em diferir os meus pedidos de dias de férias, em vez de os deferir...
(escreva "autorizado", porra, ao menos não mete a pata na poça)

Lamechice

Isto vai ser escrito de enfiada, porque a lamechice é tanta que convém que saia depressa para não chatear.
Quando se está em baixo, tudo é motivo para chorar, tudo comove a pontos de fazermos figuras tristes.
Ontem à noite dei por mim de pestana bem aberta, ao contrário do que é habitual logo a seguir ao jantar (isto de levantar às 6 e 20 da manhã é o que dá). Não conseguia despegar os olhos da TV. O programa não era dos que habitualmente me prendem a atenção, apenas mais uma gala de comemoração de uma qualquer televisão... ou não, da RTP, dos 50 anos da Televisão.
A propósito das memórias que enchem os 50 anos de existência, cantaram-se medleys com as canções do festival da canção, com os anúncios publicitários, com as séries juvenis, com os jingles de boa-noite. Juntaram-se no palco algumas pessoas que marcaram a infância de quem anda nos 30 e tal como eu. Pessoas cuja imagem se modificou a pontos de estarem irreconhecíveis com o peso da idade (viram a Maria Guinot, de bengala?!).
É inevitável pensar o que os anos nos fizeram a nós. E é inevitável a nostalgia do passado.
(e chorei, e chorei, e chorei...)

terça-feira, março 06, 2007

Felizmente...

... esta semana tem só quatro dias.

E dois já lá vão.

segunda-feira, março 05, 2007

Mãe

Há coisas que se (des)aprendem, porque nos desabituamos delas.
Já me esqueci da última vez que o fizeste (será que o fizeste alguma vez?).
Não to vou dizer, não to vou pedir, mas era bom que, nas poucas vezes que me olhas nos olhos, conseguisses perceber que gostava que me passasses a mão pelo cabelo, me aconchegasses no teu colo e me assegurasses que vai correr tudo bem.