segunda-feira, junho 02, 2008

Não vais longe

E é pena. Devias deixar essa de "quando for grande quero ser a Janis Joplin".

(és das tais personagens cujo modo de vida me repugna, mas a voz é incontornável: ainda bem que poupei 53 euros e me fiquei pelo CD)

segunda-feira, maio 26, 2008

Fica comigo

Acalmei o choro e adormeci embalada por ti, pedindo-te, por tudo, que não me deixes por agora.

terça-feira, maio 20, 2008

Da I., com amor

"Mãe, estás assustadora..."

segunda-feira, maio 19, 2008

Tenho saudades tuas

Valha-me quarta-feira à tarde.

Toma lá um ossinho

Bobby, deita.
Bobby, rebola.
Bobby, dá ao rabinho.
Bobby, senta.
Bobby, dá a patinha.
Bobby, faz de morto.

Muito bem, Bobby. Agora lambe o dono. Isso, aí.

Isso mesmo. Lindo menino. Toma lá um ossinho.

sexta-feira, maio 16, 2008

Lista de afazeres

Não tenho, mas preciso. Pintar os quartos, arrumar roupeiros, mudar móveis de sítio.
Arranjar o quintal-armado-em-jardim.
Quanto mais não seja para me convencer que existes. E enquanto posso.

quinta-feira, maio 15, 2008

EDP

Parabéns. Conseguiram fazer um anúncio que dá vómitos. Literalmente.

(Nota: não abrir em caso de náuseas facilmente induzidas)

terça-feira, maio 13, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

Rui

Quando se é, é-se.

sexta-feira, maio 09, 2008

Em maré de adjectivos

Desconfortável
Acomodada
Apática
(In)feliz

terça-feira, maio 06, 2008

segunda-feira, maio 05, 2008

Desagradável

Se houvesse um adjectivo que simplesmente classificasse tudo isto, desde situações, pessoas e estados de alma, seria este.

sexta-feira, maio 02, 2008

Não me apetece

Estranhamente, não me apetece que seja fim-de-semana.
Estes dias deviam servir para descansar, não para tomar grandes decisões.

Quem sai aos seus

Herdei do meu avô o vício pela leitura.
Se há coisa que associo à sua presença de final de dia era o livro no braço do cadeirão, enquanto ele cumpria o ritual de acender o cachimbo. Depois lia ininterruptamente, até ser chamado para jantar.
Ninguém estava autorizado a abrir a estante e retirar livros das prateleiras. Pelo menos até eu ser gente e mexer-me como tal. (essa estante continua cheia e intocável como ele a deixou para mim, ordens expressas antes de morrer)
Um dia, com 2 ou 3 anitos, estava deliciada no chão a rasgar folhas do livro que o meu avô tinha deixado esquecido. Fui avisada, muito a medo e baixinho, para ele não dar conta (como se fosse possível ele não reparar que o livro estava rasgado), pela minha avó: "Joaninha, larga o livrinho, 'tá bem? Olha que o avô zanga-se..."
Ao que ele responde, alto e bom som, da ombreira da porta: "Disparate! Deixa a menina!"
Só para dizer que me enche de orgulho ver a I. ler sucessivamente um livro atrás do outro. Basta ter um tempinho livre, senta-se onde calhar e lê. A pontos de já lhe terem elogiado o vício na escola (porque, até nas horas mortas das aulas, naquela altura em que os profs dão ordem para fazer o que se quiser, ela prefere ler a ouvir música, fazer desenhos ou entrar nas cenas dos colegas, como ela diz).

Essa voz...

Não sou da tua cor, nem nada que se pareça.
Mas se fosse, não teria dúvidas entre votar numa velha carcaça ou votar nessa Voz...(é giro como o aspecto muda em dez anos, mas a voz não)

terça-feira, abril 29, 2008

Emigrar

Era mesmo o que estava a precisar.
"(…) responsible for assessing and treating animals, as well as deputising for the Hospital Director on clinical matters including supervision of the veterinary team. Membership of Royal College of Veterinary Surgeons is essential.
(…)
Salary: £27,854.76 per annum plus accommodation allowance of £3,460.72 per annum"
Pena que me faltem alguns requisitos mínimos, sem os quais provavelmente o único lugar disponível é o de empregada de limpeza.

segunda-feira, abril 28, 2008

Não há direito

Não mereço que (me) estraguem este momento.

Não mereço que me avaliem constantemente.

Cega-me a luz desses focos apontados para mim.

Sufoca-me o cerco que me montaste.

quinta-feira, abril 24, 2008

AC/DC - You Shook Me All Night Long

Glad you'll be back (in b....usiness)

terça-feira, abril 22, 2008

Feitio

Não gosto de pedir ajuda.
Mas agora vinha a calhar uma mãozinha.

Con...fluência de gerações

A I. acha que os Tokio Hotel afinal são para pitas.
Agora anda numa de 30 Seconds To Mars.
Como nem a mãe, que não tem tempo, nem a amiga do peito (16 anos mais virados para outros tipos de música), lhe fizeram a vontade de ir com ela ao concerto, cravou a madrinha. Era para ter sido o avô, mas entre 69 e 62 anos, vai uma grande diferença na capacidade de aguentar... barulho. O avô, esse, vai aparando as compras urgentes de CDs e Bravos.

segunda-feira, abril 21, 2008

Saudades cegas

"Tivemos muitas coisas boas. Das más não me lembro."

E eu a pensar que saía a ti na (boa) memória.

sexta-feira, abril 18, 2008

Um enorme

UFA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, abril 15, 2008

sexta-feira, abril 11, 2008

Host name could be forged

E, de repente, este blog vê-se invadido por visitantes dos quatro cantos do Mundo, desde México, Algéria, Indonésia, E.U.A, sei lá...
Grande responsabilidade, esta internacionalização súbita...
Sim, sim, sabe(s) muito...

Tarde demais


...esgotado...

quinta-feira, abril 10, 2008

Imagine-se isto vezes dois

Pumba

Arrancar com a porta traseira do carro aberta, dá nisto.

quarta-feira, abril 09, 2008

35 euros

Uma hora nas urgências do hospital.
Incluindo triagem, consulta e duas ecografias.
Caso para dizer que quem quer saúde, paga-a. Preço justo, para mim. Fui excepcionalmente bem atendida.
Pena que nem todos possam dizer o mesmo dos hospitais públicos a que têm forçosamente que recorrer.

terça-feira, abril 08, 2008

Muito à frente


Nas casas normais, cai um ou outro vaso da janela, quando há ventania.

Na minha, caem portadas...

segunda-feira, abril 07, 2008

LE MALE ??

Eu cá acho que deviam ter feito este anúncio com Homens. Isso, com H.

sexta-feira, abril 04, 2008

E hoje



A vida na ponta de uma agulha.


quinta-feira, abril 03, 2008

Dúvida

Não sei bem o que vou comer ao almoço...

:) :) :)

quarta-feira, abril 02, 2008

Não sabem, não inventem

A propósito da retirada do mercado de um produto para emagrecer, a jornalista (?) da TVI, comenta:
"Há 3 casos de choque anafiláctico, ou seja, infecção grave."
Quê?!
Ó pá, no mínimo, ias ver ao dicionário.
Ou então, aqui. Não sendo das fontes de informação mais fidedignas, sempre era melhor do que as que (não) consultaste.

terça-feira, abril 01, 2008

Dilema

Não me consigo decidir entre a vontade de te abraçar com muita força (e dizer "fizeste o que devias, não tens que estar triste") ou de te abanar para não caires no marasmo.

segunda-feira, março 31, 2008

sexta-feira, março 28, 2008

Pita shoarma

Qualquer dia, transformo-me numa destas coisas, de tantas vezes que as como...
Eu não era assim, juro que não era assim...

quinta-feira, março 27, 2008

Abrir o jogo

Hoje é dia de "dar o flanco".
Ter aquela conversa com quem de direito, para poder planear o (resto do) ano.
Talvez o maior dos sacrifícios, mas por uma (muito) boa causa.

quarta-feira, março 26, 2008

A caminho dos 40 (II)

Já não me lembro da última vez em que tive tanto prazer em experimentar e comprar umas calças de ganga.
E acho que nunca demorei uns míseros 5 minutos, como hoje.

A caminho dos 40

A I. confirma o que o espelho me grita há um ano: "Até tens um corpo bonito (!!); devias pintar o cabelo e tratar das rugas".

terça-feira, março 25, 2008

Get a life


A propósito de um programa da SIC Notícias sobre o Second Life, não consegui deixar de me rir. De desprezo, sim. Chamem-me lá pretenciosa ou o que quiserem, mas será que esta gente não tem mais nada que fazer que brincar aos bonecos e vestir a pele de quem gostariam de ter sido, mas nem lhe chegam aos calcanhares?

Já que não se arranjam relacionamentos na vida real, finge-se que se tem amigos, que se sai para curtir (para onde, já agora?), que se apaixona e até que se faz amor!! Como é que se faz amor sem contacto físico?? Onde é que estão os cheiros, o toque, o sabor?? No teclado do computador?

E aquele pessoal leva isto tão a sério que chega a terminar relações reais à conta de quem imaginam que estará do outro lado do monitor...

(Sim, eu também gostava de ser aquela de calças vermelhas, morenaça e com uma carinha laroca. Não tinha que lidar diariamente com as minhas limitações. Mas sabem que mais? Até me acho piada por ter 3D, independentemente de quem goste ou não.

Tristes...)

Alicia Keys


Irrepreensível. Para quem gosta.

Não é o meu caso.

Já agora: porque é que os homens ficam tão larilas a dançar aquelas músicas?! (o espectáculo estava nas bancadas, não no palco)

quarta-feira, março 19, 2008

Autonomia

É uma incógnita diária onde a minha filha vai dormir.
Anteontem decidiu-se pela madrinha. Hoje fica na avó.
Quando a melhor amiga voltar, não deve pôr os pés em casa.
(13 anos... acho que não fiz isto nem aos 20...)

terça-feira, março 18, 2008

Não me canso

De olhar para ti...

sexta-feira, março 14, 2008

Deslumbrada

Hoje conheci o homem da minha vida.

Estado(s) de espírito

Expectativa
Ansiedade
Nervosismo
Medo (confesso)

Tudo isto embrulhado com fita de esperança.

quinta-feira, março 13, 2008

Zoo

Uma caturra, dois gatos e...
... milhares de formigas!!!

(malditas amêndoas)

quarta-feira, março 12, 2008

Incoerente? Talvez não.

Nunca me deu tanto gozo marcar férias, sabendo de antemão que, provavelmente, não as vou ter.

segunda-feira, março 10, 2008

O cheirete da caridade

À conta da profissão que tenho, é suposto que ajude os amigos, quando os respectivos bichos têm problemas. O que estou sempre disposta a fazer, no que depende de mim, do meu trabalho e do meu tempo.
Como aqui não disponho de alguns dos meios de diagnóstico necessários, vou buscar os amigos a casa e levo-os onde possam fazer análises. Dirijo-me a uma clínica veterinária, onde a colega sabe quem sou, o que vou e porque vou fazer. Sendo que as ditas análises são feitas com o sangue que eu colhi. E exigem tanto trabalho como depositar uma simples gota do dito numa placa e esperar 10 min.
Quando a conta é apresentada, também pago. Preço normal, como convém entre colegas. Mais propriamente, para cima de 40 euros.
De seguida termino a boa acção do dia (do ano?!) voltando a transportar amiga e bicho a casa, só por acaso na Amadora, um bocadinho longe do meu trabalho.
E não faço mais que a minha obrigação...
Sou ou não sou a veterinária mais ....... totó... que existe ao cimo da Terra?!

Para compor o ramalhete, hoje eram 8 e meia da manhã e já lá estava à porta outra vez. Para levar uns comprimidos que a amiga não tem dinheiro para comprar.

sexta-feira, março 07, 2008

Espera e desespero

"Mais 20 minutinhos e já consegue."
Passada uma hora:
"Mais cinco minutinhos e estão prontos"
E este post foi escrito para queimar esses 5 minutinhos.

Sustos

Há situações de tal modo inesperadas e inacreditáveis que nos fazem relativizar tudo.

De repente, a peneira torna-se muito mais fina e só retém o que de facto é importante.

terça-feira, março 04, 2008

Tá negro

Lá vai mais um desfalque na poupança... da I.

segunda-feira, março 03, 2008

15 anos

O meu maior desejo é que possas assistir também a toda esta minha felicidade.

Miguel Prates

É que me sobem cá uns calores!!
Diz o funcionário da Sport TV:
"Reposição de bola para os leões" (quem são esses?!) Pensava que era Sportem- Benfica. Ou, se querem assim, os outros têm uma águia no símbolo, lembram-se?
Quando o árbitro dá 5 minutos de tempo-extra, com o jogo empatado a 1 golo, o brilhante comentador diz, do alto da sua imparcialidade: "Os leões (outra vez?!) têm cinco minutos para ganharem a partida". Porquê?!! Não estavam duas equipas em campo?? Não faltavam 5 minutos para ambas jogarem??!
Ah, já me esquecia: tratava-se do campeonato da 2ª Circular, o único que a lagartagem (e sus muchachos da TV) tinha aspirações a ganhar...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Por milagre

As semanas agora passam a voar.
A quinze dias de um momento especial.

Olha, olha... já começa?!

A imobiliária que me vendeu a casa anda a assediar-me. Há interessados em comprá-la.
E, como tudo tem o seu preço, vamos ver se não volto a andar com a casa às costas.
Nunca achei tanta graça à especulação.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Em negociações II

- Mãe, se fores ver o Sporting-Benfica e não arranjares bilhetes para mim, quero ir ver a final da Taça de Portugal.

- Quê?! Agora deste em adepta do FCP?!

Em negociações

- Mãe, como vais ver a Alicia Keys e a Alanis Morissette, compras-me bilhetes para os Tokio Hotel.

- OK, na condição de que não vá contigo...

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Obrigada Eunice


Estou orgulhosa do teu talento.
Mais aqui.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Tempo

A relatividade do tempo é uma verdade indesmentível.

Um ano são apenas 365 dias. Mas não deixa de me pesar a sensação de que passou um ano. O que é pouco, comparado com o resto da vida que tenho para Viver.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A planar

Como a Ponte Vasco da Gama estava esta manhã completamente envolta em nuvens, pode-se dizer que vim a planar. Em riscos de flutuar. E na iminência de mergulhar.
(Ainda gostava de perceber porque é que a maioria das pessoas, quando se sentem em pânico, ficam lívidas e a mim me dá para corar. Mais do que isso não podia, porque, para chorar, já me bastava a minha filha.)

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Às cegas II

Quem disse?
Há pessoas que se conhecem desde sempre.

Às cegas

Fui sempre alérgica a este tipo de coisas. Mas, talvez porque já passaram quase 3 anos desde que "conheci" esta pessoa, não sinta de forma igual. É só a formalização e a concretização de um conhecimento virtual.
Mas de qualquer maneira, se eu não voltar antes das 5 da tarde, chamem a polícia...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Overwhelming

E ao final do dia transformo-me na batalhadora e intempestiva Aliena, visto o hábito do Prior Philip ou encanto-me com os arcos e entalhes da catedral de Kingsbridge.
Pena que só falte metade do segundo volume para acabar.
Porque será que nunca ninguém se lembrou de fazer um filme baseado neste portento?

Coisas simples


Mas carregadas de sumo. E de mimo.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Hummmmmmmmmmmm e bigodes brancos

Saudadinhas disto: Vanilla latte at Starbucks (não dispensando a rodelinha de cartão para evitar queimar as mãos no take-away)


segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Timing perfeito

A senhora que fazia a limpeza lá de casa resolveu despedir-se.
Supostamente porque encontrou um trabalho a tempo inteiro.
Sinónimo: cansou-se de andar a tourear gatos.
Sobrou para mim andar a acartar com a &%$#" do aspirador escada abaixo/escada acima, sendo que o peso do dito aumenta proporcionalmente ao número de viagens e de lanços de escada que subo... além de que me arrisco a tropeçar em oito patas e duas caudas.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Quem diria

Uma pratada de bacalhau cozido com grão que me soube pela vida.
Só falta verem-me a gostar de iscas à portuguesa...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Toma lá uma facadinha, já que és tão boazinha

Às vezes tenho imensa pena de ser tão totó.
Já tinha idade para pensar primeiro e agir depois; ou não deixar que certas pessoas agissem, só porque não pensei.
Enquanto levo a lambada, que me doi muito além do impacto físico, ainda tenho que assistir de plateia aos sorrisos colados com cuspo.
Mania de escancarar o umbigo.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Atípico

Ir a Londres e não apanhar uma única gota de chuva.
Chegar a uma Lisboa cinzenta e achar que tinha finalmente aterrado em Londres...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Amanhã

Réveillon. Aqui.


See ya

terça-feira, janeiro 29, 2008

Poucas mas boas

Há pessoas que não param de me surpreender.
Poucas pela positiva.
Poucas mas boas.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Novas tecnologias

É costume perguntar aos donos dos cães que me visitam se as fezes e a urina estão normais. Faz parte do exame clínico habitual.
O que não é hábito é a resposta vir sob a forma de fotografia no telemóvel. Haja pachorra.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Menos mal

Alguém me ouviu e me está a devolver os dias. 25 dias de Janeiro valem por todo o 2007.

Into the wild

"Eddie, you talked before about how much you have in common with McCandless. [Vedder has a famously difficult relationship with his stepfather, as McCandless did with his father.] Did doing the movie help you get over that pain at all?

VEDDER: Not enough. But it'll do for now. I don't think it's gonna go away. I think in the last 10 to 15 years, I've just been able to not let that person and that part of me be in charge--that guy is in the car, but we just don't let him drive. That's something Springsteen told me once, and it really works. He'll be talking in your ear in the backseat, but just don't let him get behind the wheel. And you can be proud of it. I've talked to the people that raised me, and I've thanked them for giving me a lifetime's worth of material. I was talking to Bono in Australia last year, and we mentioned something about family histories, and he was like, Wow, they really gave you some good stuff to write about. It was like he wanted to hug them and thank them." (in revista Time)
Viver, apesar da dor. Não contra ela, mas com ela. Não a deixando ganhar protagonismo. E aprender com ela, para que não se repita.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Obrigada 'migas

Há abraços que valem por uma vida inteira.

Natal


É quando quatro gajas quiserem.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Pai

És uma fé.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Toma lá

Toma lá uma carraspana, para não andares para aí aos pulinhos...
Assim sempre desaceleras...


(quanto mais não seja porque, não tarda, andas de cócoras à procura do nariz)

sexta-feira, janeiro 18, 2008

quarta-feira, janeiro 16, 2008

É fartar, vilanagem

Acho piada aos novos-chefes. Assim como acho aos novos-ricos.
Começaram como porteiros da organização (não empresarial, mas partidária), subiram a pulso (leia-se murro) e à custa de rasteiras pregadas subrepticiamente às pessoas certas e nos momentos-chave. Foram distribuindo palmadinhas nas costas das pessoas influentes, enquanto coleccionavam podres que usariam mais tarde como moeda de troca.
Finalmente chegados ao poleiro, começam por organizar o estaminé da forma que mais lhes convém. O que inclui arrumar pastas e pessoas em prateleiras estratégicas.
Pé ante pé, vão tomando conta do espaço físico. Estendem os seus tentáculos a áreas fora da sua competência, sob o pretexto de inovarem.
São minuciosos e preciosistas, embora compinchas de manhã e déspotas à tarde. Ameaçam com processos disciplinares quem ousa desviar a rota que traçaram a bem do serviço.
Quando finalmente impõem a sua maneira de estar e ser, e a engrenagem da chefia rola, dão a estocada final, estabelecendo um rol de normas, regras e procedimentos, que mais não asseguram que a sua própria continuidade na teia do poder e obrigam a obediência cega pelos subordinados. Nestas normas, obviamente, definem com precisão a hierarquia, sendo que o elo mais fraco não tem que se lhes dirigir, mas apenas reportar ao elo seguinte da cadeia, e assim sucessivamente.
Exercem vigilância extrema sobre cada acto e cada vírgula produzidos pelos subalternos, não vá a incompetência alheia manchar a sua autoridade.
Entretanto, a quem os topa, mas cuja área de intervenção é de tal modo técnica e específica que não conseguem controlar, dirigem falinhas mansas e passam a mão pelo pêlo, porque nunca se sabe quando irão precisar de supporters.
E ai de quem os enfrente... é puxar dos galões, vilanagem...

terça-feira, janeiro 15, 2008

Há malucos para tudo

Era capaz de apostar que os posts que escrevi sobre a Bimby atraem alguns curiosos e aumentam o nº de hits neste blogue. O que nunca adivinharia é que, em primeiro lugar, destacadíssimos, estivessem os visitantes que pesquisam no Google pela expressão "parada nupcial".

Ele há coisas...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A lógica da batata

O raciocício dos meus clientes: para evitarem as filas de espera, vêm 2 horas antes do início do atendimento.

É oficial

Sou virtualmente milionária:
"Vende-se moradia geminada, 5 assoalhadas, garagem para 3 carros, em condomínio privado, com piscina e court de ténis.
A 15 km do Aeroporto Internacional de Lisboa."
Leia-se campo de tiro de Alcochete.
Vamos ver se quero passar a realmente milionária. No dia em que tomar essa decisão, publicarei o anúncio.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Blind date

Tão mais cego quanto maiores as inseguranças e as carências afectivas.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Fora de época

Vem aí a minha festa de réveillon.
Faltam 22 dias.
Ou nem tanto (mas isso já seria pedir muito).

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Dor, amor e tempo em camadas

2007 não foi um ano bom. Aliás, 2006 já não o fora. Pensando bem, há dois anos que vivo num limbo de afectos e de hesitações profissionais, com algumas dores e uma certa imprevisibilidade à mistura. Acidentes, de percurso e não só, doenças, confrontos, desilusões. Nada disto interessa ao blogue, como é óbvio. Dizem que o sofrimento faz crescer, mas isso é uma grande treta: esta ideia (um mero mecanismo de compensação) é uma muleta, como deus, que nos ajuda a suportar a bordoada e a ultrapassar os estragos. A dor não nos amadurece; antes, torna-nos mais pungentes as fragilidades e inseguranças, definindo a carvão grosso o nosso sentido de mortalidade. Não seguimos em frente por causa da dor; seguimos em frente apesar dela. O que nos faz maiores e mais lúcidos, o que nos empurra pelas costas, é o amor, isso sim. Neste início de ano carrego comigo várias pendências, por isso não saltei da cadeira e aldrabei nas passas. Não vale a pena grandes resoluções, quando por dentro hesitamos no caminho e nos encruzilhamos o futuro. Alimento obviamente a esperança de que 2008 seja um ano melhor que os anteriores – o que também não será difícil. Quanto mais seja, porque mais um ano significa mais dias, semanas e meses, despejados por cima dos anteriores: o tempo em camadas sucessivas ajuda ao esquecimento. (...)

Só se justifica novo roubo descarado, porque esta senhora tem o dom de descrever o que sinto sem nada lhe ter pedido. E eu ficaria a anos-luz desta descrição se me abalançasse a fazê-la.

(Ah... e não comi passas, sequer. Não gosto e preferi ignorar os desejos que teria que formular por cada uma engolida.)

Nothingyear

Aninho.
Pequenino.
Encolhido.
Resumido a um punhado mal aviado de meses: Fevereiro, Junho, Julho, Novembro.
Todos os outros parece que desapareceram do calendário.
O que não fez de 2007 um ano que tenha passado rapidamente, bem pelo contrário.
Para 2008, desejo que lhe (me?) devolvam os 365 dias.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

terça-feira, dezembro 18, 2007

Em caso de desespero


Sempre tenho o terraço.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Implantes (não, não são desses)

Desejo de ano novo: implantar uma falange extra nos dedos dos pés, para conseguir calçar 36, ou vá lá, 35 e meio, e encontrar botas à senhora...
Cansaaaaaaaaaada de botas da secção de criança.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Olha que dois

http://www.intimissimi.com/hearttango/english/

De babar. Sim, também babo por ela. A mulher mais bonita do Mundo.

There are many ways a woman's heart can beat.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Cheirete a vingança

Aquele anúncio em que a mocinha destrói propositadamente o brinquedinho do amigo que, dois dias antes, lhe deu um pontapé na porta do carro, é o paradigma da vingançazinha gelada que tanto desprezo.

Admito que quem tem esse tipo de atitude tenha mais sorte na vida porque, à falta de impulsividade, raramente mete a pata na poça e consegue assistir, de cadeira, ao resultado das suas elaboradas e mesquinhas manigâncias.

Não sou assim. O que tenho a dizer, digo, e na hora. Às vezes (muitas) falho. Por reagir "a quente", faço juízos de valor nem sempre correctos, mas também não me custa pedir desculpa.

O que não podem acusar-me é de cinismo.

E a sensação que tenho, é que alguém me anda a fazer o retrato (a metade, o terço ou a décima parte daquilo que realmente sou), realçando/inventando defeitos, denegrindo carácter e/ou actos, ou simplesmente contando a sua versão dos factos.

Nada que me espante, porque já o fez doutras vezes. Sempre com a melhor das intenções, evidentemente.

O que mais me custa, é sentir que me levam aos tombos nas bocas do Mundo e não me dão a hipótese de contra-argumentar.

Deveriam estar aqui dois parágrafos, bem mais negros que os anteriores, que optei por guardar nos rascunhos.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Saturday Night Fever

"(...) caracteriza-se por uma grande versatilidade e, em função da sua própria capacidade física e morfologia de espaço, proporciona uma área puramente de bar, com zona de estar e serviço exclusivo às mesas, e uma área de pista, marginada por dois balcões e limitada frontalmente pela cabina do DJ que, por sua vez, tem ainda um pequeno bar superior, que lhe fica contíguo(...) "

Tradução: se fores especialista em saltar ao eixo, o que, neste caso, implica um extraordinário poder de impulsão, ou se preferires a sensação de entalanço e esfreganço, na iminência de seres beijado na boca por uma gaja e teres a tua primeira experiência lésbica, ou ainda se quiseres pôr-te na pele de quem tem que usar coleira no pescoço para aguentar as dores na coluna, vem a esta (ou a qualquer outra) discoteca. Com a mais-valia de levares com a socialite de Cascais, desde cozinheiros famosos a tias-quarentonas-armadas-em-gajas de 27-não fossem os wonderbras... Tudo ao som da mais irritante batida estilo discosound, sendo que também podiam pôr música clássica, porque, para o que nos conseguimos mexer, o resultado seria o mesmo...

Sensações únicas... irrepetíveis.

(era de prever: da primeira vez que lá tínhamos estado, demos de caras com o Paulo Portas, o que não augurava nada de bom.)

E pergunto eu: qual é a graça de levar com música aos berros e ter que aprender linguagem gestual para conseguir comunicar?? Já sei, tenho quase 40 anos, não posso compreender...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Perdi o comboio

"Que pena não teres entregue... O Prof. L. ficou com muita pena; tinha grandes expectativas..."

Pois, temos pena. Fica para o próximo ano de 2004, quando for preciso fazer revoluções na minha vida com a ajuda de mestrados, drunfos e sessões de psicoterapia.

Por falar nisso, a revolução de 2007 está a ser feita a seco, sem bengalas de espécie nenhuma. Quem me viu aos caídos em 2004, deve estar de boca aberta (até eu...). Pode ser que um dia isto rebente. Há-de jorrar muita m$%&#.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Não era suposto

Tenho bolotas na árvore de Natal.

Boquiaberta

Quando entrei na faculdade, houve alguém que me atraiu instantaneamente pela determinação e força de vontade, aliadas à popularidade inevitável que uma cara bonita traz. A M. era a mais gira da turma, tinha tudo quanto era rapaz a suspirar por ela e fazia amizades a uma velocidade directamente proporcional ao meu bichomatismo. Logicamente, acabou por ser a namorada do O., quase tão bonito como ela e de certeza mais popular ainda.
Tornámo-nos unha com carne, ela sempre a apoiar-me quando havia crises em casa dos meus pais (o que era dia sim, dia sim) e eu, como marrona de serviço, a empurrá-la quando havia exames e subitamente lhe rebentava uma insegurança que lhe dava vontade de desistir das frequências e exames.
Costumávamos dizer que havíamos de abrir um negócio juntas, para aproveitar o feitio dela (de agarrar o touro pelos cornos e levar tudo à frente) e (dizia ela) o meu maior jeito para a coisa.
Acabámos por seguir rumos divergentes, quanto mais não seja porque tive pressa de casar quando terminei o curso. A M. seguiu desenfreada atrás de uma paixão: suspendeu a carreira até conseguir ficar com a pessoa que é pai dos 3 filhos que tem; de quem nunca esperou, nem teve, colaboração e a quem sustenta até hoje.
Passados mais de 20 anos de amizade sólida, que sobreviveu todo este tempo à distância que nos separa, descubro que a M. vive uma situação de filme, um misto de violência psicológica, humilhação e impotência, beco sem saída para quem tem a auto-estima destruída.
Não me saem da cabeça as palavras com que se despediu ao telefone: "Vê se me arranjas solução para isto, porque eu não valho nada."
porque é que não ficaste com o O., caraças? eu bem te avisei... (mas isto não lhe disse)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Roubo descarado

"Provaram a massa: ele achou-a boa de sal, ela, que estava insossa; juntaram-se as línguas por uma questão de tira-teimas; ele duvidou da consistência dos filhozes, achou-os massudos; ela, espalhou a massa entre as pernas e disse-lhe que experimentasse outra vez e que, por via das dúvidas e de caminho, visse se lhe faltava abóbora. Depois, como achasse os coscorões doces demais, sacudiu-lhes o açucar em excesso no peito dele e lambeu-o de cima a baixo, que na natureza nada se perde. Ele, mortinho por experimentar o recheio do peru (receava pelo excesso de aguardente e que pedisse mais pinhões), mas o papo do animal não fora devidamente trabalhado, faltava-lhe o debulho; então, ele recheou-a a ela e provou-a, rindo-se ambos à perspectiva de idêntico lambuzanço de outros orifícios (estes mais abençoados), por parte das tias velhas na noite da consoada, longe estas de imaginar o alcance das sessões de prova. Afinal, estava perfeito, o recheio, estava no ponto - aliás, estavam os três no ponto: ela, ele e o recheio. Nos entremeios, ela corria para o fogão, a mexer o grão misturado com o açúcar, o limão e o pau de canela, desconfiada da costumada excelência das azevias, com tanta interrupção delambida. Para mais, ele vinha-lhe por trás, levantava-lhe o avental, agarrava-a pela cintura e mordiscava-lhe, à vez, os lóbulos das orelhas, a curva enfarinhada do pescoço e os frutos cristalizados, com que ia coroando o bolo rei. Num outro bico do fogão, cozia a massa dos sonhos que ela tentava, em vão, descolar das paredes do tacho, quase esturro, culpa de um sorver mais prolongado num recanto da sua anatomia, para aferir da fluidez e do travo a laranja da calda de açucar. Chegou a vez de ele bater os ovos para as rabanadas; era sempre ele, nas rabanadas. Costumava dizer, a meter-se com o feminismo empinado dela (próprio de quem não tem razões de queixa), que fazer rabanadas era coisa de macho, porque isto de amaciar pão duro com açucar e gemas batidas, dando origem uma delícia comestível, era, no fundo, o que os homens faziam às mulheres. Ela fingiu-se ofendida e virou-lhe as costas, passando-lhe os tarecos e os ingredientes para trás, sem o olhar; depois, voltou-se, rodeou-lhe a cintura nua com o avental e deixou-o virar a cozinha do avesso (como fazia com ela), tendo o cuidado de se abster de brincadeiras de pele durante a fritura. Na noite aprazada, estava tudo delicioso, diziam-lhes, e eles sorriram-se, pois claro, como é que poderia não estar, afinal, o ingrediente secreto que nos faz a todos lamber os dedos, chorar por mais e ser felizes a espaços, não é, seguramente, um qualquer cardamomo da costa do Malabar. O ingrediente secreto é (o) outro."

Porque é bonito.
Porque é o meu ideal de amor.
Inatingível, portanto.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Há sempre uma primeira vez

Pela primeira vez, fui convocada para uma festa de anos surpresa. A surpresa não foi a festa propriamente dita, mas ter sido a aniversariante a organizá-la sem conhecimento dos convidados. Sendo que, caso a participação fosse voluntária, a festa ficava às moscas.
Se não tivesse dado pena, até era hilariante.