Tentei fixar de memória cada ruga tua, enquanto te agarrava as mãos (e a vida?) e te afagava o cabelo.
sexta-feira, agosto 31, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
Soltas e sem nexo (sobre as férias)
- o primeiro dia é o pior e o melhor: de tanto tempo que se tem, não se sabe o que fazer com ele
- o maior gozo é manter o despertador desprogramado
- lá houve mais um casal de "amigos" que meteu a pata na poça
- terracota é uma cor de que gosto, mas foi um choque quando, de imaginária, passou a real
- "À Procura de Nouf" foi uma boa surpresa
- as festas do Barrete Verde são sinónimo de quase: quase crescida, quase independente, quase namorada
- irrita-me a dependência, seja ela qual for (computador, pessoas, substâncias) e lá tive que abanar a I. para não cair nisso
- a minha sogra é divertida (pena que se esqueça habitualmente)
- só desta vez, não vou apontar os defeitos da senhora
- os meus bikinis encolheram escandalosamente
- não me lembro de uma semana inteira no Algarve com uma única ida ao mar, e apenas com água pela cintura
- não me lembro de bandeira amarela em Monte Gordo
- não me lembro de chuva torrencial e trovoada de Inverno na terra de Verão
- Cerveira há-de ser a minha morada; continua linda
- estou a ficar sem avó
terça-feira, julho 31, 2007
Checklist/checkpoint
Samouco
E a TVI iniciou ontem a reposição da série que há 3 anos mudou a minha vida. Por estranha coincidência, acabava de comentar com a minha filha que nunca tínhamos gravado nenhum episódio; não que a qualidade o exigisse, mas apenas para ficar como recordação.(Achava que o Samouco nem existia, mas certa tabuleta à saída do Freeport de Alcochete espicaçou-me a curiosidade. Da visita à mudança de casa, foi um pulinho. 2004 foi mesmo um ano especial.)
segunda-feira, julho 30, 2007
Silly season
A avaliar pelo fim de semana, aproxima-se uma silly season privada, com a duração de 26 dias...
sexta-feira, julho 27, 2007
Socorro
E se um conhecido/amigo vos oferecer um perfume (?!) daqueles que se entranha narinas acima até se vos pôr uma valente dor de cabeça?
E se tudo em que se tocou entretanto, desde chaves do carro, volante, mala, e até o cabelo parecerem ter ficado para sempre impregnados de tal odor?
Será que ao fim da sétima lavagem de mãos posso ter alguma esperança? Então porque é que os meus dedos já me estão a cheirar àquilo outra vez??!!
(ai o saco do dito no carro... só se lhe pegar de luvas...)
quinta-feira, julho 26, 2007
Em êxtase
"A Rhino apresenta uma boxset dos Pearl Jam, com 7 CD’s que contêm actuações ao vivo, da banda de Seattle, durante a digressão de 2005/06 no The Gorge Amphitheatre, em Washington. “Live At The Gorge 05/06” inclui todos os grandes temas da banda de Eddie Vedder, que actuou recentemente no nosso país, no Festival ALIVE. Apresenta ainda algumas raridades que os Pearl Jam nunca tinham interpretado ao vivo, como “Hard To Imagine”, “Undone”, “Low Light”, “Sad”, entre outros. Com 17 anos de carreira, os Pearl Jam são uma das bandas rock mais importantes da década de 90 e “Live At The Gorge 05/06” é sem dúvida uma peça de colecção para os fãs de música." quarta-feira, julho 25, 2007
Toma lá, dá cá
"Que a vida te dê tudo o que desejas e que mereces. Dá-me a alegria de não esqueceres os que te amam. Beijinhos. Mãe."
Mesmo se quisesse, fazem questão de me lembrar...
Mesmo se quisesse, fazem questão de me lembrar...
terça-feira, julho 24, 2007
Buraco negro
Ainda dizem que parir dói
Então experimentem pôr-se nas mãos de uma depiladora brasileira, cujas únicas credenciais para o exercício da função são... ser brasileira.
( - Au! Mil filhos!... - digo eu
- Nossa! Avé Maria! - reza ela)
A falar com os meus botões
Porque não há mais ninguém com quem falar.
A não ser os pássaros. De tanto berrarem já não os posso ouvir.
(sim, tenho pássaros no meu emprego)
segunda-feira, julho 23, 2007
(A)Normalidade
Seria normal que num dia do ano, apenas num que fosse, pudesse escolher como e com quem estou.
Seria normal que me perguntassem o que quero fazer, em vez de me brindarem com choro e recriminações pela vida mal vivida.
Não é normal que se compare o que sinto no dia de aniversário da minha filha. Porque o que sinto é enorme. E a vontade que tenho é de a saber feliz e de tudo fazer para o conseguir. Nunca, mas nunca, lhe vou cobrar as minhas infelicidades.
Mas não tenho uma família normal.
terça-feira, julho 17, 2007
Bruta, eu?
Tão engraçados são os "poços de sensibilidade"...
Evitam a frontalidade porque magoa, mas são os primeiros a magoar quando a frontalidade é de evitar.
Lançam toda a merda de dentro do poço e afogam em lama quem está de fora, aqueles que, de tão frontais, são considerados frios.
(os frios explodem à mínima, os sensíveis ruminam e remoem tiradas brilhantes de vingança gelada)
segunda-feira, julho 16, 2007
Um dia
Um dia há-de chegar em que todos os drafts guardados e não publicados por falta de coragem, serão revelados.
Provavelmente nesse dia terei força suficiente para, expondo-me, deixar a bengala.
Nesse dia enfrentarei medos, monstros e fraquezas.
Olhos nos olhos. Segurando o olhar ("sim, esta sou eu, porquê?")
Por enquanto, desabafo nos bastidores. Por muita raiva que sinta, não sou capaz de ferir alguém "em público".
Por muito que sofra, não sou capaz de virar para mim os holofotes e esperar os aplausos vindos do público que chamei para a festa.
Por muito que doa, prefiro os apupos de quem não está a perceber nada do que está a ler.
E se dói...
sexta-feira, julho 13, 2007
On my knees to rise and fix my broken soul
Underneath this smile
Lies everything
All my hopes, anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the past
Just for today,...
I am free
I will not lose my faith
It's an inside job today
I know this one thing well,...
I used to try and kill love, it was the highest sin
Breathing insecurity out and in
Searching hope,
I'm shown the way to run straight
Pursuing the greater way for all,.. human light.
How I choose to feel,... is how I am.
How I choose to feel,... is how I am.
I will not lose my faith
It's an inside job today
Holding on, the light of the night
On my knees to rise and fix my broken soul
Again.
Let me run into the rain
To be a human light again
Let me run into the rain
To shine a human light today
Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within your heart and desire
"Inside Job" - Pearl Jam
Lies everything
All my hopes, anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the past
Just for today,...
I am free
I will not lose my faith
It's an inside job today
I know this one thing well,...
I used to try and kill love, it was the highest sin
Breathing insecurity out and in
Searching hope,
I'm shown the way to run straight
Pursuing the greater way for all,.. human light.
How I choose to feel,... is how I am.
How I choose to feel,... is how I am.
I will not lose my faith
It's an inside job today
Holding on, the light of the night
On my knees to rise and fix my broken soul
Again.
Let me run into the rain
To be a human light again
Let me run into the rain
To shine a human light today
Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within your heart and desire
"Inside Job" - Pearl Jam
sexta-feira, julho 06, 2007
Papões ou o medo do escuro
Nunca tive. Se há coisa que adoro é caminhar descalça em casa, completamente às escuras. Tanto faz que tropece, que bata com os dedos dos pés em alguma esquina, não importa. Não tenho medo.
Não é a escuridão que me assusta, mas vaguear nalgum lugar desconhecido. Imagino-me cega tacteando o ambiente, ultrapassando obstáculos e vencendo as dificuldades só com a ajuda da bengala e isso aterroriza-me.
Admito que a habituação nos faz perder o medo, à medida que nos sentimos cada vez mais seguras e crentes no que nos rodeia. Às tantas, a familiaridade vence o desconhecimento e a confiança vai ganhando terreno. Ao fim de meses ou anos, passa a ser total e absoluta. Absoluta não, minto. Há sempre umas campainhas no cérebro que nos alertam para a iminência de perigo, para papões à espreita. Chegamos a duvidar da nossa própria sanidade mental e tentamos a todo o custo afastar esses fantasmas. É um percurso duro. Mas compensador.
Até ao dia, muito tempo depois de iniciado o caminho, em que os fantasmas se tornam reais, monstros ameaçadores que se riem sarcasticamente da nossa inocente, mas vã tentativa.
Que afinal sempre lá estiveram, escondidos nos mais recônditos cantos, só à espera de uma oportunidade para dar a estocada final.
Morte à esperança.
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