quinta-feira, julho 19, 2012

As coisas que só acontecem aos outros II

Respondi hoje a quem me colhia sangue que a "dor" que o procedimento causará é um pormenor. 
Que o fim (atenua)anula e justifica quaisquer desconfortos que os meios impliquem.
E que me sinto vencedora do Euromilhões por haver hipótese de vir a contribuir para salvar 1 só vida que seja.
A partir do ano que vem já não poderia ser dadora de medula óssea, porque atinjo a idade limite. 
Ainda há conspirações cósmicas, afinal. Das boas, para variar.

As coisas que só acontecem aos outros I

Ou o sentido mais maquiavélico da expressão "quem anda à chuva molha-se".
E a impotência de quem assiste à expressão negra de pancada na cara de uma colega/amiga.
O olhar roxo de medo pela incapacidade de pura e simplesmente fugir.
E a raiva de saber que seres cobardes e inúteis serão sempre protegidos em detrimento das vítimas.
A não ser que alguém tenha a coragem de os incapacitar para sempre. Numa cadeira de rodas, por exemplo. Pena de morte não chega (a morrer, disfarçado de êxtase, está o indivíduo há anos, mas lentamente, porque até para se matar é um reles cobarde).

quarta-feira, julho 18, 2012

Calor

Dizem que o calor activa os sonhos.
Ou isso ou outra coisa qualquer, que me fez dar um pulo com aquele teu "olá" à esquina.

sábado, julho 14, 2012

Blur

Terminado este ciclo, lembro-me de contornos, de movimentos, de cheiros, de pormenores, de tom de voz.
De cores, ou falta delas, de gestos, de hábitos, de sinais. 
De risos, de gritos, de mimos, de olhares. 
De tudo. Mais ou menos turvo, mas de tudo.

terça-feira, julho 10, 2012

Contas

Não sei porque o faço, mas faço-o. Releio-me e revisito-me nos meses de 2007 e tento perceber o que evoluiu e o que estagnou. Chego a ficar espantada com o que escrevi, não porque fosse mentira, até porque muitos desses textos, quase todos, mantêm-se surpreendentemente actuais. Mas estava tão dorida. Tão sofrida. Tão replecta de mágoa. Acho que isso foi o que efectivamente se alterou; tudo o resto, emoções, sentimentos, convicções e anseios, mantém-se. Todos. Razões e porquês.
Perdi muito, partes de mim. Ganhei outras, para sempre. Ganhei nova vida, literalmente. O que perdi é definitivo mas estará sempre comigo. Faça que contas faça, o balanço é sempre positivo.

segunda-feira, julho 09, 2012

Peça a peça

Vão-se encaixando.

quinta-feira, julho 05, 2012

Estreia

Como dizia a I., "Pensa menos e faz mais". E fiz.

sexta-feira, junho 29, 2012

Babel na Porcalhota

Eu bem fujo, mas há-de sempre haver qualquer coisa a empurrar-me para o granel. Tanta loja de preto a fazer rastas e tinha que ser ali. Tanta coisa que a I. podia fazer ao cabelo, mas a moda Rastafari era indispensável.
E tinha que ser hoje para ir a condizer com a molhada do Sumol Summer Fest.

quinta-feira, junho 28, 2012

Trocadilho verdadeiro

Can't find a Vedder man.

terça-feira, junho 26, 2012

Longing to Belong To You


Com ukulele, sem ukulele, a fazer o pino, de cócoras, de olhos vendados...

SOS Voz Amiga

À falta de gente com quem falar, telefona-se para a veterinária da câmara, para falar de um problema de um cão que eu não conheço, que não mediquei e que até já está bom...

quinta-feira, junho 21, 2012

Não hei-de eu acreditar nestas coisas... :)

"O 8 de Espadas alerta para o facto de poder estar preso num emaranhado de acontecimentos que lhe tiraram a liberdade de movimentos. Mas na realidade se pensarmos bem, nada nem ninguém nos pode tirar a liberdade… Será que não está a cair numa armadilha criada por si próprio? Ajudado(a) por outros, sim acredito, mas nós temos a capacidade (que Deus nos deu) de sair, de saltar fora daquela situação que não queremos mais.


Nós não somos obrigados a nada! Foi-nos dado no Céu o livre arbítrio!

Pois, dá trabalho soltar-nos das coisas velhas, mesmo que não valham um caracol, causa dor…

Ok, causa dor… e então? Vamos acomodar-nos? Vamos deixar que a vida decida por nós o que fazer, que rumo tomar? Pois é… está a altura ideal de dar uma voltinha gira na sua vida. Sabe porquê? Porque merece tanto! Vamos, o Verão ajuda imenso nos primeiros impulsos. "

quarta-feira, junho 20, 2012

Entrelaçados

Os assuntos atropelam-se e formam uma teia que não me deixa avançar. Ora faltam vacinas, anestésicos, campos operatórios e agulhas, ora não sei se vou de férias, porque não se decidiu ainda, ora não me saltou a tampa por um milímetro (mas já me dizem que tenho mau feitio), ora as voltas que é preciso dar para emigrar desvanecem a vontade.
E a sensação com que se fica é que, se se começarem a desatar os nós, vão todos de seguida e finalmente pode-se respirar.
Os atropelos do dia reflectem-se no rebolar na cama à noite. Uma ansiedade, uma pressão no peito, que me faz acordar com as pernas moídas de tanto andar. Nem que (ainda) me pareça que estou a andar sozinha, contra tudo e contra todos.

(e lá diz a Aomame no Murakami que "All of you are trapped here. You can’t go anywhere, forward or back. But I’m not like you. I have work to do. I have a mission to accomplish. And so, with your permission, I shall move ahead")

Disconnected


There's an invisible wall between us now


I've been wrong and I've been there too many times


We walk in circles


The blind leading the blind

Well I thought that love watched over this house


But you're boarding up the windows now


We're leaning on each other so hard


Tied so tight we wound up miles apart


Making simple things so hard

I feel like I just don't know you anymore


I've been wrong and I've been there so many times


We walk in circles


The blind leading the blind


We've been disconnected somehow

segunda-feira, junho 18, 2012

"Gostava de acreditar que era verdade"

"Os finais são na realidade inícios, sem que nos apercebamos na altura."

Emily Prentiss no último episódio da 7ª temporada de "Criminal Minds"

Aussie mood

sexta-feira, junho 15, 2012

Vaticínio vs. predestinação

Naquelas conversas desgastantes que hão-de sempre ser intermináveis, remata a minha mãe com um fantástico "cumpriste a tua promessa e estou sozinha".
Não, mãe. Tu é que cumpriste o teu destino; eu só acertei no vaticínio.

quinta-feira, junho 14, 2012

Ser adormecida

Com festinhas na cara, abracinhos, beijinhos na boca e palavras mágicas ("coisa boa...") pelo homem da minha vida.
Quando era eu que o estava a adormecer.
Rico filho.

terça-feira, junho 12, 2012

A precisar de óculos

"Felicidades para a sua carreira!", disse-me hoje um velhote. Sem ter a noção de que a dita já leva 21 anos. Ou a precisar de óculos.