sexta-feira, junho 20, 2008

O pêndulo

Por mais que a minha racionalidade exista e tenda a roçar o agressivo, renegando tudo o que não possa ver, sentir, tocar ou cheirar (e isto inclui Deus(es) e afins), um dedinho do meu pé descamba, e não poucas vezes (para ser franca, todos os dias), para a astrologia, no que de mais brega ela tem: previsões de jornal, de internet, de revista na sala de espera de consultórios (nem que a revista seja de há 2 anos)... tudo marcha.
Consigo encaixar a personalidade de cada amigo ou familiar num dos doze signos do Zodíaco e acho que tudo faz sentido; se, por acaso alguém não corresponde ao perfil, arranjo logo maneira de explicar o desvio pelo signo ascendente ou outra treta qualquer.
Vá lá, vou reconhecendo que é tudo uma grande treta, mas o fascínio é irreprimível.

Isto a propósito do pêndulo.

Uma amiga descansou-me recentemente quanto ao desfecho de uma situação que estou a viver. Que não me preocupasse, que tudo ia correr bem, que tudo se ia resolver pelo melhor, porque ela tinha perguntado ao pêndulo. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, mas adivinhando algo de místico ou bruxaria, atraiu-me logo a atenção. OK, não acredito, mas fervo de curiosidade.

Há uns dias, uma conhecida (?) vidente portuguesa emigrada na Suiça, previu que Portugal, não só ganharia 4-0 à Suiça, como chegaria à final do Euro.
Conclusão: a vidente é incompetente e não sabe interpretar o pêndulo.
Claro que TUDO vai correr bem e não preciso de pêndulos que me descansem .

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