As circunstâncias do dia reuniram-se numa sucessão estranha de coincidências e acabo no cemitério fazendo a primeira visita depois da morte da minha avó, mais de seis meses passados. Por não ter sido planeada, invento mil e uma conversas que distraiam o meu filho do local onde estamos, evitando perguntas e respostas sérias.
Não sabia o nº de campa, mas lembrava-me do local. Fui lá ter directamente, como se fosse assídua.
Quando nos aproximamos, e a realidade da ausência me bate em cheio na cara, disfarço a emoção com um elogio às flores. O meu filho repete "tão dindas!...", olhando-a fixamente, como se aquela fosse a única. Não importou nada que estivéssemos rodeados de campas tão ou mais floridas.
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