terça-feira, maio 04, 2010

As conclusões da Eva

Que tive uma perda emocional grave recentemente.
Que tenho o dom da medionidade.
Que bloqueio as minhas emoções.
Que devo contemporizar na relação com a minha mãe, que também não teve uma vida fácil.
Que vou ser promovida, sujeitando-me a invejas.
Que me arrisco a tornar-me arrogante por ter razão e não ser humilde.
Que o meu filho é especial: uma criança Indigo, condição muitas vezes confundida com hiperactividade, mas que é uma hipersensibilidade destinada a cumprir uma missão.
Que um dos meus filhos vai mudar de escola mas tudo vai correr bem.
Que receberei a visita inesperada de alguém de um passado distante.
Que o meu marido se está a ir embora, mas o casamento vai-se manter; ou seja, há uma ausência emocional da parte dele.
Que a minha "pedra no sapato" ainda ronda.
Quando o discurso acabou, senti-me dividida entre o que esperava e o que não queria ouvir.

segunda-feira, abril 26, 2010

Elevador do Ikea

É um sítio como outro qualquer para pormos em dia uma escrita atrasada há meses (anos?).

sexta-feira, abril 23, 2010

Balde de água fria

E afinal o vulcão reteve a Eva num qualquer país exótico e lançou um balde de água gelada sobre as minhas expectativas. Bolas.

quinta-feira, abril 22, 2010

Eva

Em pulgas pelo dia de amanhã.

terça-feira, abril 20, 2010

Objectivos

Se me dissessem que, aos 18-quase-19 meses do meu filho, eu o estaria a amamentar, acharia graça de tão irreal que tal me pareceria.
Mas é verdade. Ao fim de todo este tempo, continuo a dormir com ele na cama e a dar-lhe de mamar, sempre que ele pede, o que é frequente, de noite e de dia.
Primeiro tenho que o habituar à cama dele.
Depois, tenho que o desmamar.
E por fim, tenho que me desapegar.
O último objectivo é o mais difícil de conseguir concretizar.
Tal é o "pedacinho de céu" (expressão da minha mãe) que me acompanha as noites.

quarta-feira, abril 14, 2010

Passwords e carácter

Às vezes preciso de levar nas trombas para ter a noção da dor do impacto.

terça-feira, abril 13, 2010

Procura-se

Reacção causa-efeito.

terça-feira, março 30, 2010

Porto de abrigo

Sabe bem voltar a este cantinho e desabafar, sem me preocupar com quem lê.

sexta-feira, março 26, 2010

Psicóloga

Passados 5 anos, voltei à psicóloga.
Basicamente, sinto-me só. Falta-me qualquer coisa, existe um vazio dentro de mim por preencher. Não sei que raio de poder ela tem para me pôr sempre a chorar de cada vez que lá vou. Talvez sejam as perguntas, nuas e cruas: "Está a criar um toxicodependente?", "Arranjou outro amante que pôs na cama entre si e o seu marido?", "Acha que não merece melhor?".
Próximo passo: terapia de casal.

segunda-feira, outubro 19, 2009

The End - Backspacer - Pearl Jam

What were all those dreams we shared
those many years ago?
What were all those plans we made now
left beside the road?
Behind us in the road

More than friends, I always pledged
cause friends they come and go
People change, as does everything
I wanted to grow old
I just want to grow old

Slide up next to me
I'm just a human being
I will take the blame
But just the same
this is not me

You see?
Believe...

I'm better than this
Don't leave me so cold
I'm buried beneath the stones
I just want to hold on
I know I'm worth your love

Enough...
I don't think
there's such a thing

It's my fault now
Having caught a sickness in my bones
How it pains to leave you here
With the kids on your own
Just don't let me go

Help me see myself
cause I can no longer tell
Looking out from the inside
of the bottom of a well

It's hell...
I yell...

But no one hears before I disappear
whisper in my ear
Give me something to echo
in my unknown future's ear

My dear...
The end
comes near...
I'm here...
But not much longer.

quinta-feira, outubro 01, 2009

10 anos

Quando aqui cheguei, a vontade era muita: de recomeçar a minha vida profissional longe da burocracia e dos vícios das hierarquias instaladas; de contribuir para um projecto novo; de fugir de uma situação pessoal desagradável. A meio do percurso, achei que tinha atingido as primeiras.
Agora que passaram 10 anos, tenho pena, mas só consegui a terceira.
E está na hora de iniciar um novo ciclo (houvesse oportunidade para isso...)

terça-feira, setembro 29, 2009

Desde ontem

"When it's time to live and let die
And you can't get another try
Something inside this heart has died,
you're in ruins"

Rendida.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Estragos

Quando a mãe se constipa, vai tudo por arrasto.
Primeiro o bebé, depois a I.
E pronto: lá vamos nós de lenços atrás.

quinta-feira, setembro 24, 2009

24 de Setembro de 2008

Ao fim de um ano, belisco-me quando olho para ti. De tão desejado que foste, tornaste-te quase irreal, superlativo e inatingível. Mas os teus risos, abraços e mimos devolvem-me à realidade da tua existência.

Só tenho que te agradecer por me mostrares que a vida é tão boa quando a tornamos simples. Porque simples, mas imenso, é o que sinto por ti.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Pearl Jam - Betterman

Há dias em que só apetece ouvir destas coisas.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Gravidade

Aviso: ter um filho aos 40 faz com que tudo o que até estava mais ou menos no sítio, descambe para territórios mais abaixo.
PDI

sexta-feira, setembro 18, 2009

Dói?

À recusa em cortar a cauda de uma cachorra de 18 dias (!!), a dona presenteia-me com a seguinte dúvida: "Dói?"
Ao que respondi: "O que é que acha? Posso exemplificar cortando um dos seus dedos..."

quinta-feira, setembro 17, 2009

Incompatibilidades

Há uma coisa em que sou assumidamente incompatível com o meu filho: o facto de, com cada vez mais frequência, ele se lembrar que tem dentes enquanto está a mamar.
E depois ainda olha para mim com uma cara de inocência pura, como quem pergunta "porque berraste, mamã?"

quarta-feira, setembro 16, 2009

Calem a boca

"Se soubesse o que já tenho dito bem de si a tanta gente..."

É pá, obrigadinha, mas não diga.

terça-feira, setembro 15, 2009

Jogo de cintura

Nunca pensei que o indivíduo tivesse tal poder de encaixe.

Prioridades

Em véspera de entrar para o 9º ano, a I. arruma a mochila, escolhe a roupa que vai usar e no finzinho da noite, quando estou prestes a deitar-me com o irmão dela, pede-me encarecidamente para lhe fazer o buço...

sexta-feira, setembro 11, 2009

Dia da catástrofe

Hoje é o único dia do ano em que não me importava de fazer uma perninha no meu antigo local de trabalho.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Memória curta

É irritante a forma como me relembram a minha adolescência, como se tivesse sido perfeita e recheada de prazer e luxo...
O prazer de passar os 3 meses de férias de Verão em casa da minha avó, não contactando com ninguém da minha idade, copiando desenhos de anatomia humana ao mais ínfimo pormenor, vendo TV até à exaustão ou lendo, lendo, lendo...
O luxo de "ter tudo", geralmente muito além do que as pessoas da minha idade tinham, não porque pedisse, mas porque me enchiam de "mimos". Só desses; dos outros, nem por isso.
A vantagem de ser filha única, neta única e sobrinha única, sem irmãos ou primos para brincar e ninguém com quem falar durante as férias a não ser os meus avós, a minha madrinha ou as paredes.
O privilégio de, por ser boa aluna, não me exigirem que ajudasse em casa, mesmo que eu quisesse, por exemplo, aprender a cozinhar.
E a benesse de ter ido passar uma semana ao norte com o meu namorado, com o consentimento dos meus pais... aos 21 anos...
E mais 5 dias à Beira Alta, com colegas da faculdade, com 22...
Tudo isto relembrado a pretexto daquilo que eu consinto que a I. faça, com 14 anos. A I. tem vida social. Sabe o que é relacionar-se com pessoas da idade dela fora do ambiente escolar. Sai à noite com os amigos, porque a mãe acha que não é por estar escuro que ela tem que ficar em casa. Acha que a mãe é uma aberração da Natureza, porque lhe conta como ansiava que as aulas começassem.
Mas agradece à mãe que ela não tenha memória curta.

terça-feira, setembro 08, 2009

Distâncias

Intransponíveis.

(Muro, fosso, barreira, obstáculo; em suma, não há condições para um "olá, como tens estado?". Previsível e inevitável.)

segunda-feira, setembro 07, 2009

Maratonas

Agora os tempos "livres" são passados atrás do meu filho, de gatas.
Não só se descobrem recantos da casa com mais pó do que seria suposto, como se tem a perspectiva do mundo de baixo para cima.
Além de que é um desafio ver quem tem mais agilidade em posição de 4 patas. Geralmente, ele ganha. A mãe faz batota e ultrapassa-o a correr antes da próxima esquina, parede ou degrau onde ele teima em chegar primeiro.
Para evitar que se concretizem ideias tristes e provar que é preciso é estar atento.

sexta-feira, setembro 04, 2009

quinta-feira, setembro 03, 2009

Semelhante, mas não igual

Há uns anos apanhei um susto de tal ordem, que chorei baba e ranho com a suposição de que algo havia acontecido a uma amiga que vive sozinha. A pontos de pôr várias pessoas em campo e ameaçar arrombar-lhe a porta com a ajuda dos bombeiros e o aval da PSP.
Hoje dou de caras com uma situação semelhante, depois de várias tentativas de contacto telefónico, toques de campaínha e pontapés na porta (de trás da qual só vinha o som da televisão e dos gatos). Afinal, tinha-se baralhado toda com a data do almocinho do costume.
Desta vez, não chorei. Fiquei só lívida de pânico.

terça-feira, setembro 01, 2009

Milagre

A penitência deu frutos.
Voltei a ter o meu gatinho comigo.
Para sempre.



Falta de jeito

Eu avisei. Não tenho o mínimo jeito para cortar cabelos. Agora tenho um mini-PauloBento lá em casa.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Eh!! Tu aí!!

Larga lá a boneca e os alfinetes! Não tens mais nada com que brincar?

Agora foi-se a caturra... esta, sem aviso...

sexta-feira, agosto 28, 2009

Privilégio

Assistir na primeira fila a uma a descobrir a Vida e a outro a descobrir o Mundo.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Palminhas!!



11 meses do meu gordo.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Penitência

Há quem vá de joelhos a Fátima.
Eu passeio a pé no centro da Amadora.

Na expectativa do "milagre" que se desenha para os próximos dias.

terça-feira, agosto 18, 2009

Ausência

Faltas-me em cada esquina, em cada degrau, em cada minuto das poucas horas que passo em casa.
Faltas-me nas rotinas da manhã e nas despedidas da noite.
Faltas-me no sofá do sótão, na cadeira da sala, na almofada da cama.
Faltas-me.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Para sempre

Guardo comigo a memória da tua amizade silenciosa, mas incondicional.
Com a certeza, 16 anos passados, de que foste e serás único.

Dói-me Tanto

terça-feira, julho 28, 2009

Esquisito ou talvez não

A caminho do cinema, vão mãe e filha de braço dado, a mãe de crocs e a filha de saltos de 7 cm. E, como boa "filha de mãe", questiona-se vezes sem conta como podem certas mulheres andar de saltos como quem anda descalça.
"Pois, filha, isso tem sido um dos mistérios da minha vida (daí os crocs)" :-)

sexta-feira, julho 24, 2009

Que se lixe tudo o resto


Adoro dormir abraçada a ti.

Sensação peganhenta

"Beijoquinhas"

quinta-feira, julho 23, 2009

Preconceitos

Já sei que, quando nos toca a nós, a coisa pia mais fino. Passei 14 anos da vida da I. a ensinar-lhe a respeitar as diferenças, quer de cor, quer de opinião (embora confesse o meu defeito de ser por vezes intransigente com certas opiniões), quer de orientação sexual.
Sempre apregoei que, caso ela um dia me comunicasse que era lésbica, eu seria a primeira a apoiar. Reitero a opinião, caso o meu filho seja homossexual. E digo isto plenamente convicta de que o farei.
Costumo até gracejar com isso, dizendo que não hei-de morrer sem experimentar de tudo (embora quem me conhece, sabe que estou apenas a brincar).
Mas não gosto de meias-tintas. Ou é homo ou é heterossexual. Os bi, os assim-assim, fazem-me alguma confusão. Respeito a opção, não os marginalizo, mas o simples de facto de ser algo indefinido mete-se comigo.
Só que agora, perante a perspectiva de um bissexual poder ser o primeiro namorado da minha filha, dou por mim num desconfortável conflito interior. Nem é tanto pelos 18 anos de idade, nem pela anterior relação dele ter sido com um rapaz. Nem pelo aspecto extravagante, nem sequer pelo pseudónimo japonês (igual ao da loja de Bricolage, Decoração e Jardim). É porque ela só tem 14 anos, nenhuma experiência e enormes ilusões... Que admito que também teria com um heterossexual.
Mas quando lhe confesso os meus receios e dúvidas, levo enormes lições de moral: "Mãe, não interessa com quem se está, o que interessa é que é tudo Amor..."
Toma.

terça-feira, julho 21, 2009

quinta-feira, julho 16, 2009

O circo a pegar fogo

Depois de anos de relações politicamente correctas, e agora que as eleições se aproximam, caem as máscaras de quem quer desesperadamente um galho para se agarrar.
Sem saberem com quem se metem, fazem-na pela calada, esperando que eu não reaja, ou que meta o rabinho entre as penas, num acto tão ou mais cobarde que o deles.
Azar que o meu rabo é grande e não se esconde facilmente. Azar que a minha língua é comprida e afiada, sem medo de se mostrar quando alguém merece uma resposta à medida.
Azar que os meus 40 anos de idade e quase 15 de função pública me deram a calma necessária para pegar fogo ao circo com um rastilho muito longo, para me dar tempo de o ver a arder bem ao longe.
E que desprezo que tenho por reacções encolhidas e sumidas quando confrontados com a minha fúria (contida, sim, mas fúria)... "Tá bem, Dra."... que nojo.

quarta-feira, julho 15, 2009

Na cama com...

... José Malhoa

Ufa! Fim das festas.

terça-feira, julho 14, 2009

Nem de encomenda...

http://umamoratrevido.blogspot.com/2009/07/acredito-nos-fins-irreversiveis.html

Samouco em festa

Com a sensação única, embora não propriamente agradável, de me deitar com o Quim Barreiros.
Vá lá que desta vez não se lembraram de atirar foguetes às 3 da manhã.

quinta-feira, julho 09, 2009

Será que é desta?

Nunca nenhum homem me fez um bolo. Houve algumas promessas não cumpridas, e nem sequer era um bolo, era qualquer coisa doce, parecida.
Por muito estúpido que pareça, é um dos meus desejos mais secretos: que alguém cozinhe para mim. E um bolo, é um "cozinhado" especial, cheio de mimo.
Da pessoa menos provável, veio ontem a promessa. Que me iria entregar hoje um bolo a casa, feito propositadamente para mim. Sem qualquer razão ou pretexto especial. Só porque sim.
Nem me importa qual é o bolo, só me interessa o gesto.

Os bolos dos clientes não contam.

terça-feira, julho 07, 2009

Coisas finas em corpos grossos (ou dar pérolas a porcos)

Alergia

Há certas vozes, expressões, risos e formas de falar que me fazem encarquilhar tudo quanto tenho de encarquilhável. O problema deve ser meu, porque poucas se safam aqui no emprego. Devo estar de cristal.

segunda-feira, julho 06, 2009

Por falar em saúde

Esta história de ficar doente de sexta para sábado, com empanicanço de todo o fim-de-semana, também tem que acabar.

Nos pratos da balança

Entre a meia-hora de sossego quando me deito com as correspondentes 10 ou 20 páginas de leitura (mas com o castigo de me levantar n vezes ao chamamento do fedelho) e uma noite inteira de "descanso", interrompida aqui e além por ligeiros gemidos de quem pede mama, optei pela segunda.
É isso: contra tudo quanto a pedagogia infantil aconselha, o meu filho passou a dormir comigo.
Daqui a uns meses (anos?) logo se vê. Uma coisa de cada vez. Primeiro, a minha saúde física e mental, que tem andado pelas ruas da amargura.

sexta-feira, julho 03, 2009

Perspectiva "assustadora"

"O seu filho, por este andar, vai mamar até aos 20 anos."
Nunca pensei levar tão a peito (passo a analogia), esta segunda maternidade.

E confesso que me dá um gozo imenso.

quinta-feira, julho 02, 2009

Repetir muitas vezes

Proibido confundir cansaço com solidão.

quarta-feira, julho 01, 2009

Já?

O meu filho descobriu que tem pilinha.

terça-feira, junho 30, 2009

Estigma

Por mais que me esforce, por mais que faça, hei-de ficar marcada para sempre.

segunda-feira, junho 29, 2009

Que gracinha

Oa meus pais são amigos no Facebook...

Pelo 2º ano consecutivo

Estou deserta que chegue o dia 25 de Julho.
Na esperança que passe este desconforto.

sexta-feira, junho 26, 2009

Freak

Sou sensível à morte da generalidade das pessoas. Mas não consigo lamentar a morte de aberrações. E, se fosse preta, acho que até estaria contente quando o mundo se livrou de alguém que renegava a sua própria origem.

Sim, era um génio e tal. Para quem gosta.
(bléc)

quarta-feira, junho 24, 2009

9 meses

(matas-me com o teu olhar)

terça-feira, junho 23, 2009

Princípio do fim

Há 16 anos da minha vida que definham diariamente. Primeiro foi a magreza excessiva e atrofia muscular. Depois foi a senilidade e as bostas largadas em qualquer sítio, mesmo nos menos recomendáveis, como sofás e carpetes. Agora é a apatia, o levantar devagarinho da cabeça quando o chamo, a posição de enroladinho sobre os seus próprios ossos, a escolha dos locais de descanso (tapete da I.?!) e a indiferença às horas de jantar.
O Bruce está a ir-se embora.

sexta-feira, junho 19, 2009

Por este andar

A destilar horas a fio, de pé, e a (não) comer o que (não) tenho comido, qualquer dia desapareço.

quinta-feira, junho 18, 2009

Vais comê-las

Nada como a inauguração do livro de reclamações por um cliente que resolveu pôr em causa o meu profissionalismo.
Como foi atendido ao fim de duas horas de espera (lamento se isto é concorrido), resolve reclamar porque o animal estava em sofrimento e não foi logo consultado. Esqueceu-se de mencionar que a sala estava à cunha e o cão caminhava pelo seu próprio pé, contrariando o diagnóstico de envenenamento que o dono já trazia (sim, porque o senhor é formado em Direito e percebe destas cenas).
O animal foi atendido, medicado de acordo com o diagnóstico (afinal tinha uma retenção urinária) e encaminhado para um hospital da zona, para internamento e estabilização do estado clínico. Azar dos azares que o dito hospital está às moscas e atendeu-o em 15 minutos. Logo, o meu profissionalismo é rasca. Nem interessa nada que, na cartinha que acompanhava o animal, já ia a papinha toda feita.
Estás mesmo a pôr-te a jeito...
O que me dá pica responder a estes gajos...

terça-feira, junho 16, 2009

Gozam comigo

O ar airoso deles... lamento se mais de 270 dias consecutivos sem dormir uma noite inteira me dão (ainda mais) cara de cu.

segunda-feira, junho 08, 2009

Conclusões do dia

Em Trancoso as sardinhas são doces.
Linhares da Beira é mais bonito que Marialva.

quinta-feira, junho 04, 2009

Brutal

http://www.musica.iol.pt/noticia.php?id=1068052&div_id=4060

E a I., rendida à surpresa de que aquela que berrava, pulava e quase não tinha mais nada para despir, era a sua mãe, sentou-se e dedicou-se a mandar mensagens às amigas e a jogar no telemóvel, com a cabeça devidamente protegida pelo capuz do casaco, tal era a "barulheira".
("Mãe! Parece que estás possuída!!")

terça-feira, junho 02, 2009

Facebook

Esta cena das redes mete-se comigo...
Vamos lá, então, com a maré.

Dos sustos

Com quase 20 anos de profissão, ainda não estou imune aos sustos.
Como o de hoje: a cadela vai passar a chamar-se Morta-Viva, ou Quem Viu a Luz por 2 Vezes.
(Recomendo um susto destes a quem esteja a fazer dieta: vão-se abaixo 2 ou 3 kg, em menos de meia-hora. Na boa.)

segunda-feira, junho 01, 2009

Obra feita

68 cirurgias em dois meses e uns pozinhos... mais propriamente em 50 dias úteis, retirando as manhãs de segunda, quarta e sexta-feira...
Dose.

Dia da Criança

A I. enfurece-se quando lhe chamam criança.
Mas no Dia da Criança quer tudo quanto tem direito.
Que, neste caso, foram mais umas tantas t-shirts e uns calções tipo cinto.

sexta-feira, maio 29, 2009

O trailer das noites

Numa cama de casal, com a largura que é suposto uma cama de casal ter, dormem duas pessoas e uma aspiração de gente. Na ânsia de pedalar, rebolar, berrar, coçar-se e mamar (tudo menos dormir), a meia-leca vai-se atravessando, a pontos de obrigar os pais a dormirem (?) em nesgas na borda da cama, em riscos de se estatelarem no chão. Se, a juntar a tudo isto, pensarmos no bafo que se forma naquele quarto mal sobem as temperaturas, e no aquecedor para pés formado por 6 quilos e meio de gato, quase não se respira durante a noite. Ou porque não se tem ar, ou porque mal nos mexemos para não acordar o pequeno, nas meias-horas de farturinha de sono que vai dormindo.
Para compor o ramalhete, há umas insónias às 3 ou 4 da manhã, não porque algo nos pese na consciência, mas porque a posição (de lado, com a mama de fora, costas ao léu e rabo prestes a tombar no precipício) não é nada propícia a um sono descansado.
Resultado: a qualquer hora há gente a passear nos corredores da casa e a subir/descer escadas e 6 h e 15 m da manhã é uma hora como outra qualquer para levantar, porque acordada já se está há muito tempo.

quinta-feira, maio 28, 2009

Recorde

Há dois meses e meio que não discuto com a minha mãe. Nem um simulacrozinho.
Às vezes apetece-me beliscá-la para ver se é mesmo real ou se será um holograma.

quarta-feira, maio 27, 2009

Bomba h, atómica ou de neutrões

Na sala de espera deste consultório.
Dão-se alvíssaras.

sexta-feira, maio 22, 2009

À falta de espaço...

Como a cama é um beliche, cola-se um poster dos 30 STM (who else?) no tecto. Assim, há aquela óptima sensação (diz ela) de adormecer e acordar a olhar para o Jared.
(e eu achava que a pancada não podia piorar)

quinta-feira, maio 21, 2009

Acção social

Estou eu desertinha para despedir a lerda da mulher-a-dias e ela a oferecer-se para fazer mais horinhas, porque está a precisar de trabalhar e o marido está de baixa e ainda não lhe pagaram e blá,blá,blá...
E este velho feitio com a mania de ficar incomodada com a situação e bloquear...
E entretanto, ceder aos pedidos de pagamento antecipado e ir entregar-lhe o dinheiro a casa, aos sábados de manhã...
E fingir que não vejo que o pano do pó contorna os bibelôs em vez de os limpar por baixo e que as sanitas estão encardidas...
E achar que a senhora é só limitada e que, quando se lhe pede para tirar as teias de aranha das janelas, ela faz literalmente o que se lhe pede (ou seja, as janelas ficam cheias de trampa na mesma, mas sem teias de aranha).
Basicamente, eu devia ter seguido o curso superior de acção social.

quarta-feira, maio 20, 2009

Haja esperança

Faltam 15 dias para poder dormir uma noite inteira. A pretexto disto, o puto vai ter que passar uma noite fora de casa.
Quem aguentou todo este tempo, aguenta mais 15 dias. Ou não. Começa a ser perigoso não me lembrar se já dei o antibiótico ou a vacina x, ou tentar encaixar seringa com seringa, em vez de seringa com agulha. Vá lá que ainda me lembro onde estão as mudanças e a que é que corresponde cada pedal.

terça-feira, maio 19, 2009

Auto-flagelação

É capaz de ser um sintoma de que os neurónios estão a fundir...

(... e comer chocolates inteiros)

Eu "é mais cães e gatos"

Vamos ter esperança e pensar que, se calhar, o medicamento não faz o devido/desejado efeito logo na primeira dose.
Ou vamos desesperar e achar que o moço precisava de dose de cavalo...

segunda-feira, maio 18, 2009

Mau sinal

O desespero é tanto que já começo a adaptar ao meu filho os remédios que prescrevo aos bichos para a ansiedade e prurido. A ver se ele dorme melhor. Vá lá que ainda não passei à prática...

quinta-feira, maio 14, 2009

O filme das manhãs

  • Saltar da cama quando o despertador toca, ou desejar que o bebé me largue a mama para que eu possa começar a correr (note-se que não disse "acordar", porque geralmente já estou acordada há que tempos, se é que cheguei a dormir)
  • Acordar a I., certificando-me que ela não diz que sim, mas se vira para o outro lado
  • Calcular mentalmente o que tenho que fazer que implique subir e descer escadas, para que isso possa ser reduzido ao mínimo
  • Pôr o comer aos gatos
  • Fazer a merenda do meio da manhã para a I., guardar a sopa do bebé no saco térmico e levá-la para o carro, juntamente com tudo o que possa evitar levar quando descer com ele ao colo (casaco, mala, telemóvel, etc.)
  • Voltar a subir e fazer a vistoria ao sótão, rezando a todos os santinhos para que a senilidade do Bruce não tenha feito das suas (como hoje de manhã, em que havia três montes de bosta na carpete, mais dois no sofá)
  • Se houve acidente no sótão, descer outra vez três lanços para pôr o que quer que seja a lavar na máquina
  • Subir novamente, pegar no bebé, mudar-lhe a fralda e vesti-lo (ou dar-lhe outra vez mama se ele estiver rabujento...)
  • Passar água por mim abaixo (o que antigamente se chamava duche...)
  • Vestir-me enquanto danço, canto ou refilo para entreter o bebé
  • Se houver tempo, descer para engolir qualquer coisa
  • Correr escada acima, lavar os dentes e fingir que penteio o cabelo (que não tem solução possível)
  • Fazer a minha cama, mudando o bebé de posição, de forma a conseguir puxar e esticar os lençóis e pôr o edredon no sítio
  • Pegar nele ao colo, devidamente afastado da minha roupa, para que, caso ele bolse, não tenha que me vestir de lavado
  • Berrar à I. para que se despache e que estou no carro à espera dela
  • Descer dois lanços de escada, meter o bebé na cadeirinha, ligar o motor e abrir o portão da garagem
  • Respirar fundo para não sair do carro e berrar novamente à I.
  • Arrancar quando finalmente ela chega...

Filme de terror... ainda por cima, com uma só protagonista.

(qualquer dia, escrevo aqui outro guião, também de terror: o das noites)

quarta-feira, maio 13, 2009

Urgente

Fazer uma limpeza a fundo nas gavetas da minha secretária. Para que deixe de ser preciso fechá-las à chave.

terça-feira, maio 12, 2009

Mitos

Na publicidade a determinado analgésico, pergunta-se porque é que as mulheres demoram horas a vestir-se, vão sempre em grupos ao WC e nunca encontram a chave do carro.
Pois, não sei. Devo ter várias costelas de Adão.

segunda-feira, maio 11, 2009

De filha para mãe


Entre (mais) um Swatch e o bilhete, optou pela prenda "mais fixe".
"E já agora, mãe, dás 1 jeitinho e falas com a mãe da J., para ela a deixar ir?"
Mãe muito à frente, é o que é. E muito inchada pela vaidade que a filha mostra, sem vergonha de ir ao concerto com a cota.

Trambolho II

Por alguma razão, o Odivelas Parque estava vazio à hora de almoço de sábado.
E quase dava a sensação de que a IC 17 se inclinava perigosamente, à passagem pela saída para a "zona comercial".
(ide, ide, atropelai-vos...)

sexta-feira, maio 08, 2009

I. em vídeo

O vídeo da missão. (Tão linda, a minha filha, tão fiel às suas causas. Babo de orgulho)



E, enquanto isso, alguém bronzeava as bochechinhas.


Pais malucos, é o que é.

quinta-feira, maio 07, 2009

Trambolho

Coisa linda deve ser aquela que é inaugurada hoje, entalada entre bairros de fino recorte arquitectónico, como o de Santo Elói, a Brandoa ou o Casal da Mira. Mais que a "grandeza" e o título de "maior da Europa", assusta-me a riqueza socio-cultural que vai passar a frequentar o Dolce Vita Tejo (Tejo?? Onde??).
Acho que se vai respirar melhor para os lados do Odivelas Parque.
Preconceituosa? Eu??

quarta-feira, maio 06, 2009

Verdade seja dita que comigo a história conta-se nos dois últimos quadradinhos.

terça-feira, maio 05, 2009

Sem bola, não há jogo

Hoje é daqueles dias em que a bola é minha e não me apetece que joguem com ela. Temos pena.

quinta-feira, abril 30, 2009

Eras o filho perfeito...

... se me deixasses dormir...
(nunca pensei que a adoração pelo meu peito, tivesse tal prejuízo)

terça-feira, abril 28, 2009

Defeito e feitio

Confesso que não suporto que me ignorem. E isto não tem nada a ver com o que (não) se passa neste blog, que até agradeço que se mantenha "caseirinho".

O problema são as pessoas a quem dou importância; as que significam algo para mim, ou porque se estabeleceram relações de proximidade e convívio, fruto da vizinhança, ou porque se criaram laços de amizade, ainda que virtual.

Depois de passado todo o ano de 2008 e todos estes meses de 2009, chego à conclusão de que não vale mesmo a pena "dar-me".

É um desperdício de energia e sentimentos da minha parte que raramente tem reciprocidade da outra parte. E isto tanto é válido para os vizinhos que se esqueceram que o meu filho nasceu, e vão tapando o sol com a peneira, dizendo que não querem incomodar e que todos os fins de semana pensam em ir lá a casa, mas surge sempre qualquer coisa... como vale para novos conhecimentos que se sumiram no ar, provavelmente de ouvidos cheios, não das minhas virtudes e qualidades, certamente.

Aos primeiros, voto o meu mais sincero e profundo desprezo, sempre com a esperança de um dia lhes dizer tudo o que penso, e o que decerto merecem, nas trombas (e quanto mais bruta, melhor); aos segundos, gostava apenas de dizer que lamento: quando gosto de alguém, magoa-me a sensação de descartável.

segunda-feira, abril 27, 2009

Tem piada

Alguém que andou a matar espanhóis como se não houvesse amanhã, foi proclamado Santo.
Qualquer dia, a moda pega e canoniza-se o Bush por serviços semelhantes prestados à Humanidade.

sexta-feira, abril 24, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Atrofio

Conduzir todas as manhãs na Ponte Vasco da Gama, dividida entre uma soneira desgraçada e a necessidade de me manter alerta e de "garras afiadas" para defender os 8 kg de ouro e pedras preciosas que transporto ao lado, é obra.
Chego a dar por mim a responder baixinho às investidas de traseira, com um simples "sim, sim, meu, estás cá com uma sorte...". Sem stress, mas altamente irritada por não saberem ler ou desconhecerem a tradução de "Baby on Board".
E 100 km/h passaram a corresponder à velocidade da luz. Tal é o atrofio da responsabilidade da carga.

quarta-feira, abril 22, 2009

De surpresa em surpresa

Por muito que já esteja habituada a manifestações mais ou menos carinhosas por parte dos donos dos cães e gatos que cá vêm, hoje houve uma velhota que se excedeu:
" - Dra., não nos deixe!"

??!

terça-feira, abril 21, 2009

Clique

E, no meio da conversa, sem vir nada a propósito, pede-me o número de telefone.
Bem que me avisaram que aquelas longas consultas tinham pouco a ver com o estado clínico do cão.

segunda-feira, abril 20, 2009

So what?

"Para o ano, já tens o cabelo todo branco."

Don't Want To Wait Anymore
The Tubes/Foster


We could be the last two on earth
to start a new world
Just you and me girl
Try and you can almost see
how it could be
Just you and me
Lost trapped in the freezing cold
Barely alive
Have to make love to survive
I’ll show you it’s done
We’ll take it as it comes
A rocket to the sun

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for

Stranded on a desert isle
with no one around
for thousands of miles
Imagine anyplace
This is what it takes
But don’t tell me to wait

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for

I don’t want to wait anymore
I just don’t think I have the strength
The strength to carry on
Oh, I don’t want to wait anymore
I waited so long, forgot what I’m waiting for


(...suspiro... com vinte e cinco anos em cima...)

domingo, abril 19, 2009

Coisas boas da vida

O primeiro dentinho do meu filho.

quinta-feira, abril 16, 2009

Difícil...

...lidar com alguém a quem os 83 anos de idade tiraram a liberdade de movimentos, mas mantiveram a lucidez.
Entre a calma e a paciência e a exasperação total.
Sempre com o terror de que palavras mal medidas (mal ditas/malditas) se tornem numa cruz de consciência, quando não houver a quem pedir desculpa.
E a antever uma enorme saudade. E uma cratera de afectos.

segunda-feira, abril 13, 2009

Páscoa


Regresso às origens e pitadinha de pontapé no passado.

quinta-feira, abril 09, 2009

Com 4 palavras apenas...

... se descreve a minha mãe:

De amarga a doce.

(milagre do Vasco)

quinta-feira, abril 02, 2009

Palitos

Para os olhos. Precisam-se.