sexta-feira, junho 27, 2008

Foi mais forte que eu

É conhecido o meu gosto por conduzir (e depressa). Costumo dizer que, nem em marcha-atrás, sei andar devagar.

Talvez a idade me tenha feito consciencializar dos perigos e acho que, na realidade, a Ponte Vasco da Gama é um perigo. Três faixas em que se anda acima dos 100 km/h, com bastantes veículos pesados à mistura (que raramente estão quietos com as patas e desatam a ultrapassar os ligeiros), mais os toinos que acham que o pisca ligado é livre trânsito para se atirarem para a faixa do lado, enfim...

Mas o que eu mais gosto mesmo, são os cromos. Aqueles que conduzem coladinhos a mim, quando vou, em plena hora de ponta, a 130/140/150, na faixa da esquerda. Todos do mesmo género: cabelinho com gel e óculos escuros, conduzem sozinhos ou com uma gaja ao lado a quem querem/precisam impressionar. Geralmente ao volante de Citroens C1, C2, C3 e Cn, Ibizas, Leons (ui, os Leons pretos com os médios ligados!), e charutos afins. Não interessa nada que o trânsito esteja compacto nessa faixa e a andar bem (para mim, a 150 na ponte, é andar bem); não interessa que, apesar da velocidade, se guardem as devidas distâncias de segurança em relação ao carro da frente (sendo que, àquela velocidade, reconheço que a segurança é relativa). O que interessa é amedrontar (?!). Encostam-se a mim, ligeiramente descaídos para a faixa do meio, como se pudessem ultrapassar pela direita (o que se calhar até seria possível, tendo em conta que são caixas de fósforos armadas em caixões voadores).

Hoje passei-me. O C3 comercial preto com o condutor típico: óculos escuros, gel e cara de macho latino. Encosta-se a mim, coladinho, coladinho, mesmo vendo que não havia hipótese de lhe dar passagem, quando a faixa do meio estava replecta. E continua. Máximos, desvio à direita, espalhafato com as mãos...
Aguentei, respirei fundo e deixei-o continuar a festa. Que durou mais de 3 ou 4 km...
Às tantas, o BMW que seguia à minha frente teve oportunidade de arrancar, porque o trânsito aliviou sem motivo aparente. Deixou-me uma margem de distância para poder fazer o que já me ferviam os pedais.
Travão de repente, ao fim de tanto tempo a aguentar os avanços do cromo, deve tê-lo deixado confundido.
A avaliar pelo tempo que ele demorou a recompor-se e ganhar velocidade depois de me ver zarpar, suponho que deve ter andado à procura dos tomates no asfalto.
Eu sei que não devia brincar com estas coisas, mas só espero que aquela besta pense duas vezes antes de se meter com a gaja da frente...

quinta-feira, junho 26, 2008

Até tem bom gosto

Também já passei por isso (na devida idade). Mas continuo a achar graça quando falo nele à minha filha e ela cora...

quarta-feira, junho 25, 2008

...

10 comprimidos por dia e uma ampola bebível.
E não estou a morrer, bem pelo contrário...
Às AMIGAS que se têm preocupado, obrigada. Só lhes peço que se lembrem que ninguém está mais empenhado nisto do que eu.
E, apesar de parecer, não sou inconsciente. Se calhar apenas acredito que mereço que tudo corra bem.

terça-feira, junho 24, 2008

Espalhem a notícia

A fazer a Vasco da Gama esta manhã e a ouvir, como é hábito, o Pedro Ribeiro na Rádio Comercial, a propósito do nascimento da Matilde (filha do Diogo Beja, outro animador da mesma rádio), resolvem felicitar os pais com a transmissão de uma música do Sérgio Godinho.
Segundo o Pedro, foi a música que ele ouviu quando nasceu a primeira filha. E citou de cor parte da letra:
"(...)A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
o ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou
Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança(...)"
E nesta altura põem no ar o choro de uma criança ao nascer.
E nesta altura desato num pranto incontrolável, tal foi beleza do momento.

sexta-feira, junho 20, 2008

O pêndulo

Por mais que a minha racionalidade exista e tenda a roçar o agressivo, renegando tudo o que não possa ver, sentir, tocar ou cheirar (e isto inclui Deus(es) e afins), um dedinho do meu pé descamba, e não poucas vezes (para ser franca, todos os dias), para a astrologia, no que de mais brega ela tem: previsões de jornal, de internet, de revista na sala de espera de consultórios (nem que a revista seja de há 2 anos)... tudo marcha.
Consigo encaixar a personalidade de cada amigo ou familiar num dos doze signos do Zodíaco e acho que tudo faz sentido; se, por acaso alguém não corresponde ao perfil, arranjo logo maneira de explicar o desvio pelo signo ascendente ou outra treta qualquer.
Vá lá, vou reconhecendo que é tudo uma grande treta, mas o fascínio é irreprimível.

Isto a propósito do pêndulo.

Uma amiga descansou-me recentemente quanto ao desfecho de uma situação que estou a viver. Que não me preocupasse, que tudo ia correr bem, que tudo se ia resolver pelo melhor, porque ela tinha perguntado ao pêndulo. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, mas adivinhando algo de místico ou bruxaria, atraiu-me logo a atenção. OK, não acredito, mas fervo de curiosidade.

Há uns dias, uma conhecida (?) vidente portuguesa emigrada na Suiça, previu que Portugal, não só ganharia 4-0 à Suiça, como chegaria à final do Euro.
Conclusão: a vidente é incompetente e não sabe interpretar o pêndulo.
Claro que TUDO vai correr bem e não preciso de pêndulos que me descansem .

quinta-feira, junho 19, 2008

Amigas do peito

Diálogo matinal aqui no serviço.
- Bom dia. Ó mulher, que cor é que puseste nessa boca?
- Ponho sempre esta, todos os dias...
- Ai, vai-me já tirar isso, parece que ficas morta!...
Deve ser para não receber destas manifestações de franca e calorosa amizade que ando "au naturel".

quarta-feira, junho 18, 2008

terça-feira, junho 17, 2008

Nem calculam

Não podem fazer ideia do que se me incha o ego quando oiço determinado comentário sobre mim. Não um qualquer, mas aquele comentário acerca de mim, hoje. Entenda-se hoje como Esta Fase da Minha Vida.

Grande seca


Alguns chamar-lhe-ão heresia, mas detestei isto. Um monólogo inconsequente, supostamente dirigido pelo suspense de um segredo intemporal, que no fim se desvenda banal e corriqueiro.

segunda-feira, junho 16, 2008

Ressaca

A chuva pintou o dia com as cores do meu estado de espírito.
Depois de uma semana de descanso/resolver-a-todo-o-custo-o-que-havia-para-tratar-enquanto-há-tempo, o cansaço físico que já cá devia morar há 8 dias, veio hoje em força.
Até azia tenho: o regresso ao trabalho caiu-me mal.

quinta-feira, junho 05, 2008

quarta-feira, junho 04, 2008

Por falar em música, facelift e 15 anos...

Faz hoje 24 anos que isto foi editado. Chiça.

Só podia

http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/290051.html

(e eu já a ouvi milhões de vezes. e insisto)

terça-feira, junho 03, 2008

Ónus

Parece que está nas minhas mãos (ou lá perto) a reconciliação dos meus pais.
Nada de novo, quando toda a vida me atiraram à cara que, se estavam juntos, era por minha causa.

segunda-feira, junho 02, 2008

Facelift

E, durante duas horas, voltei a ter 15 anos.

Não vais longe

E é pena. Devias deixar essa de "quando for grande quero ser a Janis Joplin".

(és das tais personagens cujo modo de vida me repugna, mas a voz é incontornável: ainda bem que poupei 53 euros e me fiquei pelo CD)

segunda-feira, maio 26, 2008

Fica comigo

Acalmei o choro e adormeci embalada por ti, pedindo-te, por tudo, que não me deixes por agora.

terça-feira, maio 20, 2008

Da I., com amor

"Mãe, estás assustadora..."

segunda-feira, maio 19, 2008

Tenho saudades tuas

Valha-me quarta-feira à tarde.

Toma lá um ossinho

Bobby, deita.
Bobby, rebola.
Bobby, dá ao rabinho.
Bobby, senta.
Bobby, dá a patinha.
Bobby, faz de morto.

Muito bem, Bobby. Agora lambe o dono. Isso, aí.

Isso mesmo. Lindo menino. Toma lá um ossinho.