sexta-feira, fevereiro 18, 2011
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
E a bomba atómica também
Quando a novidade for anunciada.
Primeiro às colegas, que ainda duvidam, apesar dos lamirés que fui dando.
Depois aos pais... sobretudo, à mãe (o drama, o horror).
Resta a madrinha, que está de malas aviadas connosco. Para levarmos um pedacinho de família atrás, se assim o decidirmos.
Há males que vêm por bem e isto há-de ser um desses casos.
A médio prazo, mas já a sonhar.
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
quarta-feira, janeiro 26, 2011
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Verbos em negação
Não saber, não ver, não sentir, não falar, não ouvir, não tocar, não cheirar, não rir, não esperar.
Com 2 ou 3 afirmativos:
conjecturar, imaginar, fantasiar...
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Não desistas de mim
A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz
Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim
Não te percas agora
Pedro Abrunhosa
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz
Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim
Não te percas agora
Pedro Abrunhosa
quarta-feira, janeiro 12, 2011
terça-feira, janeiro 11, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Vade Retro, badagaio!
Cansada de tanta gente me dizer que estou "tão magrinha"...
Cansada de sentir que perdi o controlo da situação...
Com tantas saudades...de mim...
(alguém que feche as torneiras, sff)
Cansada de sentir que perdi o controlo da situação...
Com tantas saudades...de mim...
(alguém que feche as torneiras, sff)
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Dúvidas
Entre tomar e não tomar a medicação, desmamar e não desmamar o meu filho, entalar ou não entalar a "cabra" da colega antes que ela me tente entalar a mim...
Entre chorar e não chorar ao som de certas músicas, bastante improváveis ("Do They Know It's Christmas" e "Creep" natalício (?!))...
Entre deixar-me cair no tão ameaçador esgotamento ou saltar fora, cumprindo as ordens do médico.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Quebra do elo
No fundo, é como se ela estivesse sempre lá, sem que estivesse de facto.
Desde sempre que me lembro do seu mexer invisível dos cordelinhos da família, muitas vezes incómodo, porque tocava o obrigatório, em vez do desejado.
No Natal, era "obrigatório" ir lá almoçar; em cada aniversário, era "obrigatório" reunir a família. E a "obrigação" tornava-se rotina subtil e intrínseca, raramente contestada.
Aquele "quando é que eu vos vejo?" pleno de dependência de terceiros, por imobilidade involuntária e causada pela velhice, doía-me, mas raramente lho mostrava, tentando antes minimizar o problema com a loucura do dia-a-dia, que não me possibilitava ir lá a casa todos os dias, nem mesmo todas as semanas.
E os cuidados com "o menino", como se eu fosse uma mãe inexperiente ou irresponsável...
E as "desculpas" por gostar tanto de nós, que raiava a obsessão.
E porque não consigo aceitar que este fim era inevitável? Se até estava anunciado há muito? Alguém me disse que nunca se supera a morte dos avós, porque é uma falha irreparável e o fim de uma geração. No meu caso, a minha avó era mais que isso: foi minha segunda mãe (e minha primeira até aos 4 anos), e faz falta para manter unida esta pequeníssima família, de que tenho tão pouco orgulho.
Só passou um mês e meio e o castelo de cartas desmoronou-se totalmente.
Fazes-me falta, Vó.
(ainda não consegui desatar a totalidade do nó, faltam algumas pontas...)
segunda-feira, outubro 25, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
Applebottom
O ritual das manhãs inclui ligar o televisor à hora em que transmitem uns desenhos animados recentes, sobre uma terra fantástica de animais falantes, chamada "Animalia". À primeira vista é assustador, porque os bichos são "semi-reais", sem intenções de serem retratados pelo seu lado mais terno.
O que é certo é que o meu filho adora aquilo e vai emborcando os dois iogurtes que servem de pequeno-almoço abrindo a boca automaticamente à medida que desfilam a Zoe e o Alex (os dois putos da história), acompanhados pelo leão (Livingstone), pela iguana (Iggy), pelo tigre, as zebras, etc.
Há um gorila com um nome esquisito, bissilábico (não me lembro qual), que no outro dia mudou de personalidade e dizia chamar-se Peter Applebottom.
E não é que o Vasco, trapalhão a falar a pontos de dizer "bóda" em vez de bola, diz certinho e direitinho "applebottom" como quem diz "maria"? E repetiu vezes sem conta, sem ser preciso eu pedir, até que toda a gente acreditasse na façanha...
terça-feira, agosto 24, 2010
A atracção inevitável pelo abismo
Ou, neste caso, por uma pilha infindável de papéis e as correspondentes chatices, pelas visitas aos reclamantes, as razões dos reclamados e as queixas (silenciosas, saravá) dos bichos.
Em suma, adoro trabalhar em stress.
Confesso.
Pica. Purinha.
Em suma, adoro trabalhar em stress.
Confesso.
Pica. Purinha.
terça-feira, julho 13, 2010
Limbo
Antigamente dizia-se que as crianças que não eram baptizadas, ficavam no limbo, a meio caminho do paraíso, cheias de sede, em frente a uma fonte onde não conseguiam chegar para beber.
Sinto-me assim: tão perto de concretizar alguns objectivos, mas sem me deixarem lá chegar.
As férias serviram para desanuviar a cabeça, mas o regresso trouxe à tona todas as preocupações e incertezas.
Promessas vãs, outra vez?
Apenas a certeza de mais trabalho, sem compensação à vista.
quinta-feira, junho 17, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
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