"Os seus rostos são iguais. O ser humano não precisa de parar de respirar para morrer e não lhe basta respirar para viver.
Nunca estamos seguros, nem quanto à morte nem quanto ao amor.
Duas pessoas conhecem-se.
Apaixonam-se.
Amam-se.
Amam-se e desejam-se, e um dia o amor chega ao fim, de repente, tal e qual como no dia em que parecia ter surgido para sempre. O amor foi sufocado pelo ritmo monótono das circunstâncias, exteriores ou interiores.
Ou o amor permanece até o seu tempo terminar ou, então, ainda que inevitável, era já um amor impossível à partida."
in "Sangue Vermelho em Campo de Neve - Inverno", de Mons Kallentoft, capítulo 1
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