Sem passado, nem futuro.
Sem porquês, nem explicações.
Sem mágoas, nem desculpas.
Sem lágrimas, nem ressentimentos.
Sem calendário.
Cem minutos.
Olhos nos olhos.
terça-feira, agosto 30, 2011
sábado, agosto 27, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
End of story
Encerrei (e enterrei) o capítulo "Amadora". Em analogia com o enterro da minha amiga, a que compareceu uma dúzia mal amanhada de gente, sobrou um punhado de lugares, sensações e sentimentos, alguns "para sempre" e outros tantos "nunca mais". Poucos "para sempre" recíprocos, mas pelo menos um que tenciono alimentar. Nem que seja a meio caminho.
segunda-feira, agosto 22, 2011
"O amor e a morte são vizinhos"
"Os seus rostos são iguais. O ser humano não precisa de parar de respirar para morrer e não lhe basta respirar para viver.
Nunca estamos seguros, nem quanto à morte nem quanto ao amor.
Duas pessoas conhecem-se.
Apaixonam-se.
Amam-se.
Amam-se e desejam-se, e um dia o amor chega ao fim, de repente, tal e qual como no dia em que parecia ter surgido para sempre. O amor foi sufocado pelo ritmo monótono das circunstâncias, exteriores ou interiores.
Ou o amor permanece até o seu tempo terminar ou, então, ainda que inevitável, era já um amor impossível à partida."
in "Sangue Vermelho em Campo de Neve - Inverno", de Mons Kallentoft, capítulo 1
Corpo e meio
Finalmente compreendi o significado de "corpo e meio" quando nos referimos ao tamanho de uma cama.
Desde que passei a dormir com o meu filho todas as noites (literalmente), percebi que aquela dimensão de cama se ajusta perfeitamente ao corpo dele e a metade do meu (sendo que a outra metade cai, pendurada, à espera do dia - ou noite - em que tombe de vez).
sábado, agosto 20, 2011
Morrer só
Tal como previa, aconteceu.
Sobrou um enorme peso na consciência por não ter cedido 2 minutos do meu tempo para um último telefonema, a combinar um último almoço.
Não me saem da cabeça as últimas palavras que lhe ouviram: "Tenho que telefonar à minha Doutorinha para saber dela e do meu menino".
E as que lhe ouvi: "Tenho tantas saudades suas".
Uma amizade improvável fruto de outro percalço do destino. E um final anunciado, várias vezes ensaiado, mas nem por isso menos chocante.
domingo, agosto 14, 2011
sábado, agosto 13, 2011
Acasos e percalços do destino
Dou por mim a pensar no que teria sido a minha vida se o meu pai não tivesse recortado de um jornal, determinado anúncio de emprego, há 17 anos.
E se, por estar grávida, não tivesse comparecido à entrevista com tamanha descontracção, convencida que, no meu estado, ninguém me contrataria, mesmo que a gravidez só fosse evidente para mim.
Como fui admitida, fruto da conversa de café que mantive com o júri, amaldiçoo esse dia por não ter levado os nervos comigo.
quarta-feira, agosto 10, 2011
domingo, agosto 07, 2011
sábado, agosto 06, 2011
Contrapartida
Noutro postal de aniversário: "Gosto muito de ti: és uma num milhão, por um milhão de razões."
Obviamente, este não me foi dado pela mesma pessoa.
Declaração de intenções
Num postal de aniversário: "Sempre que precisares de uma maozinha, podes contar comigo."
Ahahahaaahahhhahahhahah
segunda-feira, agosto 01, 2011
Filhos da mãe
Os meus filhos são copiados da mãe a papel químico. Pelo menos na avaliação que fazem da praia.
Basicamente é um sítio sujo; cheio de areia...
sábado, julho 23, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
quarta-feira, julho 20, 2011
Dói porque não dói
Quando respondo "Não tenho nada que me prenda aqui" a quem quer saber "Porquê Toronto?" e "Como é que tens coragem?", dói-me a frieza natural com que as palavras saem.
segunda-feira, julho 18, 2011
Deusa com pés de barro
A mania de elevar tanto a fasquia para as pessoas de quem gosto. Ou, neste caso, adoro.
Gentinha
Há determinadas pessoas que, de tão desprezíveis, me fazem sentir Gulliver defronte de um lilliputiano.
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