O meu pai apresentou-me finalmente à amiga.
Muito simpática, falou-me como se me conhecesse desde sempre, o que é estranho porque não me lembro dela.
Da segunda vez que nos vimos, já se sentiu à vontade para contar um bocadinho da história deles, coisa que o meu pai não fez nem nunca faria.
Afinal é o reatar de uma relação de há cinquenta e tal anos, tinha o meu pai 19 e ela 20 anos. O destino separou-os, mas voltou a juntá-los. Quando o meu pai se casou com a minha mãe, o meu avô paterno acalmou-a dizendo-lhe que, se fosse caso de alguma vez ficarem juntos, ficariam.
Com 73 anos ele, e 74 anos ela, hão-de ter pouco para gozar, mas que sejam felizes.
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