De finais felizes.
(sem ser de cirurgias e cães e mais cães; tão fartinha de bichos...)
segunda-feira, outubro 31, 2011
Males que vêm por bem
A (única?) parte boa de se ter um cão é a certeza de que não se vai fazer árvore de Natal.
A sair do ninho
Despedi-me da minha filha às 8 da manhã e só volto a vê-la amanhã à noite.
Zombie walk, Metropolis com directa e cinema.
Zombie walk, Metropolis com directa e cinema.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Galinha com amêndoas
Aniversário de uma amiga no dia errado. Porque continuo amiga dela mas gostava que nunca fizesse anos.
(nuts... quem me manda a mim guardar estas coisas sem esforço nenhum??))
quinta-feira, outubro 27, 2011
Néon
Há alturas do ano que mais parecem Times Square à noite, na minha cabeça. Sem que isso seja necessariamente bom.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Family Guy Live
Ao jantar.
O cão debaixo da mesa mete-se com os pés do puto e não reage aos repelões que lhe vou dando, até que sou mais veemente. Quando me perguntam o que fiz, respondo "nada de especial: fui só assertiva, ou seja, acertei-lhe".
O puto brame o garfo perigosamente na direcção do cão. Aviso-o que não gosto de tortura; se é para morrer, que seja rápido, furar os olhos do bicho é que não.
Depois de vezes sem conta a ser repreendido, o puto fica ofendido, sai bruscamente da mesa, vai até ao sofá, enterra a cabeça entre as mãos, suspira e faz o caminho de volta à mesa...
Continua a portar-se mal e alguém lhe pergunta se é autista (neste caso, sinónimo de surdo).
Falta a luz e, entre a correria de ir buscar uma lanterna e evitar que o miúdo se assuste com a súbita escuridão (do resto, não parece ter resultado mossa), pisa-se a vingança do cão e espalha-se a dita pelo chão da sala. A seguir, como aliás me parece que passo as noites, é andar de pedrinha em pedrinha, para não pisar a merdinha.
Noites destas, tipo Family Guy, gosto mais de assistir nas TVs (casas) dos outros. Até costumo rir.
terça-feira, outubro 25, 2011
quarta-feira, outubro 19, 2011
terça-feira, outubro 18, 2011
Coisas de filho
"-Quem te deu esse presente?", pergunto eu.
"- Foi a Nê da avó."
Precisei de puxar pela cabeça, mas cheguei lá. Foi a Inês da avó, ou seja, foi a mana da avó. Retorcidinho, este raciocínio.
"- Foi a Nê da avó."
Precisei de puxar pela cabeça, mas cheguei lá. Foi a Inês da avó, ou seja, foi a mana da avó. Retorcidinho, este raciocínio.
Coisas de filhos
Ao ouvir os primeiros acordes da versão dos 30 STM do "Where the Streets Have No Name", o Vasco pergunta:
"É o JéJé da mana, mamã?"
"Sim, filho, é o JéJé."
E acrescento agora: o mesmo a quem a tua irmã te obriga a prestares vassalagem, todas as noites, antes de te ires deitar ("dá beijinho ao Jéjé")...
segunda-feira, outubro 17, 2011
Herança
Quem havia de dizer que aquele sorriso lindo, aquela boca perfeita sem sinais de mãe, escondia tantos problemas , desde cáries a desmineralização e falta de esmalte?
Desculpa, filho.
(mais sorte teve a tua irmã: pode ser parecida comigo, mas os aparelhos colocam-se para resolver isso)
Desculpa, filho.
(mais sorte teve a tua irmã: pode ser parecida comigo, mas os aparelhos colocam-se para resolver isso)
sexta-feira, outubro 14, 2011
quinta-feira, outubro 13, 2011
Destino
O meu pai apresentou-me finalmente à amiga.
Muito simpática, falou-me como se me conhecesse desde sempre, o que é estranho porque não me lembro dela.
Da segunda vez que nos vimos, já se sentiu à vontade para contar um bocadinho da história deles, coisa que o meu pai não fez nem nunca faria.
Afinal é o reatar de uma relação de há cinquenta e tal anos, tinha o meu pai 19 e ela 20 anos. O destino separou-os, mas voltou a juntá-los. Quando o meu pai se casou com a minha mãe, o meu avô paterno acalmou-a dizendo-lhe que, se fosse caso de alguma vez ficarem juntos, ficariam.
Com 73 anos ele, e 74 anos ela, hão-de ter pouco para gozar, mas que sejam felizes.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Academia
Quarenta anos depois, ainda me arrepio com certas esquinas, certos muros, certas paisagens daquela instituição, mesmo que a imensidão aparente à época se tenha reduzido à dimensão real. Sendo isto válido no aspecto físico, mas também no foro emocional.
Gera-se sempre uma grande dualidade de sentimentos, quando transponho aquelas portas; aceito que me formei como pessoa naquela casa, mas desprezo o elitismo, o proteccionismo, a moral cristã imposta à martelada.
Só espero que o investimento valha a pena e o puto aproveite o que de bom pode absorver; admito que é muito, desde que se filtre a presunção e o narizempinadismo.
E que se possa corresponder às expectativas dele, dando-lhe música, muita música, tanta quanta ele parece querer.
segunda-feira, outubro 10, 2011
quinta-feira, outubro 06, 2011
(des)Motivação
Às vezes gostava de saber o que me move. O que me faz correr todo o dia, marcar três cirurgias para a manhã e outra para a tarde, acorrer a imprevistos que espreitam a cada esquina ou me enfiam pelos olhos dentro, intervalar com um almoço em frente ao monitor do computador, papelada, reunião, papelada, correr mais um pouco e finalmente pegar no meu filho e chegar a casa, 38 km depois.
Continuar a acelerar, dar banho ao puto, fazer o jantar, arrumar a cozinha, deitar o puto e sentar-me a olhar para isto, com a expectativa de não sei o quê. Tentar explicar à minha filha, evitando berrar, que na fórmula resolvente, x é a incógnita e não pode ser substituída por 1 só porque assim dá certo.
Deixei de ler, de ver televisão, de olhar por mim.
E assim se passam as 2 ou 3 horas finais do dia, antes do deitar/levantar, deitar/levantar e render-me à cama do miúdo, de todas as noites.
Para começar tudo de novo, amanhã.
E quando der conta, passaram-se mais alguns anos.
Perdida.
terça-feira, outubro 04, 2011
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