Mas não na respiração do meu filho...
Nem lhe cabe o ar no peito... tadinho.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Justiça divina ou whatever
Ao Sr. Benemérito e Solidário que participa nas campanhas da Modalfa para ajudar sei-lá-o-quê e que, por trás dessa cara de filantropo, abandona gatos à porta dos canis, mesmo depois de devidamente esclarecido da inexistência de gatil, a justiça tarda mas não falha! Próximos Jogos Olímpicos em 2016... (se calhar era melhor evitar excesso de actividade sexual com a bimba que falava por ele quando abandonaram o gato, porque isso pode agravar as lesões)
sábado, janeiro 21, 2012
(Des)feita para isto
Todos dizem que nasci para fazer o que faço.
Talvez ainda ninguém note que aquilo está a acabar comigo aos bocadinhos.
Talvez ainda ninguém note que aquilo está a acabar comigo aos bocadinhos.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Coincidência ou premonição
Mesmo antes de se vestir, o V. começa o dia sentado à frente do quadro de desenhar, a fazer caras (carantonhas) da mãe, do pai, da Nê, etc. São figuras ovais, com os olhos no extremo superior, muito juntos, um risco enorme até abaixo, que representa o nariz, e um traço horizontal quase pegado ao fundo, que ele diz que é a boca. Reconheceria um retrato feito pelo meu filho no fim do mundo.
Ontem, pela primeira vez desde que se iniciou este ritual, a cara desenhada foi a do Avô Mané.
Por coincidência, ou não, recebo hora e meia depois uma sms do meu pai, que estava em Santa Maria.
Começo a achar que este meu filho tem um não-sei-quê de bruxo.
quarta-feira, janeiro 18, 2012
O esquecimento não tem arte
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Desligada
"Já não sei o que te diga mais... parece que morreste."
Não direi tanto... alguém me avariou o botão.
Não direi tanto... alguém me avariou o botão.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Dobro
Alguma razão justificará o facto de demorar o dobro do tempo a fazer o trajecto S.B.-Odivelas.
Recuso-me a aceitar que sejam mais cinco ou seis anos de idade.
(já fiz aquilo em 4 ou 5 minutos... jesus...)
segunda-feira, janeiro 09, 2012
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Sem barba rija
Gosto especialmente de homens de camisa aos quadrados, calças de ganga ruças e descaídas no traseiro, caparro suficiente para me levarem ao colo ou fazer as mudanças sem recorrer a empresas e barba. De três dias, sim. Daquela que arranha.
Hoje vi uma amostra disso, com um metro mal medido de altura, a fazer de lenhador na festa de Natal da escola. Camisa aos quadrados, calças de ganga e um palmo de cara. Sem barba, claro (aos 3 anos seria aberrante).
O homem da minha vida.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Engolir hipopótamos
De vários tamanhos e feitios.
Não há fio de sutura, desmarcam-se todas as cirurgias, com prejuízo para os bichos e para mim: vai ser tipo boomerang que me acertará em cheio algures em 2012. Desisto de improvisar; quando pagarem aos fornecedores, que venham os fios. Azar. Já bastaram meses e meses a encharcar luvas descartáveis com álcool para descansar a minha consciência e enganar as bactérias, à falta de luvas esterilizadas.
Hipopótamos com cara de sapo armado em príncipe, são os que se revelam quase dois meses depois da última vez que vi e falei com a minha mãe; contar de 1000 para trás, engolir em seco para o bicho passar na goela e avisá-la da festa de Natal do neto. Respirar fundo para não berrar que estou bem da mão, nem que a pergunta só tenha sido feita porque lhe telefonei e a própósito de passar a vida no FB, já que não tem mais nada para fazer.
Da-se
segunda-feira, dezembro 12, 2011
sexta-feira, dezembro 09, 2011
3 anos e picos
Pela primeira vez, em três anos e picos de vida, o meu filho dormiu das 21.30 H às 6.40 H. Sem me chamar uma única vez.
Agora tenho eu que me habituar a não ver as horas de 15 em 15 minutos, na expectativa de que ele me chame...
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Bloody shit
Até gosto de uma boa cena de sangue no cinema.
Mas de preferência contextualizada num grande enredo.
O que o "Amanhecer"/"Breaking Dawn" não tem. Por muito que a I. me tente convencer do contrário.
terça-feira, dezembro 06, 2011
segunda-feira, dezembro 05, 2011
sábado, dezembro 03, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Let it go
And in the burst of light that blinded every angel
as if the sky had blown the heavens into stars
you felt the gravity of temper grace falling into empty space
no one there to catch you in their arms
as if the sky had blown the heavens into stars
you felt the gravity of temper grace falling into empty space
no one there to catch you in their arms
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Esta montanha abusa
Pumba: a montanha/feriado pariu um rato outra vez.
E amanhã é sexta-feira, a ansiar pelo fim-de-semana.
And over, and over again.
quarta-feira, novembro 30, 2011
Back to the 80's
E a fazer jus ao interesse súbito por Guns'n Roses, Whitesnake, Alice Cooper, Motley Crue e afins, a I. vai fazer directa no Metropolis numa noite "Back to the 80's".
Já a avisei sobre a eventualidade de levar com Duran Duran, Spandau Ballet, Roxy Music, Prince, The Cure e Boy George, porque os anos oitenta também tinham dessas coisas...
Já a avisei sobre a eventualidade de levar com Duran Duran, Spandau Ballet, Roxy Music, Prince, The Cure e Boy George, porque os anos oitenta também tinham dessas coisas...
terça-feira, novembro 29, 2011
Cedo o meu lugar
"(...) o que eu era
desapareceu…
e quando falo parece…
parece que não sou mais eu (...)"
desapareceu…
e quando falo parece…
parece que não sou mais eu (...)"
segunda-feira, novembro 28, 2011
sexta-feira, novembro 25, 2011
domingo, novembro 20, 2011
Errar é (des)humano
Passamos pela vida a experimentá-la, em tentativa e erro até a levarmos para a frente. Não contamos com as partidas que ela nos prega e que condicionam o nosso futuro e até o nosso carácter. Ninguém me avisou, mal nasci, que me escolheriam uma avó em vez de uma mãe (procuro hoje as duas, por razões diferentes). Continuei no colégio a apagar o caos familiar com a borracha da aluna exemplar. Mal entrei na adolescência, encontrei o homem da minha vida: o que me ia salvar daquela vida. Esqueci-me foi do pormenor de que a adolescência merece ser vivida, sem ser na escolha permanente entre livros de estudo e namorado. Optei pela família modelo, em vez da vida de investigadora. Consegui o emprego que todos queriam, pela suposta segurança que que esse emprego me traria. O destino, seja lá o que isso for, mostrou-me que existem várias formas de amor: escusava de me ter calhado na rifa aquela forma, a de bóia. A mesma que se manteve à tona, num esforço imenso para não se afundar, arrastando toda a minha sanidade mental. E quando se impôs outra escolha, dei asas a quem quisesse voar, provando que também se abandona por Amor. Pela primeira vez, olhei por mim e fiz por mim: ofereci-me novamente a concretização do que melhor sei fazer. E que resultou na perfeição feita ser humano.
Quarenta e tal anos depois, tirando os momentos de realização que os meus prolongamentos me proporcionam, sinto-me rodeada por um turbilhão de tarefas que não sei, não gosto, ou não quero fazer, em ambientes que não são os meus e de que me apetece fugir. E paro por vezes a questionar-me se a vida é só isto. Onde estão as expectativas e as realizações? Onde ficaram os sonhos? Resta-me agradecer o privilégio de ver os meus filhos crescer? Devo estar acomodada a prescindir de mim por eles? Não há mais nada para lá disto?
É isto egoísmo ou desespero? Ou erro puro e simples?
Nestas alturas, sinto falta de uma qualquer religião a que me pudesse agarrar, nem que só pela arte contemplativa da existência.
Quase que me arrependo de construir frases com estes sentimentos, que haverá quem tenha razões de queixa infinitamente maiores; mas as nossas razões são as que fazem doer...
Quarenta e tal anos depois, tirando os momentos de realização que os meus prolongamentos me proporcionam, sinto-me rodeada por um turbilhão de tarefas que não sei, não gosto, ou não quero fazer, em ambientes que não são os meus e de que me apetece fugir. E paro por vezes a questionar-me se a vida é só isto. Onde estão as expectativas e as realizações? Onde ficaram os sonhos? Resta-me agradecer o privilégio de ver os meus filhos crescer? Devo estar acomodada a prescindir de mim por eles? Não há mais nada para lá disto?
É isto egoísmo ou desespero? Ou erro puro e simples?
Nestas alturas, sinto falta de uma qualquer religião a que me pudesse agarrar, nem que só pela arte contemplativa da existência.
Quase que me arrependo de construir frases com estes sentimentos, que haverá quem tenha razões de queixa infinitamente maiores; mas as nossas razões são as que fazem doer...
domingo, novembro 13, 2011
sexta-feira, novembro 11, 2011
Thanks Eddie
"That guy you used to be, he’s still in the car. He’ll always be in the car. Just don’t let him drive." -- Eddie
quarta-feira, novembro 09, 2011
Pode não parecer
Everyone I come across in cages they bought
they think of me and my wandering
but I'm never what they thought
got my indignation but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...
but I'm never what they thought
got my indignation but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...
terça-feira, novembro 08, 2011
segunda-feira, novembro 07, 2011
Aprendizes de feiticeiro
Por artes mágicas, ou talvez não, tenho fotos do FB censuradas...
Algumas desapareceram, pura e simplesmente.
Outras estão vetadas, com barras cinzentas em cima de partes do meu corpo...
Algumas desapareceram, pura e simplesmente.
Outras estão vetadas, com barras cinzentas em cima de partes do meu corpo...
domingo, novembro 06, 2011
sexta-feira, novembro 04, 2011
quinta-feira, novembro 03, 2011
Novo round
Luta livre com a minha mãe.
E a inocência da minha madrinha que não sabe com quem ela anda a embirrar desta vez...
E a inocência da minha madrinha que não sabe com quem ela anda a embirrar desta vez...
quarta-feira, novembro 02, 2011
Para quê fazer contas?
De manhã atendi 15 animais, coisitas corriqueiras, mas de pé.
Continuei de pé toda a tarde, com uma castração de cão, uma esterilização de gata, uma destartarização de outra gata, uma vacinação anti-rábica e três identificações electrónicas.
Com a cereja no topo do bolo de ter que ficar de plantão à espera da dona do cão, que, em vez de chegar às 16.30 H, apareceu às 17.40 H.
E ainda tive que atender, nos intervalos do resto, pessoas iluminadas como aquela que estranhava eu não me lembrar do cão dela, chamado Max, creme, com um problema nas orelhas, e que o marido tinha levado à consulta há vários meses.
Fartinha, eu? Nã.....
terça-feira, novembro 01, 2011
segunda-feira, outubro 31, 2011
Males que vêm por bem
A (única?) parte boa de se ter um cão é a certeza de que não se vai fazer árvore de Natal.
A sair do ninho
Despedi-me da minha filha às 8 da manhã e só volto a vê-la amanhã à noite.
Zombie walk, Metropolis com directa e cinema.
Zombie walk, Metropolis com directa e cinema.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Galinha com amêndoas
Aniversário de uma amiga no dia errado. Porque continuo amiga dela mas gostava que nunca fizesse anos.
(nuts... quem me manda a mim guardar estas coisas sem esforço nenhum??))
quinta-feira, outubro 27, 2011
Néon
Há alturas do ano que mais parecem Times Square à noite, na minha cabeça. Sem que isso seja necessariamente bom.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Family Guy Live
Ao jantar.
O cão debaixo da mesa mete-se com os pés do puto e não reage aos repelões que lhe vou dando, até que sou mais veemente. Quando me perguntam o que fiz, respondo "nada de especial: fui só assertiva, ou seja, acertei-lhe".
O puto brame o garfo perigosamente na direcção do cão. Aviso-o que não gosto de tortura; se é para morrer, que seja rápido, furar os olhos do bicho é que não.
Depois de vezes sem conta a ser repreendido, o puto fica ofendido, sai bruscamente da mesa, vai até ao sofá, enterra a cabeça entre as mãos, suspira e faz o caminho de volta à mesa...
Continua a portar-se mal e alguém lhe pergunta se é autista (neste caso, sinónimo de surdo).
Falta a luz e, entre a correria de ir buscar uma lanterna e evitar que o miúdo se assuste com a súbita escuridão (do resto, não parece ter resultado mossa), pisa-se a vingança do cão e espalha-se a dita pelo chão da sala. A seguir, como aliás me parece que passo as noites, é andar de pedrinha em pedrinha, para não pisar a merdinha.
Noites destas, tipo Family Guy, gosto mais de assistir nas TVs (casas) dos outros. Até costumo rir.
terça-feira, outubro 25, 2011
quarta-feira, outubro 19, 2011
terça-feira, outubro 18, 2011
Coisas de filho
"-Quem te deu esse presente?", pergunto eu.
"- Foi a Nê da avó."
Precisei de puxar pela cabeça, mas cheguei lá. Foi a Inês da avó, ou seja, foi a mana da avó. Retorcidinho, este raciocínio.
"- Foi a Nê da avó."
Precisei de puxar pela cabeça, mas cheguei lá. Foi a Inês da avó, ou seja, foi a mana da avó. Retorcidinho, este raciocínio.
Coisas de filhos
Ao ouvir os primeiros acordes da versão dos 30 STM do "Where the Streets Have No Name", o Vasco pergunta:
"É o JéJé da mana, mamã?"
"Sim, filho, é o JéJé."
E acrescento agora: o mesmo a quem a tua irmã te obriga a prestares vassalagem, todas as noites, antes de te ires deitar ("dá beijinho ao Jéjé")...
segunda-feira, outubro 17, 2011
Herança
Quem havia de dizer que aquele sorriso lindo, aquela boca perfeita sem sinais de mãe, escondia tantos problemas , desde cáries a desmineralização e falta de esmalte?
Desculpa, filho.
(mais sorte teve a tua irmã: pode ser parecida comigo, mas os aparelhos colocam-se para resolver isso)
Desculpa, filho.
(mais sorte teve a tua irmã: pode ser parecida comigo, mas os aparelhos colocam-se para resolver isso)
sexta-feira, outubro 14, 2011
quinta-feira, outubro 13, 2011
Destino
O meu pai apresentou-me finalmente à amiga.
Muito simpática, falou-me como se me conhecesse desde sempre, o que é estranho porque não me lembro dela.
Da segunda vez que nos vimos, já se sentiu à vontade para contar um bocadinho da história deles, coisa que o meu pai não fez nem nunca faria.
Afinal é o reatar de uma relação de há cinquenta e tal anos, tinha o meu pai 19 e ela 20 anos. O destino separou-os, mas voltou a juntá-los. Quando o meu pai se casou com a minha mãe, o meu avô paterno acalmou-a dizendo-lhe que, se fosse caso de alguma vez ficarem juntos, ficariam.
Com 73 anos ele, e 74 anos ela, hão-de ter pouco para gozar, mas que sejam felizes.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Academia
Quarenta anos depois, ainda me arrepio com certas esquinas, certos muros, certas paisagens daquela instituição, mesmo que a imensidão aparente à época se tenha reduzido à dimensão real. Sendo isto válido no aspecto físico, mas também no foro emocional.
Gera-se sempre uma grande dualidade de sentimentos, quando transponho aquelas portas; aceito que me formei como pessoa naquela casa, mas desprezo o elitismo, o proteccionismo, a moral cristã imposta à martelada.
Só espero que o investimento valha a pena e o puto aproveite o que de bom pode absorver; admito que é muito, desde que se filtre a presunção e o narizempinadismo.
E que se possa corresponder às expectativas dele, dando-lhe música, muita música, tanta quanta ele parece querer.
segunda-feira, outubro 10, 2011
quinta-feira, outubro 06, 2011
(des)Motivação
Às vezes gostava de saber o que me move. O que me faz correr todo o dia, marcar três cirurgias para a manhã e outra para a tarde, acorrer a imprevistos que espreitam a cada esquina ou me enfiam pelos olhos dentro, intervalar com um almoço em frente ao monitor do computador, papelada, reunião, papelada, correr mais um pouco e finalmente pegar no meu filho e chegar a casa, 38 km depois.
Continuar a acelerar, dar banho ao puto, fazer o jantar, arrumar a cozinha, deitar o puto e sentar-me a olhar para isto, com a expectativa de não sei o quê. Tentar explicar à minha filha, evitando berrar, que na fórmula resolvente, x é a incógnita e não pode ser substituída por 1 só porque assim dá certo.
Deixei de ler, de ver televisão, de olhar por mim.
E assim se passam as 2 ou 3 horas finais do dia, antes do deitar/levantar, deitar/levantar e render-me à cama do miúdo, de todas as noites.
Para começar tudo de novo, amanhã.
E quando der conta, passaram-se mais alguns anos.
Perdida.
terça-feira, outubro 04, 2011
segunda-feira, outubro 03, 2011
Olhar
A música diz-me pouco, o cantor muito menos, mas a expressão vazia do olhar dela... é a segunda vez que vejo o videoclip e a segunda vez que choro.
Dos espaços vazios que nos atafulham o peito.
terça-feira, setembro 27, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
This is my kinda love, don't burn your bridges...
you ever hear the story of mr. faded glory?
say he who rides a pony must someday fall
i was talkin' to my alter
says life is what you make it
and if you make it death well rest your soul away
away, away...
it's a broken kind of feeling
she'll have to tie me to the ceiling
a bad moon's comin' better say your prayers
i wanna tell you that i love you
but does it really matter?
i just can't stand to see you dragging down again
again, again...
so i'm singing
and this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves you alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone
i used to treat you like a lady
now you're my substitute teacher
this bottle's not a pretty, not a pretty sight
i owe the man some money so i'm turnin over honey
ah mr. faded glory is once again doin' time, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that, it's the kind that...
leaves me alone
like a crown of thorns, it's all who you know
so don't burn your bridges cause someday, yeah
so i'm singing
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that
leaves me alone
don't burn your bridges...
say he who rides a pony must someday fall
i was talkin' to my alter
says life is what you make it
and if you make it death well rest your soul away
away, away...
it's a broken kind of feeling
she'll have to tie me to the ceiling
a bad moon's comin' better say your prayers
i wanna tell you that i love you
but does it really matter?
i just can't stand to see you dragging down again
again, again...
so i'm singing
and this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves you alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone
i used to treat you like a lady
now you're my substitute teacher
this bottle's not a pretty, not a pretty sight
i owe the man some money so i'm turnin over honey
ah mr. faded glory is once again doin' time, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that, it's the kind that...
leaves me alone
like a crown of thorns, it's all who you know
so don't burn your bridges cause someday, yeah
so i'm singing
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that leaves me alone, yeah
this is my kinda love
it's the kind that moves on
it's the kind that
leaves me alone
don't burn your bridges...
sábado, setembro 24, 2011
3 anos
Continuo maravilhada com o filho lindo que tenho.
Deslumbrada como da primeira vez que o vi na ecografia.
Atordoada como quando finalmente o tive comigo, depois de lutar contra a medicina e vencer com as armas que os meus instintos de mãe/fêmea me deram.
E ainda hoje te toco, te sinto, te cheiro como naquele dia, sabendo que és a perfeição nesta vida.
Renasço de cada vez que pedes "Abraço" e dizes "És munto dinda, mamã!".
Obrigada, amor.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Divino

Não sei se por estar na segunda fila, quase dentro do écran, vivi aquilo como se eles conversassem comigo e cantassem só para mim. E envolvi-me a ponto de bater palmas e vibrar como se estivesse num concerto, alheia às outras pessoas que enchiam a sala e aos repelões da I.
Soube-me a pouco. Venha o DVD.
Dia Mundial da Paz
Para comemorar a efeméride, pela primeira vez (pelo menos no que me diz respeito), a minha mãe deu o braço a torcer.
Afinal "burro velho ainda aprende algumas línguas".
segunda-feira, setembro 19, 2011
quinta-feira, setembro 15, 2011
1 mês
Passou um mês desde que soube que a minha amiga tinha morrido, a quem alguém chamava "mãe 2", pela marcação cerrada que ela me fazia.
Passou também um mês desde que a minha verdadeira mãe não me fala, nem quer saber dos netos, pura e simplesmente desapareceu do mapa.
Mais uma das nossa birras, desta vez demasiado grave para ter um retorno simples.
E quase a fazer um ano que se foi a minha Mãe/Avó. Saudades... ("Tens dinheirinho, filha?", "Tenho saudades tuas", "Quando é que vos vejo?", "Não faças caso, ela é tua mãe, sabes que tem aquele feitio...")
quarta-feira, setembro 14, 2011
Dia 1
Relativamente soft. Um resmungo à entrada, o entusiasmo dos brinquedos novos e a curiosidade pelos "amigos" que ainda não conhecia.
Depois de meia-hora comigo pela mão, quando se sentiu mais ambientado, enxotou-me: "Vai-temboia, mamã."
Virei costas e deixei-o ao colo da professora a resmungar um poucochinho mais, mas sem drama.
À tarde, falava que nem uma matraca e vinha de cuecas em vez de trazer a fralda do costume, porque "Já sou trexido". Dois minutos depois de entrar em casa, fez pelas pernas abaixo, mas foi só um pormenor.
Menos mal. A casa dos horrores lavou a cara e suavizou a aparência.
Mas ainda não me passou a azia e os sapos demoram a digerir. A ver vamos.
segunda-feira, setembro 12, 2011
Definição
"Perdoar é abdicar da esperança de que o passado poderia ter sido diferente"
Oprah (agora mesmo)
domingo, setembro 11, 2011
Das memórias
Este é um dia cheio delas. Sobretudo daquele "Agora não posso, T." às 14h e qualquer coisa, em resposta a um telefonema inoportuno. E do que se seguiu.
sexta-feira, setembro 09, 2011
Cansada
Do que tenho e não tenho tempo para gozar
Do desejo de concretizar projectos que não consigo finalizar
Do espaço que me sufoca mas que preciso de ter para mim
Do trabalho em catadupa, que parece brotar dos segundos do dia
Das ajudas que não surgem
Da casa que me absorve como vivesse sozinha
Das rotinas que ninguém se esforça por quebrar
Da agenda onde encaixo de forma impossível horas e minutos em cima de horas e minutos
Dos fins-de-semana que afinal nunca tenho
De correr atrás do sossego
De sonhar com o impossível
quinta-feira, setembro 08, 2011
quarta-feira, setembro 07, 2011
terça-feira, setembro 06, 2011
segunda-feira, setembro 05, 2011
sexta-feira, setembro 02, 2011
quinta-feira, setembro 01, 2011
Better Man (Madison Square Garden - New York, NY 5/21/201...
Não sei me me apetece mais ouvir a música ou limpar-lhe o suor...
terça-feira, agosto 30, 2011
Um só dia
Sem passado, nem futuro.
Sem porquês, nem explicações.
Sem mágoas, nem desculpas.
Sem lágrimas, nem ressentimentos.
Sem calendário.
Cem minutos.
Olhos nos olhos.
Sem porquês, nem explicações.
Sem mágoas, nem desculpas.
Sem lágrimas, nem ressentimentos.
Sem calendário.
Cem minutos.
Olhos nos olhos.
sábado, agosto 27, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
End of story
Encerrei (e enterrei) o capítulo "Amadora". Em analogia com o enterro da minha amiga, a que compareceu uma dúzia mal amanhada de gente, sobrou um punhado de lugares, sensações e sentimentos, alguns "para sempre" e outros tantos "nunca mais". Poucos "para sempre" recíprocos, mas pelo menos um que tenciono alimentar. Nem que seja a meio caminho.
segunda-feira, agosto 22, 2011
"O amor e a morte são vizinhos"
"Os seus rostos são iguais. O ser humano não precisa de parar de respirar para morrer e não lhe basta respirar para viver.
Nunca estamos seguros, nem quanto à morte nem quanto ao amor.
Duas pessoas conhecem-se.
Apaixonam-se.
Amam-se.
Amam-se e desejam-se, e um dia o amor chega ao fim, de repente, tal e qual como no dia em que parecia ter surgido para sempre. O amor foi sufocado pelo ritmo monótono das circunstâncias, exteriores ou interiores.
Ou o amor permanece até o seu tempo terminar ou, então, ainda que inevitável, era já um amor impossível à partida."
in "Sangue Vermelho em Campo de Neve - Inverno", de Mons Kallentoft, capítulo 1
Corpo e meio
Finalmente compreendi o significado de "corpo e meio" quando nos referimos ao tamanho de uma cama.
Desde que passei a dormir com o meu filho todas as noites (literalmente), percebi que aquela dimensão de cama se ajusta perfeitamente ao corpo dele e a metade do meu (sendo que a outra metade cai, pendurada, à espera do dia - ou noite - em que tombe de vez).
sábado, agosto 20, 2011
Morrer só
Tal como previa, aconteceu.
Sobrou um enorme peso na consciência por não ter cedido 2 minutos do meu tempo para um último telefonema, a combinar um último almoço.
Não me saem da cabeça as últimas palavras que lhe ouviram: "Tenho que telefonar à minha Doutorinha para saber dela e do meu menino".
E as que lhe ouvi: "Tenho tantas saudades suas".
Uma amizade improvável fruto de outro percalço do destino. E um final anunciado, várias vezes ensaiado, mas nem por isso menos chocante.
domingo, agosto 14, 2011
sábado, agosto 13, 2011
Acasos e percalços do destino
Dou por mim a pensar no que teria sido a minha vida se o meu pai não tivesse recortado de um jornal, determinado anúncio de emprego, há 17 anos.
E se, por estar grávida, não tivesse comparecido à entrevista com tamanha descontracção, convencida que, no meu estado, ninguém me contrataria, mesmo que a gravidez só fosse evidente para mim.
Como fui admitida, fruto da conversa de café que mantive com o júri, amaldiçoo esse dia por não ter levado os nervos comigo.
quarta-feira, agosto 10, 2011
domingo, agosto 07, 2011
sábado, agosto 06, 2011
Contrapartida
Noutro postal de aniversário: "Gosto muito de ti: és uma num milhão, por um milhão de razões."
Obviamente, este não me foi dado pela mesma pessoa.
Declaração de intenções
Num postal de aniversário: "Sempre que precisares de uma maozinha, podes contar comigo."
Ahahahaaahahhhahahhahah
segunda-feira, agosto 01, 2011
Filhos da mãe
Os meus filhos são copiados da mãe a papel químico. Pelo menos na avaliação que fazem da praia.
Basicamente é um sítio sujo; cheio de areia...
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